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Esta História começa antes da destruição causada pelo Dilúvio. Quando ainda existia outra civilização na Terra sob o lugar que hoje, convertido em lenda, chamamos de Atlântida. Tinham uma sabedoria que era produto da evolução da consciência do homem por milhares de anos. Eram verdades aprendidas sobre o funcionamento do Universo, no processo que chamamos Vida. O estudo das constelações lhes revelou que a humanidade era uma união vivente entre o céu e a terra. E que as estrelas e os sóis a influenciaram formando estações, ciclos e ritmos. Sábios Sacerdotes da Escola de conhecimento de Naacal, na Atlântida, descobriram que o planeta estava nos momentos finais de um destes ciclos.

Avisaram, sem que lhes dessem ouvidos, de uma catástrofe eminente, que destruíram as estruturas que organizaram a vida do homem. Sem o apoio da maioria da população construíram alguns barcos fechados por todos os lados e os protegeram com campos eletromagnéticos de forças que podiam penetrar e dissolver a matéria.

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 Comandados pelo sumo sacerdote Chiquitet Arelich Vomalites, subiram a bordo com suas famílias, alguns instrumentos, animais domésticos e afastaram-se de Atlântida. O Planeta estremeceu, os céus derreteram e as águas arrasaram os continentes, apagando quase todos os rastros de sua civilização.

Balbek e Jerusalém:

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Como evidência, próximo ao Egito foi encontrado gigantescos monumentos de pedra chamados Megalíticos, que por seu tamanho, peso e difícil montagem revelam uma tecnologia desaparecida, certamente da civilização Atlante. A primeira evidencia está em Balbek (Templo Romano de Júpiter), Líbano. Lá se encontram os três maiores e mais pesados monumentos de pedra do mundo, chamados monólitos. Cada um pesa 1200 toneladas, mede 25 metros de comprimento, 8 de largura e 5 de altura. O maior peso que podemos hoje levantar com um guindaste é o ônibus espacial Discovery, que pesa somente 150 toneladas, 1/10 do peso dos monólitos. Não existe hoje tecnologia para levantá-los e muito menos para posicioná-los com tamanha precisão. O lugar onde foram talhados fica a 3 km onde se encontra uma pedra do mesmo tamanho que nunca foi utilizada pelos construtores originais. Em virtude do seu tamanho a misteriosa plataforma tornou-se um lugar sagrado para as culturas, que depois do dilúvio, se assentaram na região. Assírios, Persas, Gregos e por último os romanos, construíram os seus principais templos sobre a plataforma.

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A segunda evidência encontra-se em Jerusalém. A cidade é sagrada para três religiões. Lá existem outros desses megalíticos, monumentos gigantescos, pesando cada um mais de 800 toneladas. Por seu enorme e inexplicável tamanho, também se converteram em lugares sagrados em volta dos quais cresceu Jerusalém. Fazem parte da enorme plataforma que sustentava o templo dos judeus, e que hoje segura a mesquita de El Aksa e a cúpula da Roca. As pedras fazem parte das fundações do Muro das Lamentações. Hoje se chega lá por um túnel que revelou as enormes pedras.

Os megalíticos de Balbek e Jerusalém faziam parte de construções desaparecidas com o cataclismo universal e permaneceram em seu lugar por serem tão imponentes. Este cataclismo destruiu a civilização atlante. Isso aconteceu por volta do ano 10.900 a.C.. Quando o sistema solar transitava o signo de leão e esta registrado nos livros sagrados de todas as culturas do mundo.

Cataclismo Atlante à 10.900 a.C. à Signo de Leão (10.940 a 8.780 a.C.)

A Terra emerge das águas

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Quando se recuperou o equilíbrio, os sacerdotes sobreviventes ao cataclismo desembarcaram no centro da superfície terrestre, no lugar onde sabiam onde afluem as forças telúricas do planeta. Esperavam usar essas forças para dar impulso ao pensamento do homem, construindo maciças formas piramidais que ressoavam, concentravam e transformavam a vibração fundamental do planeta em energia.

Seres muito avançados espiritualmente, que tinham um conceito de progresso que não estava baseado em aquisições materiais, mas em encontrar a paz e a harmonia interior, transformando o limitado homem animal num super-homem. Esses sacerdotes, num momento que chamaram de Zep Tepi (O Tempo Novo), viram resurgir da água um Oasis estreito e longo, uma terra fértil rodeada pelo deserto protetor as margens de um longo rio... Chamaram-no EGITO.

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 A terra que emerge das águas, o pais de um único rio, o Nilo com as melhores condições para gerar uma nova civilização. Os sacerdotes viram o cataclismo como uma oportunidade de orientar a humanidade a um destino mais alto e estruturar nesse novo ciclo uma sociedade dedicada ao aperfeiçoamento espiritual.

A Esfinge demonstra os enormes ciclos de tempo que consideravam. Sua forma de leão com cabeça de homem ressalta o ciclo compreendido entre a era de leão e a de aquário, os tempos de influencia da nova civilização. Viam a vida como um processo desenhado por Deus, no qual o homem encarna sucessivamente para aperfeiçoar-se e ascender na hierarquia do universo. O espírito do homem que não entende o Criador e nem a razão do universo ou de sua própria existência se encarna num corpo para viver experiências que lhe permitam adquirir sabedoria e compreensão.

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Vida após vida

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O lugar onde reencarna e experimenta tudo em dois extremos opostos, é um universo polarizado e dual, que permite a comparação entre as partes para compreender qual é a verdadeira. Aprende-se individualmente, o resultado de cada decisão e comportamento na vida. O sofrimento permite entender a felicidade. E a angustia permite entender a paz. Ao longo de muitas vidas, comparando os dois extremos, entende-se que a verdade esta no centro na neutralidade do amor. Através da reencarnação o homem compreende a vida, se transforma num ser que respeita tudo que existe, compreende que tudo tem sua função. Aceita que todas as circunstâncias, mesmo as mais difíceis são perfeitas, pois são lições para o aperfeiçoamento espiritual.

Vida após vida o homem vai subindo de nível, tem mais informação, permanece em paz e harmonia, maneja mais energia vital, se transforma num ser tolerante e respeitoso que alcança mais poderes. Compreende que no universo dual, em circunstancias contraditórias, a única coisa que não tem polaridade é o amor. O amor é neutro como Deus. Com o Zodíaco de Dêndera, ensinaram que esse processo de aprendizagem concede a cada espírito um ciclo cósmico, 12 eras zodiacais. Um giro completo do sistema solar recebendo a radiação de cada uma das 12 constelações.

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Durante esses 25.920 anos do ciclo cósmico reencarnam 700 vezes em diferentes corpos, lugares, tempos, circunstancias, condições e personalidades. Em cada vida aprende algo diferente. Cada vez nasce influenciado de diferentes maneiras pelas forças que as estrelas irradiam. Assim, todo o ser vivo cumpre um ciclo cósmico, recebendo energia das 12 constelações e as influencias dos céus, que marcam ritmos e produzem estados diferentes.

Conhecendo a relação desse processo de aprendizagem, das vidas do homem na terra com o movimento do planeta e do sistema solar, regeram os seus planos pelas estrelas. Estruturaram um método para revelar informações sobre Deus, o universo e o processo de aperfeiçoamento durante milhares de anos. Uma forma de mostrar ao homem o que é a vida e para que ele existe. Estabeleceram fases para revelar informações sobre Deus ao povo, etapas que mudariam com as eras zodiacais na abóbada celeste. Épocas dedicadas a estudar como Deus criou o universo e depois a consciência do homem.

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Centros Religiosos - Cada fase da revelação foi dirigida por um centro religioso construído ao longo da coluna vertebral do Egito, o Nilo. Aturam  como os chakras, ou centros de transformação e distribuição de energia e informação ao corpo do país. Desenvolveram em 4  épocas 4 centros religiosos, cada um deles dedicado a explicar e conseguir a compreensão do povo sobre uma fase do Genesis.  Cada um deles dedicado a um momento distinto do único Deus, com nomes e formas simbólicas diferentes. O primeiro centro religioso estabeleceu-se em Annu, chamada Heliópolis pelos gregos. Ao começar a era de gêmeos, no ano de 6.620 a.C., na época pré dinástica do Egito.

Uma época dedicada à simetria na arte e na arquitetura. Foi dedicada a revelar informações sobre as características, qualidades e significados de um Deus absoluto, o único Deus, a causa original o todo, que chamaram ATUM-RA, a unidade homogenia, estática, antes de manifestar o universo.

Primeiro Centro à ANNU à Gêmeos à 6.620 a.C. à ATUM-RA: Características, qualidades e significados de um Deus absoluto, O TODO, que é a unidade homogenia, estática, ANTES de manifestar o Universo.

O segundo centro estabeleceu-se em Menfis, ao começar a era de touro, em 4.460 a.C.. Foi dedicado a revelar informações de outro momento de Deus, quando manifesta o universo, os planetas e os homens.

Quando ativa sua vontade, sua energia divina e cria a matéria. Essa característica criadora de Deus, chamada PTAH. Durante essa época sente-se a influencia de Mento, o touro que representa a era de touro em todo o Egito, até no nome dos faraós.

Segundo Centro à Menfis à Touro à 4.460 a.C. à PTAH: Deus manifesta o Universo, os planetas e o homem através de sua vontade, sua energia divina que CRIA a matéria.

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O terceiro centro religioso foi criado em Hermópolis, dedicado a Thoth, assim chamaram o único Deus, quando multiplica a criação sobre a terra, com a diversidade da natureza, das plantas e dos animais.

Terceiro Centro à Hermópolis à Thoth: Característica de Deus quando multiplica a criação sobre a Terra com a diversidade da natureza, das plantas e dos animais.

O quarto centro religioso estabeleceu-se em Tebas, com a chegada da era de Áries no ano de 2.300 a.C.. Foi dedicado a revelar informações sobre as características, qualidades e significado de Deus, quando cria a sua imagem e semelhança a consciência do homem. Chamaram-no Amon-Ra. Nessa época acontece o momento culminante da civilização. Constroem-se centenas de templos onde a imagem de carneiro predomina e os faraós incorporam Amon e RAM aos seus nomes.

Quarto Centro à Tebas à Áries à 2.300 a.C. à Amon – RA: Qualidades, características e significados de Deus, quando cria à sua imagem e semelhança a consciência do homem.

Iniciados

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 As mudanças de era ou constelação zodiacal determinaram a duração de cada fase da revelação. O povo entendeu aos poucos que existe um só Deus, que por suas características e momentos diferentes em que cria o universo e o homem, tem nomes diferentes. Criaram uma Escola de Mistérios para transmitir os seus conhecimentos, garantindo os sacerdotes sucessores de sua casta para continuar o processo de revelação. Desenvolveram-se ao redor dos templos e centros religiosos.

Em seu interior se dedicaram a converter os iniciados em seres respeitosos capazes de guiar seu povo e manejar as forças fundamentais da natureza. Escolheram seus discípulos entre todos os meninos do Egito, pelo nível de consciência e sensibilidade que demonstravam, dando-lhes a possibilidade de dedicar-se a uma vida de sacerdócio. Deram-lhes informações sobre o processo de aperfeiçoamento, sobre Deus e o Universo, através da reencarnação. Ensinaram-lhes ciência, arte, religião e filosofia.

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Foram treinados a exercitar o seu autocontrole, aprenderam a conservar a sua energia vital, a compreender a importância do respeito e do livre arbítrio, acelerando o seu processo evolutivo. Foram convertidos em sucessores de sua casta, sacerdotes com o conhecimento e o poder que este produz, com a missão de guiar o povo no caminho do aperfeiçoamento geral.

Foram encontradas estátuas de sacerdotes, uns saindo de um cubo, outros representados como escribas, seres com conhecimento. Alguns poucos tiveram adicionado a seus nomes a palavra HOTEP, que significa sábio. Como Imhotep ou Amenhotep, filho de Raphu, em reconhecimento a sua sabedoria. Foi dos templos onde concentraram o conhecimento, o poder, a riqueza material e espiritual, que impulsionaram a organização da civilização egípcia.

O Olho de Hórus

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 Utilizaram o Olho de Hórus como símbolo dessa organização fechada de sacerdotes que dirigiram o destino do Egito por milhares de anos nas sombras atrás do faraó. A Escola de Mistérios utilizou o Olho de Hórus como seu símbolo, uma assinatura que aparece nos templos de todo o Egito. Um símbolo que trás a mente e evoca o seu significado, sua ação principal, e transmite uma ideia de uma maneira muito simples além das palavras. Seu significado pode se entendido milhares de anos depois de ter sido desenhado.

è Os olhos são o sentido do sol, a origem da vida. Atuam percebendo a luz e a vibração da cor. Transmitem a mente a força e a intensidade do fogo. Os olhos são os terminais nervosos que percebem a vontade de divina, a intensidade da luz, a força de Deus, que os egípcios chamavam de PHI. A força que condensa o espírito na matéria, dando lugar ao universo. O lugar de experimentação da consciência. São os únicos nervos na superfície do corpo e que podemos observar em seu funcionamento vital. Florescem dentro de esferas cheias de um liquido branco cristalino.

Os olhos simbolizam a dualidade. O olho esquerdo é solar, sensível ao negativo. O direito é lunar, sensível ao positivo e afirmativo.

Usam a sua informação para produzir a imagem mental correta do espaço. Simbolizam a experimentação da consciência num universo de contrastes, para encontrar a verdade em comparação com as partes opostas. Reagem a luz ativa do sol, produzindo na mente a verdadeira luz, a energia vital luminosa. Uma luz invisível que torna possível a inteligência e a compreensão da realidade.

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 Os pássaros evocam a ação de voar, a liberdade sem limitações materiais. O falcão é o pássaro que vê melhor. Hórus o falcão representa o espírito quando completa a sua aprendizagem na vida mortal e limitada. Quando entende as verdades do universo, porque a verificou em muitas vidas e se eleva sobre as limitações materiais, sobre o tempo, sobre o espaço.

Hórus, o falcão à Representa o espírito quando completa a sua aprendizagem na vida mortal e limitada. Quando entende as verdades do Universo porque as verificou em muitas vidas e se eleva sobre as limitações materiais, sobre o tempo e o espaço.

O olho de Hórus é a consciência imortal que tudo sabe, tudo vê, pode voar muito alto sobre tudo que existe ou fixar atenção em qualquer detalhe (Pode ver o macrocosmo e o microcosmo).  Evidentemente os sábios sacerdotes se viam como observadores e guias de um movimento de aperfeiçoamento em direção à luz. Por isso o seu símbolo era o Olho de Hórus, o olho que tudo vê.

A começar pelos templos os sacerdotes do Olho de Hórus guiaram em paz e harmonia o aperfeiçoamento espiritual do povo, revelando informações sobre o universo, Deus e o processo que sofre a consciência do homem.

Enorme complexo de templos

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 Protegido por muros altíssimos, cada templo é um enorme complexo, onde moravam milhares de pessoas. Homens e mulheres igualmente porque não havia distinção de sexo. Dedicavam pelo menos 21 anos de suas vidas recebendo informação e treinamento para se converterem em sacerdotes ou sacerdotisas.

O processo de aprendizagem era realizado em vários templos onde permaneciam por longos períodos onde recebiam as informações necessárias. Havia treinamento correspondente a esse e provas de autocontrole para alcançar outro nível em outros tempos sobre o Nilo. Cada templo era uma biblioteca viva com informação especializada. Cada um continha uma lição diferente sobre o universo ou a razão da existência. Cada templo continha em seu interior um tema sagrado distinto, com informações que dão sentido a tudo que existe.

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O nível básico se realizava nos primeiros sete anos, quando recebiam informações gerais sobre o universo e treinamento para manipular os centros energéticos mais baixos do corpo. Havia templos como o de Kom Ombo, dedicados a entender a necessidade do universo dual e polarizado, para permitir a mente comparar entre extremos opostos e assim compreender a verdade. Em seu interior aprenderam a controlar o medo da perda, a entender que se possui em cada vida o necessário para adquirir as experiências de aprendizagem.

Tinham instalações que despertavam o medo da morte para aprender a controla-lo e entender que a morte é apenas um passo para a outra experiência. Em túneis com água e crocodilos, grandes alturas, lugares fechados com serpentes, os iniciados provavam a sua determinação. Lá receberam a informação para superar o medo ao abandono, os instintos de agressão e defesa, a entender a existência de programas mentais inconscientes que geram reações automáticas para poder controla-las.

No Tempo de Luxor (Templo do corpo) em Tebas, transmitiram os conhecimentos que tinham sobre o funcionamento do corpo e o treinamento para que a consciência se identificasse com ele. O templo inteiro era como um organismo humano, cada salão representando um órgão, com informações nos muros sobre sua função principal. Sobre o beneficio que o organismo inteiro obtinha ao realiza-la e a sua relação com os outros órgãos. Em seu interior realizam exercícios de concentração e de movimento levando a sua mente a cada órgão até que o corpo inteiro estivesse consciente e os manipulasse a vontade com um excelente instrumento.

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Vários templos com sacerdotisa de Neftis e Isis (Philae = Templo de Ísis) se dedicavam a transmitir informações e treinamentos sobre as percepções físicas, as emoções e desejos carnais. Sobre a diferença entre as emoções superiores, a intuição e a inspiração. Aprenderam a transmutar as paixões e sensações do corpo com o poder do espírito. A elevar a consciência e sua depuração vital a solicitar a canalização de energia e a inspiração de espíritos em planos mais evoluídos para despertar a criatividade.

Muitos templos como o de Hathor em Dêndera, estavam dedicados à ciência, astronomia, astrologia e matemática. Em seus terraços se dedicavam a registrar os céus, a entender as energias que cada constelação emite e os efeitos que produzem. Seguiam dia a dia os designos das estrelas, controlando a duração do ano solar, a data exata da enchente do Nilo. O momento em que a terra mudou da era de touro para a era de Áries e os lugares que afetam os processos de evolução.

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Depois de receberem informações dirigidas a razão e treinamento para controlar sensações, emoções e pensamentos, dedicavam outros sete anos ao lado direito do cérebro, a inteligência do coração a encontrar a diferença entre pensar e meditar. O Templo de Karnak (Tebas), o maior do Egito, estava dedicado à consciência, a analisar as forças que a moldam, a entender o processo de evolução e acelera-lo, utilizando conceitos, palavras, sensações, pontos exatos ou movimentos. Aprenderam a concentrarem-se em si mesmos, a diferenciar entre o eu superior e o ego, a identificar-se com o ser ou objeto externo até sentir e transformar-se no que se pensa.
Realizavam exercícios de telepatia em lugares próximos e depois a distancia, num momento determinado do dia, até aprender a se comunicar mentalmente a qualquer hora. Recebiam informações sobre o tempo e treinamento para vivê-lo como um eterno presente. Entendiam que pensar é comparar para conhecer e que quando se sabe tudo não se pensa nem se compara. Aprendiam  a mudar de estado ou nível vibratório, a manejar as circunstâncias externas, conseguindo o equilíbrio emocional como uma decisão mental interna.

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  • Cada templo contém três níveis de informação. Era uma maneira de revelar informação simultaneamente a homens em diferentes níveis ou estados evolutivos. O primeiro nível transmitia informações básicas dirigidas ao povo

Drama Sagrado

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Cada templo contava uma historia simples, repleta de símbolos e personagens fantásticos, um drama sagrado facilmente compreensível. As ideias eram expressas como mito em forma de história. O mito, a história fantástica, foi utilizado como método para revelar ao homem um mundo que ele só entende imperfeitamente. Os mitos ganham vida quando se acredita neles. Inventavam personagens com características simbólicas com formas que trazem a mente a sua função e atividade principal. Que participavam de historias simples e parábolas que contam verdades sobre a natureza humana sem a aridez e a abstração da filosofia ou da metafísica.

O povo recebeu a informação sobre cada tema sagrado ao conhecer a historia central de cada templo. Ao conhecer as fraquezas e forças de cada personagem, as circunstancias que atravessam a maneira como os resolvem. Utilizavam um segundo nível de informação, dirigido aos discípulos, seres com um nível espiritual mais elevado, aos quais se explicava mais diretamente o mesmo tema sagrado de uma maneira mais concreta e profunda. Para isso utilizavam as cenas descritivas do mito talhadas nos muros do templo. Explicavam cada personagem, o que simboliza no universo, a parte no processo de aperfeiçoamento que representava, o porquê da sua forma, comportamento e sua função principal.

A sabedoria dos sacerdotes do Olho de Hórus fica evidente na historia contada por cada templo e nas formas que utilizavam como símbolos. Só olha-los e já vem a mente a ação vital que representam ou a qualidade que se ganha ao realiza-la. Ao representar homens com cabeça de animal como símbolo, os transformam em ideias que evocam a característica vital do animal, traz à mente a função do animal no universo.

Um homem com cabeça de chacal adquire as suas características, seu instinto de orientação no deserto, seguindo-se as suas pegadas chega-se sempre a terras cultivadas, é, portanto, um excelente guia. Cada símbolo evoca uma simbologia. A forma simples de um pássaro evoca na mente o voo, a liberdade. O disco solar sobre a cabeça de um homem, fala da sua iluminação, da sabedoria que irradia, da informação que tem do nível da sua consciência. Estudaram detidamente animais e insetos, assim reuniram um profundo conhecimento sobre a sua vida, sua atividade principal. Suas necessidades vitais, os hábitos que desenvolviam para supri-las, sua dieta alimentar, sua gestação, seus hábitos sexuais e o sentido principal da sua existência.

 

]Escolheram os animais mais idôneos para representar uma ação vital e o que acontece no universo quando se executa. O processo da lagarta que se arrasta e tece para depois transformar-se em borboleta.

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 De todos os pássaros o falcão é o que vê melhor, tem um cérebro ótico com a vista mais perfeita e desenvolvida, por isso é escolhido para representar essa função vital, o sentido da visão. Uma figura humana com cabeça de falcão é um ser que tudo vê que domina o panorama vendo perfeitamente cada um dos detalhes em que foca sua atenção. Figuras chamadas deuses ou Neters pelos egiptólogos que acreditam que o Egito era politeísta representam apenas uma ação vital, um comportamento que transforma e aperfeiçoa. Cada ação importante da vida tem um símbolo que a representa, comunica a transformação que acontece na essência do individuo que a executa o que obtém dela. Um par de braços indica adoração, um par de pernas ação de andar, uma boca a ação de falar.

E por ultimo, num terceiro nível de informação, cada templo guardou um código secreto embebido no próprio símbolo, era conhecido apenas pelos altos sacerdotes e mestres, com informações sobre forças e energia fundamentais, como controlá-las e utilizá-las para prestar serviço ao seu povo.

Paz, harmonia e desenvolvimento da consciência:

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Em templos como o de Hórus, em Edfu, o sumo sacerdote levou seus discípulos mais evoluídos a descolar sua consciência no tempo abrindo o inconsciente para reviver e compreender suas vidas passadas em seu processo de reencarnação. O sumo sacerdote foi sempre um ser muito adiantado no caminho espiritual. Ele não se identificava com o corpo, conhecia perfeitamente o seu funcionamento e que energia utilizar para equilibra-lo. Controlava do centro nervoso do alto da cabeça o mais alto da cabeça o mais alto nível de energia vital. Permanecia num eterno presente irradiando amor, guiando e servindo com seu divino poder.

  • A matéria apenas recebe e se contrai. Dar é irradiar, essa é uma característica vibratória do espírito. Os seres de cada nível recebem e transmitem aos níveis inferiores. Em seus salões entenderam que a realidade se compõe de sete níveis de energia vibratória, sete correntes energéticas com sete diferentes níveis de poder ou força.

O corpo tem sete chakras ou centros de transformação da energia fundamental do universo. Cada ser humano, em sua vida presente, utiliza um desses sete centros, dependendo do nível de evolução de sua consciência. Quanto maior compreensão do universo mais respeito, mais alto o chakra, o centro nervoso utilizado para transforma a energia, maior quantidade de energia processa diariamente, e mais poderes transcendentais tem.

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O sumo sacerdote podia controlar as forças fundamentais pelo altíssimo nível de energia vital em que permanecia o seu organismo. Seu sistema nervoso tinha uma resistência correspondente a esse nível de energia. Assim em todos os templos do Egito os iniciados receberam informação e treinamento, aumentaram paulatinamente seu nível de energia vital e de maneira correspondente o nível de resistência dos nervos de seu corpo.

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Aprenderam a manter-se em paz, harmonia, respeitar tudo o que existe, aceitar a perfeição do universo, para conservar os seus níveis de energia vital, no caminho do aperfeiçoamento que leva a onipotência ao controle de forças e energias superiores. Um intenso preparo físico mental e espiritual que terminava com o momento de experimentar o tudo e o nada, o manifesto e o não manifesto. E receber numa pirâmide uma poderosa energia que permite vislumbrar o sétimo nível de consciência. Durante a era de touro se dedicaram a experimentar uma forma piramidal de tecnologia ressonante, que transformava as vibrações do planeta em energia (energia livre), um conhecimento herdado a ser colocado em prática.

Colocaram maciças formas piramidais de milhões de toneladas em pontos nefrálgicos sobre a malha eletromagnética do planeta. A massa piramidal que continha milhões de partículas de quartzo, vibrava com a Terra, produzindo energia pela fricção de suas moléculas num fenômeno que hoje chamamos de peso elétrico (capacidade de alguns cristais gerarem tensão elétrica por resposta a uma pressão mecânica). Construíram muitas pirâmides, até chegar ao modelo perfeito da pirâmide de KEOPS. Seus corredores, galerias e camarás, transformaram essa energia em som, fazendo vibrar, em níveis cada vez mais altos, o que fora preparado física, mental e espiritualmente.

Essa força impulsionava a mente do homem a perceber outras dimensões, chegando a outros estados especiais de consciência. Com essa ajuda externa os iniciados vislumbravam o sétimo nível de consciência. Retornavam relembrando o êxtase obtido, as verdades verificadas, para transmiti-las a seus companheiros com palavras e ações. Em suas meditações posteriores obtinham novamente esse estado de unidade sem movimento, até que essa situação se consolide definitivamente e eles fiquem permanentemente no estado de Deus-Homem, sempre irradiando energia positiva de amor.

As formas puras do Universo

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O conhecimento sobre as formas puras do universo, os blocos básicos com os que se organiza a energia e a matéria foram fundamentais para o desenvolvimento da civilização egípcia. Hoje chamamos essas formas puras de sólidos platônicos. Cinco polígonos com seus lados e ângulos iguais baseados em triângulos equiláteros, a forma divina, sem tensões. Utilizando essas formas puderam produzir efeitos de ressonância e concentração energética, para elevar a percepção da consciência para conseguir efeitos de supercondutividade, com os quais se anula a força da gravidade.

Hoje se descobriram que o planeta tem pontos nevrálgicos, chamados “nodos diamagnéticos” onde podemos controlar a força de gravidade do planeta e produzir fenômenos de supercondutividade. A supercondutividade permite ampliar ou diminuir a força da gravidade. Ao aumentar o peso das pedras se enterrava conhecimento sem que fosse necessário escavar. Ao diminuí-lo tornaram as pedras leves para empurra-las e move-las facilmente desde pedreiras longínquas.

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 Na foram encontrados hieróglifos com fórmulas para produzir uma espécie de concreto que parece rocha. Cientistas franceses os decifraram parcialmente. Suas experiências confirmam que se trata de que ao solidificar-se produzem uma espécie de pedra. Isso explica a facilidade em fazer juntas tão exatas entre as pedras dos seus templos, conseguindo usar os blocos já fundidos como forma para os novos.

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Mas o mais importante foi sua visão de que a vida é um processo desenhado por Deus para ampliar a consciência do homem. Que o espírito encarna repetidamente num corpo para compreender a harmonia pelo resultado de suas decisões. Ao viver muitas vidas com experiências opostas, de angustia e de paz, de depressão e felicidade, de riqueza e de pobreza, de saúde e de doença, compreende a razão de sua existência e acaba com as limitações materiais, transformando-se num super homem imortal. Um ser que não perde na morte a consciência e informação acumulada, um espírito sábio que ao final de um processo, sobe outro degrau na perfeição do universo.

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 O homem reencarna muitas vezes. No principio sua animalidade é dominante, a intolerância e a agressão determinam uma vida de sofrimento. Aos poucos se enche de dores e ao tentar remedia-las deixa de atacar, encontra a paz e com ela altos níveis de energia vital. Com a informação do processo de aperfeiçoamento e das leis que o regulam os egípcios melhoraram de vida, aceitaram os momentos difíceis como parte do caminho de seu aprendizado, permanecendo assim em paz e harmonia.

Os templos revelaram como o homem, num mundo de dor, podia transformar-se em seres sem limitações físicas, com conhecimentos para transmutar a matéria e locomover-se, livremente, no tempo e no espaço. Entre as contradições de cada vida se aprende algo, se renasce um pouco mais sábio. Na polaridade entre a luz e a escuridão, entre o medo e o amor, se aprende a encontrar a paz e a harmonia, a manter a energia vital. Ao sentir na pele os tormentos que produzem a ira, o ódio, o rancor ou a vingança, se compreende o valor da harmonia. Ao compreender que cada decisão produz paz ou sofrimento, pode-se passar do inferno da vida ao céu da mesma.

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 O povo entendeu que todas as ações da vida diária, pescar, semear, colher, são uma maneira de aproximar-se de Deus, de se aperfeiçoar a cada dia. Construíram uma comunidade em paz, uma tal felicidade que quando o historiador grego Heródoto visitou o Egito no ano 500 aC, não pode deixar de afirmar: "De todas as nações da terra, os egípcios são os mais felizes, sãos e religiosos".

Apesar disso não tinham uma palavra em sua língua, que significasse religião. Não viam diferença entre o sacro e o mundano. Viam-se como os encarregados em compreender que Deus, o universo e o homem formam uma unidade manifesta pelo amor. A mensagem transmitida pelos egípcios, em seus templos, é a de que todos os homens avançam por um caminho de aperfeiçoamento que leva muitas vidas. Alguns estão mais evoluídos que os outros, mas todos chegaram à imortalidade e a consciência permanente, somente aprendendo a ser flexíveis, aceitar as circunstancias e a respeitar todos os seres que nos rodeiam. O caminho pode ser de dor e sofrimento ou de paz e harmonia, depende da valorização do que se tem e de agradecer a oportunidade de estarmos vivos para tomarmos consciência de que fomos criados por amor.

Existiu no Egito uma fechada e misteriosa organização de sacerdotes cujo símbolo era o Olho de Hórus. Era o poder real nas sombras atrás do faraó. Foram herdeiros de sacerdotes sobreviventes do ciclo anterior da humanidade, que viram no dilúvio uma oportunidade para orientar a humanidade em direção a um destino mais alto e estruturar uma sociedade dedicada ao aperfeiçoamento espiritual.

Dilúvio à 10.940 a.C.

A partir do nada, ao redor de templos e centros religiosos desenvolveram a civilização egípcia e nos templos concentraram o conhecimento, o poder, a riqueza material e espiritual. Cada Templo revelava um tema diferente, cada Templo ampliava um conceito do processo evolutivo:

- O Templo de Osíris em Abydos, a reencarnação.

- O Templo de Komb Ombo, a dualidade.

- O Templo de Luxor, em Tebas, o corpo do homem.

- O Templo de Hathor, em Dêndera, a gestação.

- O Templo de Isis, em Philae, o principio feminino.

- O Templo de Hórus, em Edfu, revelava a existência da iluminação.

- O Templo de Karnac, em Tebas, se dedicava a evolução da consciência.

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Cada Templo era um livro vivo, contando uma história diferente, especializando-se numa parte da revelação. Os Templos transmitiam o conhecimento, através de histórias simples cheias de mitos e personagens fantásticos. Revelavam informações revelando uma história fantástica, uma parábola com ensinamentos, um mito cheio de personagens simbólicos que explicavam a vida como parte de um processo de aperfeiçoamento.

Cada personagem representava uma força que moldava o caráter, que levava a agir de uma maneira específica produzindo como resultado uma ação vital que aperfeiçoava. A forma dos personagens e a ação vital que representavam indicavam a sabedoria dos sacerdotes do Olho de Hórus. Para escolhê-los estudavam profundamente os animais e insetos até entender a sua função vital e o que se obtinha através dela. Depois escolhiam o melhor animal que representasse uma ação vital e o combinavam com o homem, num símbolo gráfico muito simples.

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 Assim faziam com que a mente transferisse e evocasse suas qualidades e características. Um homem com cabeça de falcão convertia-se num ser que tudo vê como o pássaro que evoca a liberdade e a leveza do espírito. Um homem com cabeça de chacal tinha as qualidades de guia. Outro com sol sobre a cabeça indicava a sabedoria que irradiava o alto nível de evolução de sua consciência.

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Osíris

Um desses personagens simbólicos foi chamado de Osíris. Em Abydos, protegido do exterior por enormes muros, esta o templo que relata a sua história. Um enorme complexo onde viveram milhares de pessoas.

Abydos se encontra a 150 km ao norte de Tebas, a última capital do império egípcio, seu ultimo centro religioso. Por volta do ano 1.300 a.C., SETI I e seu filho Hamsés II, construíram um templo dedicado a revelar a existência da reencarnação. O templo era formado por dois pátios fechados, dois enormes salões com altíssimas colunas, sete santuários e uma série de câmaras de serviço.

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Osíris era o Senhor da Reencarnação. Representava a força que impulsiona o processo evolutivo do homem através de muitas vidas, transmutando-o num ser perfeito e imortal. Neste Templo os sacerdotes do Olho de Hórus revelaram que a reencarnação é um processo evolutivo criado por Deus para permitir que o homem compreenda a evolução do Universo. A informação na consciência é ampliada lentamente através de muitas vidas, para transformar a ignorância dos seus filhos em sabedoria. Um processo que converte espíritos inocentes e seres experientes, que entendem a razão da sua existência.

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 A reencarnação e o processo de aperfeiçoamento

A reencarnação transforma um ser denso e rígido que permanece na baixa vibração do medo, num ser flexível, etéreo que vive na frequência altíssima do amor. Aos poucos a sucessão de vidas transforma um homem animal num ser sábio e respeitoso, capaz de manipular imensos poderes com responsabilidade, um super homem.

O processo de aperfeiçoamento se realiza na escola universal dos contrastes, uma realidade de opostos, polarizada e dual de luz e escuridão, de matéria e espírito, de sofrimento e felicidade. O contraste permite comparar as partes antagônicas. As situações opostas permite diferenciar e compreender qual a verdade que leva ao aperfeiçoamento espiritual, a paz e a harmonia.

A porta principal do Templo de Osíris, em Abydos, abria-se quatro vezes por ano, quatro dias significativos que uma sociedade regida e orientada pelos astros demonstrava através de sua arquitetura seu conhecimento dos movimentos do sol. Esses dias de equinócios e solstícios definiam os ciclos climáticos da Terra, as quatro esquinas do sol, marcavam as mudanças de estação, a enchente do Nilo, o tempo de plantio e da colheita.

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O primeiro raio de sol entrava pela porta do templo, iluminando o interior do santuário de Hamon-Rá, a barca de ouro. A nave simbolizava o caminho da consciência na terra, o do sol nos céus, a causa dos dias e dos anos num universo que nunca se detinha.

O povo só podia entrar nos pátios do Templo de Osíris para participar das cerimônias realizadas ao entardecer e amanhecer de solstícios e equinócios, como em todos os templos dos Egito. O primeiro salão do templo, continha informações sobre o tempo e o espaço, os ciclos zodiacais que produzem ritmos, tempos difíceis e fáceis, alternância necessária num universo de contrastes.

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 É nesse mundo de ciclos que o espírito reencarna repetidamente para sentir na própria pele situações que lhe permitam compreender quais são os valores que estruturam o universo. Em cada vida adota uma nova personalidade, com outra família em outro lugar e tempo, para experimentar situações definidas por um novo destino. Tem uma mente livre para definir como agir nas situações que enfrenta e para analisar o resultado de seu comportamento. É assim que evolui, tomando milhões de decisões e avaliar os seus resultados.

Símbolos estranhos

Curiosamente, numa das vergas do templo, ha símbolos muitos estranhos, que chamaram a atenção por sua semelhança com helicópteros e objetos voadores. Milhares de histórias se teceram querendo explicar o seu significado. Aos que dizem que nessas vergas foram escritas mensagens para os homens do futuro. E no momento em que estes símbolos forem entendidos pelos visitantes do templo, chegará a era de aquário e a humanidade viverá o fim de um ciclo e uma mudança transcendental.

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Trinta e seis colunas sustentam o alto teto do salão seguinte, dedicado a ordem universal, ante as 7 capelas que arrematam o templo. Num dos muros aparece Isis, irmã de Osíris, que rege a consciência do homem, representado pelo faraó Seti I, que tem o cajado de pastor de toda a humanidade.

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 Da o sopro de vida, o instante divino em que o espírito encarna no corpo, para encontrar verdades sobre o universo, ao compreender os resultados de suas decisões na vida. Em cada vida se tem o novo corpo que obedece as decisões da mente e envia permanentemente informações do mundo exterior através dos sentidos e terminações nervosas. Vida após vida o homem experimenta uma série de circunstancias ao se relacionar com outros seres. Os acontecimentos difíceis são a lição que veio aprender, o destino que lhe corresponde.

Transformação

A reencarnação transforma o homem pouco a pouco num ser tolerante, alguém que aprende a respeitar os outros a não querer mudar ninguém, a ser flexível, pois compreende que todos têm a sua missão. Evolui e entende que experimenta aquilo que tem que aprender que tem o que precisa e que tudo que acontece é perfeito. Que os contrastes existem para a compreensão do universo e assim desenvolvem uma grande confiança em Deus.

Transformam o sofrimento em paz, a intolerância em respeito, a agonia em harmonia, encontra a felicidade. Assim, eleva sua energia vital, alcança sentidos e poderes e torna-se um ser invulnerável. A reencarnação transforma o homem mortal, com limitada consciência temporal num ser imortal com consciência permanente, que pode entrar e sair voluntariamente da matéria.

O homem tem mais de uma vida, a morte é apenas uma porta para mudar as circunstâncias e receber outro destino. Cada vida é uma lição diferente, uma parte do processo de aperfeiçoamento para chegar, cedo ou tarde, através do respeito e da paz interior a imortalidade.

Revelação

A revelação egípcia estabelece que cada espírito passa por esse processo de aperfeiçoamento durante um ciclo cósmico, uma volta no sistema solar ao redor do sol central da galáxia. Durante esse período de tempo, 25.920 anos, o planeta terra passa por cada uma das 12 constelações das estrelas que formam os 12 signos zodiacais na abóboda celeste. Isso acontece para que o espírito receba as diferentes energias e forças das estrelas durante 12 eras de 2160 anos. 12 ciclos que produzem diferentes processos e estados.

Durante essa volta o espírito reencarna umas 700 vezes em diferentes corpos, lugares, tempos, circunstancias, condições e personalidades. Durante essas vidas ascende do 1º ao 7º de consciência. Em cada vida aprende algo diferente, cada vez nasce marcado de maneira diferente pelas forças irradiadas pelas estrelas. Para revelar esse processo de aperfeiçoamento, de reencarnações, os sábios egípcios criaram o mito de Osíris.

Uma história com duas forças opostas que se manifestavam na mente e no universo polarizado, para permitir a evolução. A mente do homem, influenciada pela tensão entre essas duas forças fundamentais, decide comportamentos e ações que produzem resultados com os quais se aprende. O sofrimento permite entender a felicidade. A angustia permite entender a paz.

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Quatro personagens fantásticos - O mito tinha 4 personagens fantásticos, quatro irmãos que se juntaram de maneira natural e ao fazê-lo representaram duas forças opostas: a luz e a escuridão. Osíris e Isis representam a força da luz que impulsiona o homem à espiritualidade, à harmonia, a avançar para aperfeiçoar a consciência. São os motores das reencarnações. Seth e Neftis a força da escuridão que impulsiona o homem à materialidade, aos prazeres sensoriais, à densidade da inconsciência e à imobilidade da ignorância. Osíris é a força ativa masculina, a vontade baseada nas certezas adquiridas, na informação verificada para impulsionar ações que produzam harmonia, paz e felicidade. A forma simbólica de Osíris é a de um homem envolto em faixas, um espírito envolto pelo corpo.

Tem uma coroa branca, a consciência em formação sobre a sua mente, com duas plumas laterais, as duas forças polares do universo, a dualidade contraditória, que lhe permite comparar para compreender a verdade.

Em sua mão esquerda leva o cajado de pastor, a força que guia o rebanho humano no caminho das transformações e dos ciclos. Na mão direita leva o instrumento que separa as espigas boas das ruins. Cada decisão, cada colheita produz o resultado de um sofrimento. As espigas ruins são de harmonia, as espigas boas são a consciência ao compara-las, o que permite o aperfeiçoamento.

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Seth representa o peso da animalidade original, que atrasa a espiritualização da matéria. É a vontade egoísta de obter o prazer, ainda que isso cause caos e sofrimento aos outros. É o instinto que domina. O confronto dessas duas forças ativas e masculinas é seguido pela parte passiva e feminina. Ísis gera as emoções superiores, as intuições do mundo interior. Recebe a inspiração e produz as ideias, a busca, a adoração de Deus, o êxtase. Nefits recebe as sensações e os desejos gerados pelo corpo, gera a análise elementar perceptiva do mundo exterior através dos sentidos.

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Ao fundo do salão da Ordem Universal, encontram-se 7 santuários que são o coração do templo. Explica as fases do Genesis, a aparição do pensamento humano e os princípios divinos. As forças que impulsionam o seu processo de aperfeiçoamento. O primeiro santuário dedicado a Thoth e ao nascimento do faraó Seth I, que representa no templo o nascimento da consciência do homem no universo. A primeira era a cena simbólica, o sumo sacerdote da escola de Hórus, coberto com uma pele de jaguar, a força da animalidade original abandonada, ajuda no nascimento do Faraó Seth I. Nasce a consciência que pode participar da evolução do universo.

 

Thoth e Seshat

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Thoth (princípio multiplicador), um homem com cabeça de Íbis, simboliza o verbo divino que dá nome a tudo que existe. Representa o principio multiplicador do único Deus, que ao nomear cria um ser divino. Thoth carrega o livro do destino, onde anota as transformações de cada espírito, os nomes e formas, as diferentes personalidades na cadeia de encarnações que nos levam a imortalidade. Cada espírito recebe um corpo, um nome, neste caso Seth I, uma personalidade temporal como o faraó, determinada pelo ciclo e pelas circunstâncias, onde cumprir o seu destino temporal de aprendizagem.

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 Thoth escreve em seu livro o nome dentro de um laço, chamado cartucho egípcio. Cada laço tem um nó em sua base e representa uma das vidas temporais do espírito eterno. O nome é a vibração da palavra divina que da forma ao corpo e define a personalidade temporal do espírito encarnado. Em cada vida, tem-se um nome diferente, é uma lição de cada vez. O destino define as circunstancias que são necessárias viver para que se aprenda. Thoth é o escrivão dos céus. Arquiva a lição que o espírito encarnado deve aprender no livro do destino e no momento da sua morte escreve os sucessos obtidos. Ele é o ser responsável pela palavra, é o inventor da linguagem, da escrita e do intelecto que retém, compara e analisa.

Ao lado de Thoth esta Seshat, com a sua coroa de 7 pétalas. Sete é o numero do processo, sete são os níveis da mente do homem. Ela escreve na matéria o nome do faraó dando lugar ao seu atual ciclo temporal.

Julgamento dos mortos

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Parte do mito de Osíris é o chamado de Julgamento dos Mortos. Acontece quando o espírito do morto chega ao Duat, uma dimensão além da física para encontrar-se com as forças que impulsionaram a sua mente no universo de contradições, que é a vida sobre a terra. O Duat revê a sua vida, avalia os seus atos e eleva o que aprendeu sobre o universo até sua consciência permanente, antes de reencarnar, a fim de que continue o processo de aperfeiçoamento.

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 Anúbis, um homem com cabeça de chacal, guia o espírito do morto nesse mundo imaterial. O chacal simboliza a força guia. Os egípcios perdidos no deserto encontravam a civilização seguindo as suas pegadas. Anúbis coloca o coração na balança dupla de Maath, a deusa da verdade da justiça. O coração é o símbolo do que o morto sentiu, pensou, decidiu e fez. O contrapeso é a leve pluma da verdade que determina se aprendeu a lição devida.

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 Precede a Thoth um homem com cabeça de Íbis, que simboliza o único Deus, quando multiplica os seres da criação. Ele pesa o resultado de cada decisão, avalia o seu comportamento, em cada circunstância difícil do seu destino. A lição essencial nessa encarnação. Ele escreve o livro do destino, os registros akásticos, as transformações de cada espírito no seu processo de evolução, o nome que usou, a forma que adotou, o lugar onde nasceu, as circunstancias que experimentou e os resultados obtidos.

Uma estranha figura, composta de varias partes de animais observa. Representa as formas encarnadas pelo espírito, as diferentes formas de animalidade original. É a força animal que impulsiona o espírito em direção à matéria. A paixão, o desejo, as sensações do corpo. É a força de Seth, o lado escuro de todo o ser humano, o que atrasa o seu processo de evolução.

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 O espírito eleva as compreensões verificadas por sua personalidade temporal até sua parte eterna, e recebe de Thoth um novo destino, uma nova lição e uma nova vida para viver. Sai guiado por Hórus, a luz de sua própria consciência, a que o espera no momento de sua liberação definitiva, quando terminam os seus ciclos de reencarnação, porque já aprendeu tudo. Indica-lhe que entre no santuário de seu novo corpo, onde estão as outras forças que impulsionam a sua consciência. Ali presidindo se encontra Osíris, força que impulsiona o processo em direção a espiritualização e ao abandono das paixões animais. Está acompanhado de Isis e Neftis, suas conexões com as sensações e emoções do corpo, que ocupa nessa nova vida que acaba de nascer.

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Um único Deus manifestado de três formas diferentes - Os três santuários seguintes estão dedicados ao único Deus adorado pelos egípcios, aquele que esta em todos os lugares. Contudo, eles o viam em três fases diferentes, três momentos diferentes de um só deus. O Egito é um país de um só Deus e sempre foi assim. Só que para eles, esse único deus, essa única e total consciência se manifesta no universo em três diferentes momentos do Genesis. Os sacerdotes utilizaram três nomes diferentes para essas três fases da criação, para comunicar fácil e gradualmente como compreendiam Deus. Na primeira fase da criação, antes da manifestação do universo existia apenas um deus absoluto, a unidade inicial, a que chamaram de ATUM-RA (o todo em seu estado inicial).

Nunca foi representado por uma forma física e nos hieróglifos era desenhado como um disco dourado, um sol simbólico, fonte da luz. O Santuário do Atum-Ra era o primeiro dos três, Atum-Ra é o deus absoluto, existia antes da manifestação do universo. Ele é a unidade, a matéria prima, o caos que contém tudo em potência, o nada, o grande princípio, a própria essência de todas as coisas. O espírito divino, eterno, imutável, que sabe tudo e está em todas as partes. O santuário seguinte é o de PTAH-RA (o criador do Universo), Deus na hora em que a vontade manifesta a criação e dá lugar ao universo.

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 Na segunda fase deus ativa sua vontade, sua energia divina para manifestar o universo e cria a matéria. Esse Deus que cria o universo foi chamado de Ptha-Rá. Nos escritos sagrados esta representado por um homem envolto em faixas e segura um bastão composto de três símbolos.

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 O Ankh, símbolo da energia vital criadora, que se manifesta como vida nas pulsações do sistema  vascular, a força divina é chave da vida.

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O Was, que representa a artéria principal, simboliza o canal por onde flui a  energia pelo corpo. Também tem a forma de um bastão que utilizavam no campo, para controlar serpentes. O controle da corrente vital, a serpente energética, o kundalini que sobe pela coluna vertebral.

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 O Djed, que simboliza o eixo de crescimento e desenvolvimento de todo o ser vivo, a coluna vertebral que estrutura todos os seres, dando forma aos diferentes corpos.

O bastão de Ptah tem, portanto, uma profunda simbologia referente à energia que gera a vida. Ptha representa o momento em que a vontade ativa de Deus manifesta uma força sobre si mesmo que condensa sua substancia original, a que chamamos espírito. Este reage, criando uma força contrária expansiva que põem o universo em movimento.

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 Essas duas forças contrárias polares produzem momentos de equilíbrio e criam o cosmo, os planetas, a natureza. Os cientistas atuais chamam esse momento de Big Bang. A força que condensa é chamada de força centrípeta, a reação expansiva chama-se de força centrífuga.

Matéria é energia

Desde Eisntein se aceita que a matéria é uma forma de energia, uma coagulação ou condensação de luz. O espírito é considerado a substancia original, que sua própria natureza imprime sobre si mesma uma força que a comprime num volume, na matéria, que é luz com densidade. Ao fazê-lo gera automaticamente uma força contraria que tenta soltar-se da forma em que esta comprimida, conseguindo como resultado o movimento e o tempo.

A terceira fase da criação é quando deus cria o homem a sua imagem e semelhança, com a mesma capacidade de criação e de consciência. O chamaram de AMON-RA. O principal símbolo de Amon-Ra é sua enorme coroa que simboliza a consciência que toma forma no mundo dual, por isso esta divida em dois ramos que saem da unidade. Cada ramo tem sete folhas, sete níveis por onde passam a consciência desde o momento que encarna pela primeira vez no corpo de um homem até o momento que se ilumina, livrando-se das limitações materiais.

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Quando a classe dos sacerdotes desapareceu o sentido desses símbolos se perdeu, isso fez com que se acreditasse que eles praticavam a idolatria, um sistema religioso com muitos deuses. No entanto, o Antigo Egito sempre acreditou em um único deus. Basta entende o sentido de cada símbolo para revelar a sua aparente e complicada teologia e descobrir que é tão simples quanto a sua geografia.

No tempo de Osíris em Abydos, o único Deus em cada uma das fases da criação tem o seu próprio santuário, o ultimo santuário é de Amon Ra. Representa o momento em que no universo existente, Deus cria o homem a sua imagem e semelhança com o propósito de conscientiza-lo sobre a própria vida. A Capela central do tempo dá importância ao aparecimento da consciência no universo. Em seus muros aparecem o símbolo do Deus Amon RA e o Faraó como homem consciente que agradece pela vida, aceitando suas partes de luz e escuridão, de gozo e de dor, compreendendo-a como um processo de aperfeiçoamento.

Amon Ra também simboliza de maneira fálica, a multiplicação da consciência com o falo a altura do umbigo, o lugar de onde cresce o homem. Usa sempre alguns dos símbolos sagrados, a chave da vida ou o canal da energia. o universo e sua essência, o homem, evolui até a consciência absoluta. O destino divino do homem é chegar ao passo seguinte da evolução, um ser espiritual e supra mental. O faraó envolve Amon-ra com uma capa transparente representando o dar forma a Deus na mente do homem, para que compreenda a razão da existência.

Aponta com o seu dedo para o terceiro olho, ponto reconhecido em muitas religiões e cultos como a porta além do físico. Amon Ra recebe uma taça em forma de coração que contem o amor e a sabedoria armazenada pela evolução de todos os homens. As três capelas seguintes estão dedicadas a Osíris, a Ísis (trono) e a Hórus, o filho de ambos. A criação polar que se manifesta como luz e escuridão, Osíris e Isis representam a luz, o avanço da consciência através dos ciclos de vida, morte e renovação.

A polaridade contraria é representada por Seth, a força da escuridão que detém o homem, a matéria condensada, as paixões animais. Hórus nasce quando a luz triunfa sobre a escuridão. É o filho de Osíris e Ísis. Representa o momento em que cada ser espiritualiza a sua matéria, deixando para trás a sua animalidade original, se transformado num ser sem limitações, consciente de todas as vidas que viveu. Osíris aparece nos muros de seu santuário com diferentes chapéus simbólicos na cabeça. Momentos distintos do processo de aperfeiçoamento, diferentes etapas e estágios adquiridos.

Processo de Evolução e o mito de Osíris 

O processo de evolução acontece simultaneamente de duas maneiras: o processo visível e exterior de evolução física, onde uma forma cada vez mais sofisticada de corpo é mantida e transmitida continuamente através da hereditariedade. E um segundo processo de evolução do espírito através da reencarnação, em direção a graus cada vez maiores de consciência, até chegar o momento do nascimento de Hórus no interior de cada homem. Num processo de autotransformação se abandona a animalidade original, o peso morto da subconsciência corporal e a luz da consciência ilumina tudo.

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No Santuário de Isis, se explicava aos iniciados a existência de um principio feminino capaz de gerar luz, seu nome significa trono. Cada imagem simbólica expressa um pensamento de uma maneira muito simples além da linguagem. Na filosofia esotérica se diz que cada símbolo tem sete chaves. Isis é simbolizada com uma mulher com um abutre na cabeça sobre o qual se apoiam dois chifres de vaca, que sustentam um circulo dourado.

Osíris e Isis representam duas forças gêmeas, orientadas a espiritualização da matéria, a evolução da consciência. No mito converteram-se em irmãos ou marido e mulher. O abutre é um pássaro que voa e que é totalmente dedicado a sua cria. Em seu interior transforma substancias em decomposição, convertendo-as em alimento, em nova vida. A vaca representa o principio nutritivo. Seus chifres têm a forma da lua, a mãe dos ciclos, que sustentam o disco dourado, a luz do sol, fonte de vida, a luz da consciência.

Na reveladora história mítica, Osíris e Ísis governavam o Egito. Deram forma às suas leis, foi o instrumento da civilização, ensinando o respeito e a busca de Deus. Depois disso Osíris prosseguiu sua busca em outras dimensões, a outras verdades e outros conhecimentos, deixando o reino, símbolo da mente, nas mãos de Isis, sua esposa e irmã. Seth, seu outro irmão, a força animal obscura, queria apoderar-se do reino, da mente do homem e de Isis, por quem estava loucamente apaixonado.

Quando Osíris regressou, Seth, em conspiração com outros 72 nobres, o convidou a um banquete, ao qual levou um belo sarcófago talhado na madeira, do tamanho exato de Osíris. Declarou que o daria de presente a quem se ajustasse nele perfeitamente. Um a um eles experimentaram e quando Osíris se deitou em seu interior os conspiradores fecharam a tampa e a selaram com chumbo. Depois atiraram o sarcófago no Nilo. Seth, que representava aparte animal e passional de todo o ser, tomou posse da mente, limitando-a a sensações e desejos do corpo.

Os conspiradores representam as reencarnações que a consciência presa no sarcófago do corpo, tem que viver durante um ano cósmico, para transformar a matéria em espírito. 72 anos se passam até que a Terra percorre um arco de 30º de cada constelação na abóboda celeste. 12 constelações ocupam os 360º graus do firmamento, as 12 eras zodiacais. A grande volta do sistema solar, chamado ano cósmico, dura 25.920 anos.

Segundo o mito, o sarcófago com Osíris chegou às costas do Líbano, onde preso a uns galhos de Tamarga converteu-se numa bela árvore, que o contém em seu interior. O Rei desse lugar viu a bela árvore e a cortou para fazer uma coluna do seu palácio, sem saber que o sarcófago continuava incrustado em seu interior. Depois de muitas aventuras Isis resgatou o sarcófago e o trouxe de volta ao Egito. Quando Seth descobriu, cortou o corpo de Osíris em 14 pedaços e espalhou-os por todo o país. Entretanto, Isis percorreu o Egito e encontrou uma a uma 13 das partes. Todas menos o falo de Osíris, que, segundo a lenda, foi devorado pelos peixes do rio. Um simbolismo do abandono da sexualidade, da animalidade originais.

Isis, ajudada por Toth, conseguiu unir os pedaços do corpo de Osíris e teve uma comunhão espiritual com seu marido. Ela ficou impregnada de sua essência e engravidou de Hórus. Hórus representa a iluminação, quando se abandona a roda de reencarnações, pois já se adquiriu a sabedoria necessária para não perder nunca mais a consciência adquirida.

Esta história simboliza a evolução, o processo do espírito do homem, desde a primeira vez que encarna num corpo até que depois de muitas vidas, através das emoções superiores, da inspiração e da intuição alcança a iluminação e a sabedoria para sempre.

A Porta das Estrelas

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O ultimo santuário do templo é o de Hórus, a porta que se abre as estrelas. Hórus representa o momento da ressurreição, da iluminação e da imortalidade. O fim das limitações materiais, o momento de ver todas as vidas vividas, mantendo para sempre a consciência adquirida. A revelação afirma que o espírito do homem, depois de muitas vidas, chega a um nível de sabedoria em que compreende a razão de sua existência e as forças fundamentais do universo. A compreensão obtida por seu espírito, com o resultado das experiências de muitas vidas o leva ao ponto de harmonia em que pode libertar-se da roda de reencarnações e limitações da matéria. Esse momento ocorre quando respeita os outros, aceita que tudo que ocorre é perfeito e permanece em paz e harmonia. Quando armazena altos níveis de energia vital e resolve, com toda a sua vontade, dedicar-se a buscar a Deus em somente uma vida.

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 Se ao chegar a esse nível, decidir esforçar-se para conseguir a perfeição, abre a porta ao caminho de Hórus, a transformação que permite o abandono da roda de encarnações sucessivas. Hórus representa o triunfo da luz sobre a escuridão. O domínio da animalidade original, o fim das limitações materiais, o passo definitivo da ignorância à sabedoria, a porta dimensional que o leva acima das hierarquias do universo. Hórus é simbolizado com um falcão dourado que tudo vê, voa livre como um espírito, por cima das circunstâncias materiais.

Todos nós avançamos e reencarnamos pela força de Osíris e levamos dentro de nós a semente de Hórus, a passagem a imortalidade e a consciência permanente. Só poderemos aprender a chegar lá aprendendo a ser flexíveis, a valorizar o que temos, a aceitar as circunstâncias e as pessoas que nos rodeiam e a agradecer pela oportunidade de estar vivos para tomar consciência de que fomos criados por amor.

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Vamos continuar a História de Mistério do Olho de Hórus, uma casta sacerdotal fechada, que foi um verdadeiro poder no Egito. Foi organizada por sacerdotes sobreviventes ao Dilúvio possuidores de registros e conhecimentos da desaparecida civilização atlante. Seres muito evoluídos que viram o cataclismo como oportunidade de estruturar uma nova civilização dedicada ao aperfeiçoamento espiritual. Utilizaram os templos como livros vivos para revelar as verdades sobre Deus e o funcionamento do Universo, acelerando a evolução do seu povo. Nos templos concentraram o conhecimento e a riqueza, os transformando em polos impulsores do desenvolvimento da civilização egípcia. Ensinaram que o espírito eterno reencarna repetidamente como homem na Terra para viver um processo de aperfeiçoamento criado por Deus.

Ano Cósmico a Iluminação

Encarna em diferentes corpos, nasce em diferentes famílias, lugares e épocas em diferentes circunstâncias materiais, econômicas e de saúde. Reencarna repetidamente na Terra enquanto o sistema solar da uma volta no centro da galáxia que duram 25.920 anos. Esta volta é chamada de ano cósmico. Durante esse ciclo a consciência do homem é influenciada pela energia de diferentes constelações, assim como as estações climáticas, as constelações determinam os processos necessários a evolução. Os egípcios acreditavam que as estrelas que iluminam o dia do nascimento marcam o destino do homem e em escala maior de toda a humanidade. Entendiam o destino como as dificuldades da vida, o que se deve experimentar para que se aprenda. Acreditavam que o homem chega à verdade comparando os extremos, num universo dual, de contrastes de luz e escuridão.

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 Ao exercer o seu livre arbítrio diante das circunstancias que atravessa o homem aprende com os resultados de suas decisões. É a angustia que permite entender a paz, o medo que ensina a harmonia, as consequências do ódio é que trazem a compreensão do amor. Assim, vida após vida ha um processo de aperfeiçoamento espiritual, o homem nasce cada vez mais sábio, respeitoso e tolerante até o fim do ciclo quando se torna um super-homem imortal.

 Nesse momento de iluminação lembra-se de todas as vidas, da corrente de erros que cometeu, entendendo que graças a eles compreende hoje a razão de sua existência. Em paz e harmonia, com um altíssimo nível de energia vital, irradiando permanentemente amor conquista os seus poderes superiores e chega ao ciclo seguinte de evolução, numa escala mais alta da realidade. O processo evolutivo transforma a sua animalidade original o tornado num mestre elevado, um respeitoso ser imortal capaz de experimentar a ausência de limitações. Esse modo de entender a vida proporcionou milhares de anos de paz e harmonia aos egípcios, desenvolvendo uma civilização exemplar. Os sacerdotes do olho de Hórus deixaram essas verdades no interior de seus templos.

Mensagem da Esfinge

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Chegamos à planície de Gizé, para entender a mensagem da esfinge. Uma mensagem que nos chega através do tempo, pois esse monólito de pedra é uma marca indestrutível para os pesquisadores do futuro. A esfinge revela movimentos astronômicos registrados a milhares de anos e comprovados no ciclo anterior pela humanidade atlante. A crença hoje é de que Atlântida foi um Mito. Lembremos que a história contada por Platão sobre o desaparecimento de Atlântida tem origem egípcia. Foram os sacerdotes do templo de Neith que mostraram a Sólon os antiquíssimos registros sobre "atlante" uma palavra egípcia relacionada com a água. O Vocábulo "Atlu" significa água, limite da terra pela água, "Anti" significa divisão de terra. A palavra composta Atlante significa, portanto, terra divida pela água. Na história de Platão a capital de Atlântida, Poseidonis, era uma belíssima cidade formada por círculos de terra separados por canais de água.

Para descobrir os segredos da esfinge analisemos sua forma simbólica, seu gigantesco tamanho em pedra monolítica, sua localização precisa e a direção do seu olhar. Recriemos os movimentos dos astros depois do Dilúvio, as marcas de erosão no seu corpo e seu significado.

Os sacerdotes sobreviventes ao cataclismo atlante esculpiram uma gigantesca forma simbólica com uma série de signos astronômicos, um relógio que marca os ciclos maiores do sistema solar na galáxia. Ao analisar esses signos entendemos que a esfinge é o maior e mais antigo registro do tempo sobre o planeta.

A primeira data marcada é a do Zep Tepi, tempo novo, o momento em que se inicia o tempo zero da nossa civilização, depois do dilúvio. O Zep Tepi é o primeiro passo no aperfeiçoamento espiritual da humanidade, a esfinge é a primeira pedra desse caminho. A segunda data estabelecida é a do último cataclismo que aconteceu a 13.000 anos.

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O Dilúvio foi chamado universal porque aconteceu em todo o planeta simultaneamente. Não foi um fato que ficou restringido ao Egito. Os sábios sacerdotes tinham registros anteriores de outros cataclismos. Um deles ocorreu no inicio da civilização Atlante, ha aproximadamente 38000 anos, sabiam que essa destruição era cíclica e acontecia a cada ano cósmico. Esse conhecimento lhes confirmou que os astros marcam a duração de todos os ciclos nas diferentes escalas do universo.

As características da esfinge revelam a importância de todos os níveis e escalas do grande ciclo cósmico. A volta do sistema solar ao redor do centro da galáxia determina a duração das estruturas físicas que sustentam a organização humana, pois a cada 25920 anos acontece um cataclismo dando lugar a uma nova forma de desenvolvimento, uma possibilidade diferente de organização.

Destruições Periódicas

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As estruturas que organizam a vida e o desenvolvimento da humanidade sofrem destruições periódicas. Ao final de cada ciclo cósmico grandes mudanças acontecem no sol causando fortes alterações climáticas que destroem tudo que foi construído na Terra. Os sacerdotes do Olho de Hórus ensinaram que isso fazia parte do processo criado por Deus para permitir novos desenvolvimentos sobre a Terra, novas expressões que permitam encontrar diferentes formas de ver o universo. É como se o corpo da humanidade morresse a cada 25920 anos para renascer em uma forma mais perfeita, assim como acontece com o homem, mas na escala coletiva de uma mente maior.

Na abóboda celeste sobre o polo norte existem 6 constelações conhecidas como Constelações Polares. Abaixo perto do equador existem 12 constelações zodiacais. Se soubermos sob qual das constelações polares e das 12 constelações zodiacais esta situada a Terra num determinado momento poderemos estabelecer a data correspondente. O sistema solar da voltas ao redor da galáxia sobre uma linha imaginária chamada eclíptica, cada volta dura 25920 anos, um ciclo eterno chamado ano cósmico pelos sacerdotes egípcios.

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Eles dividiram essa volta de 360º do sistema solar pela abóboda celeste em 12 setores de 30º cada um. O sol os atravessa em 2160 anos, são as 12 constelações de estrelas, cada uma delas tinha um nome de animal, o circo de animais, o zodíaco. É durante essa volta que o planeta recebe as energias das 12 constelações ou signos zodiacais que definem o destino do homem em cada reencarnação e as circunstancias difíceis de aprendizado que devem viver.

Partindo da posição que ocupa o sistema solar na atualidade sobre a elíptica ao 0º finalizando a era de peixes e entrando na era de aquário, retrocedemos 180º. Ali se encontrava o sistema solar a 12.960 anos 180º para trás na constelação de leão. Os cientistas atuais dizem que aproximadamente nessa época aconteceu o final de uma era, quando o gelo se derreteu e aconteceu o dilúvio.

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A forma da esfinge une os dois símbolos que representam a constelação zodiacal e a constelação polar nos céus, o leão e o homem (Hércules) dando uma precisa marcação do tempo. Essa forma representa os dois níveis em que se encontram essas estrelas. O corpo de leão representa homônima, enquanto o homem é o símbolo da constelação polar a que chamamos de Hércules, e que os egípcios chamavam de Thum, o adão da mitologia astronômica.

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Conhecimentos Astronômicos Avançados - O Movimento combinado nesses dois planos celestiais foi chamado de Pari Passu, as duas constelações pelas quais passa a Terra em seu percurso pela galáxia na chamada precessão dos equinócios. A esfinge marca assim o Zep Tepi, o tempo novo. A estrela polar chama-se assim pela sua localização sobre o polo norte, diretamente sobre a coluna vertebral do planeta, seu eixo. É uma estrela fundamental o poder que preside os céus. Vista da Terra é ao redor dela que gira a abóboda celeste. A inclinação do eixo de rotação do planeta em relação ao sol muda lentamente durante o percurso cósmico e aponta num segundo círculo, mais acima no céu para 6 diferentes estrela polares. Os conhecimentos astronômicos egípcios, os registro herdados permitiram-lhes saber que ao dividir em segmentos de 60º o segundo círculo superior se veria que o eixo da Terra aponta na direção de uma diferente estrela polar a aproximadamente 4.320 anos.

Seis constelações contêm as estrelas polares, as que se localizam exatamente sobre o polo norte da Terra a cada 60º de seu percurso pelo grande ano cósmico são chamadas as constelações polares.

Na constelação da Ursa Menor está a estrela Polaris, localizada atualmente sobre o polo norte, é a estrela que guia os navegadores. Há 4.320 anos a estrela polar era Alfa Draconis situada na constelação de Draco, o dragão. O poder que presidia há 8.640 anos era a estrela polar na constelação de Hércules ou o homem. Há 12.960 anos, quando aconteceu o dilúvio a estrela polar no círculo superior era chamada Vega da constelação de Lyra. E 60º antes, ou há 17.280 anos, brilhava sobre o polo norte a estrela Deneb na constelação de Cygnus ou cisne. Há 21.600 anos encontrava-se sobre o polo a estrela Alfirk da constelação de Cepheus. E exatamente há 25.920 anos, ou uma volta completa do chamado ano cósmico, a estrela Polaris da Ursa menor brilhava sobre o polo como atualmente.

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Essas duas séries de constelações afetam continuamente o homem, tanto as 6 do circulo alto polar quanto as 12 do circulo baixo do zodíaco, ambas giram sobre um eixo polar virtual situado no centro da galáxia, o eixo da coroa. Para os egípcios toda a abóboda celeste descansa nas colunas polares distribuídas simetricamente a cada 60º sobre o círculo para onde aponta o polo da terra em seu percurso com o sistema solar pela galáxia. A antiguidade e precisão dos registros egípcios é evidente. Os sacerdotes guardiões do tempo herdaram registros astronômicos de mais de 26.000 anos.

Precessão dos Egípcios

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Os astrônomos atuais comprovam esses dois movimentos e os chamam de a precessão dos equinócios, pois foram comprovados através das mudanças na linha dos equinócios. O sol visto da terra durante um ano solar parece ter 4 esquinas, 4 posições que limitam seus movimentos no horizonte. São definidas pelos solstícios e equinócios de inverno e verão. O solstício de verão, dia 21 de junho, é o dia mais longo com a noite mais curta do ano. O solstício de inverno, 22 de dezembro é o dia mais curto com a noite mais longa do ano. Os equinócios de verão e de inverno são 4 dias em que o dia e a noite são do mesmo tamanho.

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 Na latitude de Gizé o sol nasce em frente a esfinge nos equinócios a 28 graus a nordeste no solstício de inverno e 28º a sudeste no solstício de verão.Sendo o dia e a noite iguais, são dias de equilíbrio energético entre a luz e a escuridão, dias em que se abrem as portas dimensionais de espaço e tempo sendo portando importantes em todas as culturas da Terra. A cada ano a linha imaginária que une os dois equinócios muda ligeiramente de inclinação com relação ao sol, a cada 72 anos 1º. A cada 2.160 anos 30º. A cada 25.920 anos muda 360º.

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Assim, o que se conhece hoje como precessão dos equinócios, corresponde exatamente aos ciclos definidos pelos antigos no Pari Passu, os dois níveis da volta que correspondem ao grande ano cósmico. A forma da esfinge ao unir o signo de leão como do homem da constelação de Hércules, marca o momento imediatamente após o Dilúvio, uma catástrofe que acontece periodicamente no final do grande ciclo cósmico a cada 25.920 anos.

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Maior Escultura da Terra

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A esfinge é a maior escultura da Terra. Seu imenso corpo foi esculpido numa só rocha para permanecer incólume através dos séculos. Um gigantesco monólito, uma única rocha talhada na planície de Gizé com 80 metros de comprimento, 13 de largura e 20 de altura. É do tamanho de um quarteirão de uma cidade média. Para dar forma ao seu corpo, cortaram e retiraram a pedra em enormes blocos, que usaram depois para construir em frente a ela dois templos maciços.

Enigmática e poderosa é a obra de arte mais grandiosa da antiguidade chegada até nós. Viu nascer, mudar e desaparecer várias culturas ao seu redor. A esfinge esta situada num ponto muito especial na Terra, a planície de Gizé, também conhecida como Rostau no antiquíssimo livro dos mortos (Livro para sair à luz).

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 Seu corpo de leão descansa sob a linha paralela ao norte do equador aos 30º de latitude e quase exatamente sobre o meridiano que passa a 30º de longitude entre os polos norte e sul. 30º de latitude, 30º de longitude sob um dos pontos diamagnéticos do planeta. Hoje se sabe que ao redor da Terra, sobre os paralelos 30º norte e 30º sul de latitude e as distâncias harmoniosas, regulares e equidistantes passa a rede eletromagnética do planeta.

Vórtices Energéticos e o Projeto Filadélfia

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Todos os seres vivos sem exceção tem uma rede nevrálgica, uma matriz que capta e distribui de maneira harmoniosa, a energia que todo o corpo necessita. A Terra esta rodeada por essa rede geometricamente pura de linhas equidistantes baseadas em poliedros regulares por onde passa a energia que a mantém viva. São chamadas linhas Ley e linhas Hartman, formam uma matriz sobre a qual existe uma série de pontos nevrálgicos em que se produzem naturalmente vórtices energéticos UTILIZADOS SECRETAMENTE POR GOVERNOS E INDIVÍDUOS com conhecimentos suficientes para produzir LEVITAÇÃO E ANTIGRAVIDADE.

Estes vórtices eletromagnéticos estão harmoniosamente distanciados entre si, onde foram comprovadas anomalias magnéticas e energéticas. O Triângulo das Bermudas, o Mar do diabo, onde ocorreram desaparecimentos misteriosos, são pontos diamagnéticos conhecidos. Em outros estão estrategicamente localizadas PIRÂMIDES DE DIFERENTES CULTURAS OU BASES MILITARES DE VÁRIAS POTÊNCIAS. Utilizando a tecnologia adequada pode se APROVEITAR A ENERGIA DO PLANETA sobre esses pontos nevrálgicos para anular a GRAVIDADE DE QUALQUER OBJETO EM SEU CAMPO DE AÇÃO.

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Também nesses pontos foram realizadas experiências de TRNSLAÇÃO DIMENCIONAL, como as realizadas nos EUA no chamado PROJETO FILADÉLFIA, coordenado por NIKOLA TESLA em 1943. Nesses vórtices se produzem portas dimensionais que se abrem e se fecham ao entardecer dos dias de equinócio. Os egípcios consideravam os dias dos equinócios como a porta do Maat, deusa do equilíbrio e da justiça. Nesses dias realizavam cerimônias especiais com iniciados na escola de mistérios na planície de Rostau.

Aproveitavam o vórtice para culminar os anos de preparação, nos quais os sacerdotes dos 5º e 6º níveis de consciência eram impulsionados por uma força externa para experimentar dimensões mais elevadas. Com o conhecimento herdado dos sacerdotes do Olho de Hórus a respeito da rede eletromagnética, construíram sobre ela a grande pirâmide para transformar, com fins espirituais, sua inesgotável energia. Na grande pirâmide recebia as energias condensadas do planeta, conseguindo altíssimo nível de vibração, como se obtivessem estados especiais de consciência.

A grande pirâmide foi chamada de Arca de Ra-Harmakhu e foi construída sob um vórtice eletromagnético para ser usada no dia do equinócio, quando os domínios da luz e da escuridão estão equilibrados pela deusa Maat. Nesses dias nasciam os Neters, espíritos excepcionais, os Shemsu-Hor, seguidores de Hórus, irradiando amor e guiando o povo. Elevando o seu nível de consciência com seu exemplo e informação sobre a realidade do universo. 

No livro dos mortos, na quinta divisão chamada Rostau aparece uma forma piramidal protegida em sua base por duas esfinges com forma de leão e olhando o sol em cada equinócio protegem a entrada do reino de Sockar. Os corredores que levam ao topo se parecem com as passagens da grande pirâmide. É lá que acontece a transformação do Osíris interior de todo o ser humano. La encontra a eliminação que o transforma em Hórus, o super-homem imortal. A forma de leão também tem esse processo evolutivo. O leão é o mais evoluído dos animais, representa para os egípcios o momento final como animal. Possuidor de uma consciência em evolução que se converte num super-homem.

Estas e outro grande número de considerações fazem do lugar onde esta localizada a esfinge algo muito especial além da crença de que a esfinge é apenas uma escultura e a Grande pirâmide um túmulo. Duas razões deram lugar à crença de que o Faraó Kefren, que reinou no ano de 2.520 a 2.494 a.C., foi quem ordenou que a esfinge fosse talhada num só bloco de pedra. A primeira é que acham o seu rosto parecido com o rosto de uma estátua de diorita negra do faraó Kefren, que foi encontrada enterrada de cabeça para baixo muito perto da esfinge, no chamado templo do vale, na estátua aparece com um falcão no ombro.

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Retocamos digitalmente a esfinge para ter ideia da forma original do seu rosto. As duas feições são muito diferentes das de Kéfrem. Sabe-se que a esfinge foi chamada de Abu-Hol e durante muito tempo foi pintada de vermelho, a cor Egito. O Tempo levou embora o peitoral de pedras preciosas, o simbólico enfeite do queixo, as cores de seu elegante turbante e todas as pedras polidas de granito branco da pirâmide de Kéfrem. A segunda razão é que entre os braços da esfinge encontrou-se uma lápide talhada na pedra que em sua 13ª linha vinha escrito a sílaba Kef, isso serviu como prova para os egiptólogos tradicionais atribuíssem a sua construção a Kéfrem. A Lápide foi construída pelo faraó Tutmosis IV, que reino de 1401 a 1391 a.C. para comemorar a restauração e a retirada areia que a cobria. Ali se afirma que a esfinge é a personificação de um grande poder mágico que existe nesse lugar desde o início dos tempos, o Zep Tepi.

Seu texto narra que sendo Tutmosis IV muito jovem viu num sonho o rosto da esfinge dizendo-lhe que o tornaria faraó se a livrasse da areia que a cobria até o pescoço. Na realidade não existe nenhuma inscrição que afirme quem a construiu, não se referem à Kefren como seu construtor. Certamente foi um dos restauradores que, como Tumosis IV, limpou-a da areia através dos tempos.

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Lápide do Inventário

Em outra pedra talhada chamada a Lápide do Inventário, encontrada em Gizé, se afirma que o faraó Quéops, antecessor de Kefren, ordenou construir um templo ao lado da esfinge o que prova que ela já estava lá, e que seu sucessor não pode ter sido o seu construtor. No entanto, essa lápide não era reconhecida pelos egiptólogos tradicionais que alegam que não é original e que o estilo em que esta escrita não corresponde a época de Quéops. A realidade é que a esfinge permaneceu sepultada na areia por milhares de anos. Varias vezes governantes benévolos ordenaram limpá-la ficando descoberta durante algum tempo, para logo voltar ao esquecimento.

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A direção de seu olhar acrescenta outro dado a esse mistério. Sua cabeça de homem olha fixamente para o leste, contemplando o nascimento do sol, a milhares de anos. Seu olhar marca intencional e precisamente o ponto no horizonte onde nasce o sol nos equinócios, o verdadeiro leste, o ponto de cruzamento dimensional. A linha imaginária que passando pelo sol, une o equinócio de verão e o de inverno é utilizado atualmente para medir, com a variação de seu angulo, o grande ano cósmico, a precessão dos equinócios. Seu angulo muda um grau a cada 72 anos, move-se 30 graus em 2.160 anos, 360º em 25.920 anos. É a marca do ano cósmico, o ciclo que determina as reencarnações do homem e a chegada dos cataclismos periódicos.

Simulações e o Zep Tepi

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Utilizando a localização precisa da esfinge, cientistas norte americanos realizaram simulações da abóboda estelar programando no computador a posição da Terra há 12.960 anos, sobre a elíptica, a curva que percorre o sistema solar. Ficou confirmado que nesse momento, no ponto exato para onde a esfinge olha o ponto no horizonte situado ao leste verdadeiro aos 30º de latitude surgiam todas as noites as estrelas da constelação de leão. A esfinge olhava no horizonte a sua frente às estrelas do signo zodiacal de leão, a constelação que atravessava o sistema solar naquele momento, confirmando a mensagem do tempo, de sua forma simbólica e de sua localização exata.

Nesse mesmo momento a 90º sobre o mesmo horizonte, mas olhando em direção ao sul, situava-se a constelação de Órion, 9º sobre a linha do meridiano norte-sul. Enquanto a estrela Sírio, a mais importante para os egípcios, pois a sua aparição anunciava a enchente do Nilo, se situava ao nível do chão, 14º a esquerda do meridiano.

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 A data transmitida pela esfinge, a data do inicio da nova civilização, o Zep Tepi, esta confirmada pela relação da sua forma simbólica com a constelação zodiacal de leão e polar de Hércules. Seu olhar para a saída do sol no equinócio de primavera e as saídas das estrelas de leão à noite, a convertem num relógio astronômico preciso. Sua localização foi escolhida com muita precisão, para convertê-la num mensageiro através dos tempos que contasse aos pesquisadores futuros o ciclo mais importante para o homem: O ANO CÓSMICO E A LOCALIZAÇÃO DA REDE ELETROMAGNÉTICA DO PLANETA.

Erosão provocada pela chuva

Outro elemento na esfinge confirma o Zep Tepi, o momento de sua construção. Trata-se de uma prova de origem geológica e climática. Em 1960 o matemático Francês Renne Schavezluveks afirmou que o corpo leonino da esfinge apresenta sinais de erosão provocada pela chuva. Isso surpreendeu a todos, porque está confirmado que a esfinge ficou enterrada debaixo da areia até o pescoço 90% do tempo nos últimos 4.500 anos. Desde 2.500 a.C., a data tradicionalmente aceita de sua construção, pelo faraó Kéfren, apenas algumas vezes alguns construtores benévolos se preocuparam em restaurá-la e retirar a areia de sua superfície.

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Uma dessa últimas limpezas foi realizada por Napoleão, quando esteve no Egito. Como é possível então que seu corpo apresente sinais de erosão devido à chuva? Está mais do que comprovado de que o clima do Egito, árido e pouco chuvoso, não se modificou nos últimos 4.500 anos. Os cientistas nos dizem que a mudança climática radical que aconteceu nessa região no fim do Pleistoceno (Ocorre entre 1,8 milhão a 11 milhões de anos), converteu-a aos poucos no deserto que vemos agora.

Isso quer dizer que a chuva que causou a erosão da Esfinge só pode ter acontecido entre o ano de 10.960 a.C. e o ano 5.000 a.C., quando a planície de Gizé converteu-se no areal que a sepultou até o pescoço e a protegeu do clima ao seu redor. Uma expedição da Universidade de Boston comprovou as marcas de erosão confirmando que eram causadas pelas chuvas e determinou que as profundas marcas foram geradas durante milhares de anos. Isso confirma a antiguidade da Esfinge e centra a polemica que existe entre os egiptólogos tradicionais, que não chegaram a um acordo de quando de fato começou essa civilização.

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 Pouquíssimos registros de governantes sobreviveram até hoje e os existentes são aceitos apenas parcialmente. O Papiro de Turim e a Galeria dos Cartuchos no Templo de Osíris, em Abydos, tem os nomes dos faraós aceitos atualmente. Desde o primeiro faraó, o lendário Rei Menés, a quem se atribui a reunificação do Egito por volta de 3.000 a.C., dando início a primeira dinastia (É uma sucessão de soberanospertencentes à mesma família por diversas gerações) da história oficialmente aceita.

Acontece que estas listas e as que o Sacerdote Maneto escreveu no ano de 300 a.C. em sua História da Civilização do Egito, começaram na realidade muito antes no tempo, com outros governantes que não foram aceitos alegando-se que eram mitos. São: o reinado de Schensuor, seguidores de Hórus, os divinos ancestrais, seres iluminados que teriam governado o Egito por 13.900 anos. Depois o reinado dos Akhu, os sábios, outros governantes excepcionais cujo reinado, segundo essas listas, durou 11000 anos antes de começar o reinado dos faraós, que durou 30 dinastias.

Uma Civilização muito mais antiga

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 Isso quer dizer que a civilização existiu no Egito ainda antes do Dilúvio durante o ciclo anterior a que chamamos Atlante e que no Zep Tepi um novo ciclo começou a partir dos conhecimentos herdados. Além disso, isso explica uma das incoerências da História oficial que situa o inicio da civilização por volta do ano 3.000 a.C.. Ninguém entende como a CIÊNCIA, A ARTE, AS TÉCNICAS DE ARQUITETURA E A ESCRITA DE HIERÓGLIFOS, aparecem nessa data TOTALMENTE desenvolvidas com realizações iniciais que nunca foram ultrapassadas posteriormente. Não se entendo como o complexo de Saqqara aparece de repente do NADA, com ladrilhos cozidos, finíssimos acabamentos cerâmicos, harmoniosos detalhes arquitetônicos, colunas e pirâmides capazes de se resistir durante milênios.

É como se a nossa atual civilização tivesse construído o Ônibus Espacial sem ter nunca desenvolvido os aviões de lona, os DC3 e os voos Gemini que levaram o homem a lua. É EVIDENTE que a civilização egípcia herdou conhecimentos do ciclo anterior Atlante e foi guiada, nos seus primórdios, por uma casta sacerdotal de seres muito evoluídos espiritualmente como afirmam as lista de governantes que chegaram até nós. Isso confirma que a Esfinge foi talhada na pedra por sacerdotes da Escola de Mistérios do Olho de Hórus, logo depois do Dilúvio, no período pré-dinástico do Egito.

Relógio Astronômico

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A Esfinge é uma imensa escultura construída numa só peça para resistir incólume a passagem dos séculos. Sua forma simbólica foi cuidadosamente escolhida para tornar-se um RELÓGIO ASTRONÔMICO. Foi colocada de maneira PRECISA SOBRE UM PONTO DIAMAGNÉTICO do planeta indicando forças planetárias no ponto onde posteriormente se construiu a Grande Pirâmide. Seu olhar dirigido ao ponto preciso do horizonte onde surge o sol no dia do equinócio indica a importância da Porta de Maat, a entrada ao reino de Sokkar, o momento onde o dia e a noite tem a mesma duração.

Nesse universo de contrastes, somente o equilíbrio entre a luz e a escuridão ao se comparar os extremos da dualidade, pode-se encontrar a unidade. Consegue-se essa compreensão através da experimentação dos resultados das decisões tomadas ao longo de muitas reencarnações encontrando o caminho do respeito e da tolerância que conduz a paz e harmonia. Essa mensagem é transmitida em todos os Templos da civilização egípcia, o caminho do aperfeiçoamento através da reencarnação para chegar a iluminação, era sua crença fundamental.

A esfinge confirma também a antiguidade da civilização egípcia, o momento do novo começo, o Zep Tep, há 12.900 anos, quando as estrelas da constelação de leão brilhavam sobre ela. A esfinge marca a existência do ano cósmico, o ciclo mais importante para a humanidade. Confirma que se, de fato, a civilização Atlante existiu, representa a certeza de que existe uma alta escola de sabedoria.

O Egito é um país de um único rio. O Nilo o percorre serenamente gerando margens verdes cercadas por enormes desertos. É o maior Oasis, no maior deserto do mundo. É uma terra simples, fácil de entender, com grandes paisagens que incitam a contemplação. Qualquer ponto no horizonte faz pensar na imensidão. O Egito de um deus único. Ali durante milhares de anos desenvolveu-se uma civilização que viveu em paz e harmonia sem sair de seus limites naturais para impor-se a outros povos, dedicada apenas ao aperfeiçoamento espiritual. A imagem que se tem dessa civilização mostra apenas a luz dos seus sucessos. A sua escrita permaneceu incompreendida durante milênios, se codificou apenas o seu nível mais básico, o dos símbolos que representam os sons da linguagem, a níveis superiores, com símbolos que transmitem conceitos e não sons.

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 Estes ainda não foram decifrados, as traduções se baseiam apenas na parte fonética ou na melhor das hipóteses são interpretadas SEGUNDO AS CRENÇAS DOS TRADUTORES. Os que creem que eles eram bárbaros primitivos chegam a um tipo de interpretação, e os que acreditam que eram uma civilização avançada baseada no espiritual, possuidora de tecnologias incompreendidas chegam a resultados totalmente diferentes.

A Verdade que muitos não querem ver

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Os acadêmicos religiosos cresceram influenciados pela imagem que o Alcorão e a Bíblia projetam dos egípcios, como um povo déspota adoradores de muitos deuses. Por essa razão, cristãos, judeus e mulçumanos não puderam reconhecer que o Egito foi uma das fontes que alimentou as raízes de seus próprios credos. Essa imagem ficou reforçada pela incorreta tradução da palavra NETER, como deus ou deusa, quando na realidade significa FORÇA OU CAUSA FUNDAMENTAL, PRINCÍPIO DIVINO, FUNÇÃO QUE ORDENA O UNIVERSO. Os Neters personificam atributos de Deus, foram uma maneira simples de explicar ao povo que o único Deus, responsável pela criação tem diferentes características, não quer dizer que sejam múltiplos deuses. Um único homem pode ser um mestre, um pai e ao mesmo tempo um marido sem ter que ser várias pessoas. São características diferentes de um único ser.

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Para muitos historiadores a civilização atual representa o auge do progresso do homem na terra. Essa crença também contribui para projetar uma falsa imagem do Egito, pois não aceitam nada que possa colocar isso em dúvida. Aceitam apenas parcialmente os documentos cronológicos de governantes egípcios que chegaram a nossos dias, invalidando os registros anteriores ao Rei Menés, alegando que apenas essa parte é um mito.

Os acadêmicos racionalistas contribuíram também para FALSIAR a história egípcia, ao NÃO aceitarem a existência da CIÊNCIA E FILOSOFIA antes da civilização grega, apesar dos grandes pensadores e matemáticos gregos terem encontrado respostas NO EGITO. Tudo isso projetou uma imagem enganosa da cultura egípcia, são vistos com preconceito, como um povo primitivo e inferior ao mundo moderno e civilizado, cuja ÚNICA qualidade foi construir alguns templos e túmulos para seus faraós, muito grandes e resistentes à passagem do tempo.

Aqui nessa série de textos, se procura reexaminar sua cultura, redescobrir seus templos para conhecer as verdades entalhadas em seus muros. Abrir uma porta sobre o seu conceito de realidade com a mente livre, que permite ver além dos mitos em que os sepultamos.


Uma civilização fantasticamente evoluída

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Os antigos egípcios entenderam o universo, suas leis, processos e propósitos de um modo coerente, lógico, analítico e racional, que é uma herança importantíssima para o homem no inicio desse novo milênio. Novas informações começam a surgir, estudiosos, cientistas e técnicos estão encontrando provas dos incríveis avanços tecnológicos, da precisão absoluta de suas construções, da escala de seus projetos. Os seus feitos foram subestimados, o fato de nem se quer imaginar a sua tecnologia não quer dizer que não tenham movido DE MANEIRA INEXPLICÁVEL, enormes pesos através de grandes distancias, que tenham colado, entalhado e acoplado duríssimas lajes de granito e diorita com precisão atômica, possível apenas com tornos e serras ultrassônicas.

A precisão matemática de suas construções é tal que nos 5 hectares da base da grande pirâmide HÁ UM DESNÍVEL DE APENAS 8mm! A tecnologia atual teria conseguido apenas um desnível de 40 cm! Seu sistema de medidas baseado no homem tem sua constância exata das medidas do planeta e dos movimentos do sistema solar na galáxia. Informações importantíssimas a respeito dos ciclos cósmicos que determinam cataclismos periódicos NÃO PODEM FICAR RELEGADAS AO MITO.

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Essa herança faz parte de nosso antigo futuro. O que foi encontrado até agora mostra de maneira evidente que manipularam conhecimentos AVANÇADÍSSIMOS EM TODOS OS CAMPOS DA CIÊNCIA, ARTE, FILOSOFIA E RELIGIÃO. Conhecimentos que fazem parte de uma herança ainda mais antiga de um período mais antigo da humanidade chamado atlante, anterior ao Dilúvio, ao que sobreviveram alguns sacerdotes que construíram as bases desse ciclo em que vivemos.

A humanidade teve grande desenvolvimento na terra. Alguns sacerdotes cientistas, prevendo a catástrofe, prepararam-se para sobreviver a ela. A eles se devem a aparição SÚBIDA, SEM NENHUM PERÍODO DE EVOLUÇÃO, de todos os conhecimentos egípcios. Esses sábios estruturaram uma fechada casta sacerdotal se organizaram em Templos para que os seus sucessores guiassem o povo num processo de aperfeiçoamento espiritual que duraria milhares de anos. Chamaram-se sacerdotes da escola de mistérios do Olho de Hórus, depositários do conhecimento. A sua visão da vida na terra como um processo de aperfeiçoamento espiritual transformando um homem, quase animal, em super-homem, determinou o caminho dos egípcios.

Sua maneira de entender o progresso como uma evolução dos conhecimentos sobre o universo, não tem parâmetro para o homem ocidental que vê o progresso como aquisição de confortos materiais. A escola de mistérios acelerou o processo evolutivo de uma série de iniciados que receberam dados para entender o mundo dual em que vivemos de contrastes extremos de luz e escuridão, de medo e amor. Dessa maneira entenderam que nas diversas vidas experimenta-se na própria pele esses extremos, como resultado das decisões tomadas livremente, o que permite comparar e encontrar a verdade. Cada vida é um passo necessário que acrescenta conhecimento.

Homem: um modelo na escala do universo

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Os egípcios viram no homem um modelo na escala do universo, que ao entender-se a si mesmo pode encontrar verdades superiores, deduzir aspectos da realidade, o que vale para o universo vale para o homem. Os sábios sacerdotes ensinaram que TUDO existe numa grande mente, somos pensamentos de Deus com capacidade para criar em nosso próprio pensamento. Somos aspectos de uma só realidade, TUDO É UNICO UM É TUDO, por isso desenvolveram simultaneamente a Ciência, a Arte, a Religião, a Filosofia de um modo multidisciplinar, conjunto, sem especializações QUE CEGAM. Viram a Criação com o ato consciente de um único Deus, estudaram a si mesmos a procura dele, descobrindo que tem muitas características, as que deram nome e símbolo para poder comunicar-se com clareza.

Deram o nome de Atum à característica de Deus não manifesto, quando ainda não tinha criado o universo que existe ainda potencialmente dentro dele. Deram o nome de Ptha à característica criadora de Deus, ao manifestar a sua vontade dá lugar ao universo. E chamaram de Amon, à característica de Deus que torna o homem livre de criar na sua própria mente a sua imagem e semelhança. Com esse conceito deram lugar à flor da vida, os movimentos sagrados de Deus.

Os Templos foram instrumentos científicos de alta precisão para medir e registrar os movimentos dos astros. Sua herança nos diz a que os astros determinam os ciclos do universo e os processos por que passa o homem, a humanidade. Nos templos concentraram os conhecimentos que encontraram enquanto se estudavam a si mesmos, num processo dirigido de aperfeiçoamento espiritual. Ali desenvolveram simultaneamente as ciências, a arte, a religião e a filosofia num único bloco dinâmico, pois acreditavam que nenhum aspecto da realidade estava separado de outro. Ao redor dos Templos, dirigida por seres muito evoluídos espiritualmente, cresceu uma das civilizações mais INCOMPREENDIDAS E AVANÇADAS DA TERRA. ESTA NA HORA DE RECUPERAR A NOSSA HERANÇA!

A herança de sua civilização, sua visão do universo, esta resumida em uns poucos símbolos sabiamente escolhidos entre os elementos de sua realidade. A utilização de uma imagem simbólica tem a vantagem de expressar um pensamento de uma maneira muito simples, além da linguagem, e seu significado poderá ser entendido em milhares de anos depois de terem sido desenhados, pois a imagem de um falcão ou uma postura humana não muda.

Para os egípcios o homem encarna na Terra para decidir como agir ante as circunstancias experimentadas. Ao comparar os resultados de suas ações, aprende e se aperfeiçoa. Então, o mais importante é a ação, o verbo, a ação que produz resultados leva ao aperfeiçoamento, a linguagem existe para comunicar ações. Cada parte do todo atua, realiza uma ação vital que produz resultados. Cada parte tem a forma de que precisa para agir da maneira que lhe corresponde.

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Símbolos e escritas - Os egípcios expressavam suas ideias através de três tipos de símbolos ou escritas. São chamadas de escritas hieroglíficas, hierática e demótica. O primeiro tipo de escrita utiliza imagens muito simples chamadas HIEROGLIFOS (hieros - sagrado, glifos - imprimir) assim chamaram os glifos escrita sagrada aos entalhes simbólicos egípcios. Os hieróglifos têm diferentes níveis simbólicos de comunicação. O mais simples e básico é o dos símbolos fonéticos. Utilizaram 24 símbolos gráficos associados a um som e não a uma ideia, formam o alfabeto egípcio. Era a escrita que dava forma a linguagem do povo. São o primeiro alfabeto usado pelo homem do qual se derivou o alfabeto fenício e mais tarde o alfabeto grego. Podiam escrever indiscriminadamente em colunas ou em linhas horizontais, podendo ser lidas em qualquer sentido.

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As cabeças das figuras simbólicas olhavam na direção em que se começava a frase, marcando assim a direção da leitura. Durante milênios permaneceu indecifrada, até que em 1799, os expedicionários franceses vindos com Napoleão, encontraram em Roseta, no mediterrâneo, uma pedra de granito negro escrita no final da civilização egípcia. Em péssimo estado, nenhuma das suas linhas estava completa, conservava ainda 14 linhas escritas em hieróglifos, 32 linhas escritas em demótico e o mais importante 54 linhas em grego, uma língua conhecida que indicava que este texto traduzia as outras escritas.

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 Um especialista em línguas, Jean-Francois Champollion, dedicou-se a estudar os textos da pedra. Descobriu que o egípcio antigo, assim como as semíticas usavam apenas consoantes, a vogais era acrescentadas na linguagem falada para dar uma forma gramatical. Em 1822 consegue resolver o mistério ao comparar dois hieróglifos contidos em dois cartuchos do texto, um dos quais também constava numa lápide circular na ilha de Philae ao lado da segunda pilastra do templo de Isis, que se sabia conter o nome do faraó Ptolomeu VI.

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Dois cartuchos de hieróglifos com os nomes dos dois últimos faraós egípcios, Ptolomeu e Cleópatra. Isso permitiu decodificar e identificar o alfabeto utilizado. O som que nesse momento produziam as palavras gregas em Kopto, uma linguagem usada por cristãos egípcios, serviu para aproximarmos do som que se supõem tivesse a língua dos antigos egípcios. Assim se consegue decifrar o primeiro nível da linguagem com seus 24 símbolos entalhados a milhares de anos. A escrita que usava apenas símbolos fonéticos, não ideias.

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 Mas existe um nível mais alto de comunicação nessa mesma escrita hieroglífica além de 700 símbolos, belíssimas formas gráficas que desenham a realidade e evocam na mente ações e conceitos. A palavra convertida em imagem. Símbolos que imitam as formas da natureza, escolhidos pela ação que evocam na mente. Um pássaro evoca o voo, a liberdade. Caso seja um falcão acrescenta a esta imagem a agudeza da visão. A figura de um olho comunica a ação de ver. Cada símbolo é desenhado para reviver experiências que a sua forma reviveu na vida.

Usavam também partes facilmente reconhecíveis que fazem pensar numa ação vital. Dois braços elevados fazem pensar em orar. Duas pernas evocam a ação de andar, um braço estendido a ação de apontar. Duas mãos entrelaçadas, união. Uma mão que alimenta, outra que semeia, um jarro que entorna. Símbolos que retratam elementos fabricados pelo homem e quando postos em ação produzem um efeito. A ferramenta comunica o tipo de trabalho que se executa com ela, um arado, um ancinho, uma rede.

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Além da escrita hieroglífica existia outro tipo de escrita a hierática. Era utilizada apenas para comunicações oficiais e comerciais. A terceira forma de escrita só existiu nos últimos anos da civilização, quando por volta do ano 700 a.C. os escribas que copiavam os escritos antigos simplificaram ainda mais os símbolos do hierático. Até torna-lo quase uma taquigrafia. Chama-se Demótico.

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Novas interpretações estão surgindo Permitindo entender que os mitos e símbolos usados pelos egípcios são apenas uma forma fácil de comunicar conhecimentos e expressar conceitos sobre a realidade. Ao converter ideias em Histórias facilita-se a sua compreensão. Os sábios sabiam que dar informação sem a compreensão da mesma é um exercício inútil.

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Blocos de 50 toneladas e uma técnica de construção perdida:
 

Existem 3 templos muito antigos do inicio da sua civilização realizados com a mesma técnica de construção, tem o mesmo estilo arquitetônico maciço e pesado que não foi utilizado em todo o Egito. Dois deles se encontram em Gizé. O templo da Esfinge construído exatamente junto a ela e o templo do Vale, ao sul, nessa época em frente ao Nilo. O Terceiro é o maciço Osirion, construído em Abydos. Os dois templos de Gizé foram feitos com os imensos blocos que sobraram da construção da esfinge. Somente esses dois templos, em todo o Egito, foram construídos com blocos tão grandes, numa forma tão maciça, fechada completamente ao mundo exterior por imensos muros de pedra com apenas dois acessos frontais simétricos.

O peso médio dos blocos utilizados na sua construção é de 50 toneladas. Deviam conhecer técnicas de construção que facilitassem a utilização dos blocos, imensos como casas. Não usaram blocos regulares eram todos diferentes com seus lados cortados em diferentes ângulos sobre os quais encaixavam de maneira exata e milimétrica, os que colocavam por cima. Outra particularidade desses templos é que os blocos dos cantos estão cortados de modo especial. Cada um deles faz parte dos dois muros, a fim de que toda a estrutura do edifício não tenha interrupções.

Isso obrigava a que cada um desses blocos tivesse que ser entalhado em alguns casos mais de 30 cm para formar o canto. Na natureza orgânica não existem ângulos retos, um canto é uma articulação que permite o fluxo das energias e o fluxo dos líquidos. Esses templos tinham um salão central coberto por uma laje de pedra sustentada por gigantescas colunas simétricas, formando um terraço superior que dominava a planície. Seus muros e colunas não tinham nenhum tipo de ornamento ou hieróglifo e os pisos são de alabastro.

O salão era iluminado por claraboias no teto de pedra, que deixavam entrar um foco de luz diretamente sobre as estátuas dos Neters. Esses templos foram utilizados desde o Zep Tepi, o momento em que começou a nova era, depois do dilúvio, em cerimônias iniciáticas dos sacerdotes da escola de mistérios do olho de Hórus. Nos dias de equinócio, sobre o terraço do Templo a altura do olhar da esfinge, colocavam a barca de ouro,  o símbolo do processo evolutivo do homem em seu caminho de reencarnações na terra e do percurso do sol no céu. Ao seu redor eram realizadas cerimônias, enquanto a esfinge contemplava o nascer do sol no horizonte a sua frente e durante as noites as estrelas da constelação de leão.

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Existem 4 razões para que se diga que a esfinge e esse templos foram construídos pelo faraó Kefren. A primeira é que no templo da esfinge foi encontrada enterrada de cabeça para baixo a famosa estátua de diorita negra de Kefren, com o falcão no ombro. A segunda é que afirmam que a cara dessa estátua é idêntica ao rosto da esfinge. Porém, na realidade, as suas feições são muito diferentes da de Kéfrem. A terceira é que entre os braços da esfinge encontrou-se uma lousa entalhada por Tutmosis IV, que numa de suas linhas tem a sílaba "Kef" apesar de que na mesma lousa estar escrito que a esfinge estava nesse local desde o inicio dos tempos, o Zep Tepi. A quarta é que por isso também se atribui a Kefren a construção da pirâmide central de Gizé que tinha encostado-se a sua fachada um templo unido por um caminho coberto de 500 metros, o templo do vale.

No entanto, a pedra dos muros desse templo é do mesmo tipo do bloco monolítico da esfinge, certamente feitos com o que sobrou do seu entalhe. Além do mais tem os mesmos sintomas de erosão pela chuva que a esfinge. O que permitiu que especialistas geólogos determinassem que ela fosse construída por volta do ano 9.000 a.C. Certamente o faraó Kefren reformou o antigo Templo cobrindo pelos dois lados os muros ja deteriorados pela erosão com lousas de granito.

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Baixo e Alto Egito - Os antigos dividiram a parte verde e habitável do Egito em duas grande zonas com diferentes características definidas pela forma do próprio Nilo. o Delta, quando o Nilo se abre para chegar ao mediterrâneo, forma um vale fértil. É chamado de baixo Egito, seu símbolo hieroglífico é a abelha. E o faraó usa uma coroa vermelha para mostrar a sua autoridade nessa região. O longuíssimo e estreito corredor verde de ambos os lados do Nilo, em seu percurso desde a fronteira com a Núbia até o ponto onde começa o delta é chamado de Alto Egito. É simbolizado em sua escrita por um arbustro e o faraó usa uma coroa branca para representar o seu poder nessa região. A história aceita do Egito começa com a unificação dessas duas regiões sob uma só coroa, branca e vermelha. Essa união foi conseguida pelo faraó Menés, fundador de Menphis, localizada na confluência das duas regiões.

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 Abydos está ao sul, no alto Egito, ali se encontra dois templos um ao lado do outro. O dedicado por Sethi I a Osíris, atrás do qual se encontra a escavação que apareceu o segundo templo, o Osirion, que permanece parcialmente submerso. O Nível freático impediu os trabalhos de restauração, pois a água fluía para dentro do Templo mais rápido que a capacidade das bombas para tirá-la. Estima-se que foi construído no alto de uma colina por volta do ano 9.000 a.C., quando o nível freático e a superfície do Nilo estavam 10 metros a baixo.

Foi o primeiro Templo do Egito a explicar a vida como parte de um caminho de reencarnações sucessivas, permitindo adquirir dados sobre o universo, evoluindo da ignorância para a sabedoria. Sua arquitetura maciça sem nenhum tipo de hieróglifos, com lajes e pedras pesadíssimas de corte imenso, é muito semelhante aos templos em frente a esfinge. Enormes blocos irregulares, todos diferentes entre si, com cortes de ASSOMBROSA PRECISÃO, juntas de construção e exatidão de montagem.

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Nos cantos os blocos seguem um muro lateral, devendo ter sido rebaixados para conseguir essa forma, o que aumenta consideravelmente o trabalho, pois de duríssimo granito de Assuão. Tudo isso implica em uma técnica de construção DESAPARECIDA, numa época em que SUPOSTAMENTE não existiam ferramentas que produzissem cortes tão precisos, movessem blocos tão pesados ou juntá-los com tanta exatidão.

Conhecimentos técnicos herdados dos sobreviventes ao dilúvio, que foram utilizados no restrito e fechado círculo de uma organização secreta de sacerdotes cientistas. As técnicas e ferramentas usadas, NUNCA foram postas a disposição do povo em geral. Certamente porque era muito perigoso entrega-las a mentes primitivas com emoções e paixões descontroladas. Ou então porque a única maneira de usá-las era estando em perfeita harmonia com o universo. Por sua característica sônica ou psíquica. E não mecânica como as desenvolvidas pelo homem atual.

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O Templo tem uma forma retangular, com uma plataforma rodeada de água, elevada no centro, a que se chegava por escadarias dos dois lados, dificilmente visíveis hoje por causa da água. Sua forma representa o montículo original que emergiu quando as águas baixaram depois do dilúvio, onde os sábios desembarcaram para começar a nova civilização do Egito. Este templo foi construído para comemorar o Zep Tepi, o tempo para dar início a uma nova civilização dedicada ao aperfeiçoamento espiritual.

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Dez maciças colunas de pedra, cada uma feita num só bloco de granito vermelho com um peso superior a 100 toneladas, sustentavam pesados pórticos, sobre os quais se apoiaram o teto de pedra. Ao redor do canal, 16 santuários albergaram em seu tempo, símbolos sagrados, hoje se encontra submersos em água estagnada. No canto superior de um desses imensos pilares encontram-se, lado a lado, dois estranhos círculos com figuras geométricas em seu interior, tocando-se nas beiradas. O granito parece queimado por finas linhas circulares. Trata-se da Flor da vida, um símbolo de geometria sagrada egípcia que mostra os movimentos iniciais de Deus para criar o universo.

A Flor da Vida

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A Flor da vida é um símbolo esotérico egípcio que descreve a geometria sagrada que deu lugar ao Universo e que determina os processos naturais como a mitose ou o movimento dos sóis e dos planetas. Uma forma que conceitua a vida com um processo no tempo, a forma que contém os ritmos, as horas, os dias, os meses, os movimentos dos corpos celestes durante os quais a idéia toma forma, a semente germina.

A flor da vida representa o momento em que Deus ativa a sua vontade, quando desperta a sua consciência para animar o universo, quando abandona o estado de repouso, de não ego, de não ser, de vazio e de escuridão. É o momento que Atum-ra o deus não manifesto se transforma em Ptha, o deus criador do que existe. O Fiat Luz, o momento em que nasce a flor da vida, e tudo inicia a sua primeira volta.

Para os egípcios os movimentos de deus começam num ponto conceitual, o Olho de Hórus, de onde surge a flor da vida, cujo fruto é o universo, a criação. O ponto é referencia para saber que existe o movimento, nele começa a sua geometria sagrada.  Dali Deus cria o seu primeiro espaço virtual do Universo. Faz isso se projetando para fora, com um ponto que avança, repetindo-se, formando uma linha reta, a forma masculina, é Deus pai que manifesta sua energia e sabedoria. Sua bondade ativa é transformada pelo Deus mãe, a substancia infinita, que gera em seu interior uma resposta. O Deus filho que regressa com uma percepção de um plano virtual reconhecido. Assim os egípcios entendem a trindade, como um processo simultâneo, equilátero, de dados enviados, recebidos e conscientizados. Por isso o triangulo equilátero é a base do tetraedro, o primeiro sólido puro, a forma primária, masculina de tudo que foi criado.

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 O processo se multiplica no tempo e no espaço, pra frente para trás, para cima para baixo, a direita a esquerda. Assim gera um espaço virtual auto reverente. Simultaneamente ao girar esse volume percebido ao redor do ponto de partida, constroem-se  o princípio feminino, a Esfera. Um espaço passivo, sem tensões, com todos os seus pontos ligados ai centro, ao Olho de Hórus. A esfera é a placenta que contem tudo, a substância de todas as formas e volumes, é uma expressão de unidade, uma totalidade e de integridade. E nenhum ponto da superfície é mais importante que o outro e chega-se a todos da mesma forma, desde o seu centro de força e energia que os origina.

Átomos, células, sementes, planetas e sóis todos fazem eco a essa forma de unidade e potencialidade. A primeira esfera virtual contém os cinco modelos de poliedros regulares, sólidos com todos os seus lados e ângulos iguais, chamados de sólidos platônicos em homenagem a Platão, que aprendeu a flor da vida com mestres egípcios. São a base, os tijolos com os quais todo o Universo foi construído. Simbolizavam os 5 elementos da natureza: o fogo, a terra, o ar, o espírito ou éter e a água.

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Assim Deus compreendeu, criou e percebeu, desde o seu centro de força e energia, o primeiro espaço finito que simboliza a Terra dentro do espaço infinito, o céu. A Bíblia nos conta que, no inicio Deus criou o céu e a terra. A Terra era informe e vazia as trevas cobriam a superfície do Abismo e o Espírito de Deus se movia entre as águas. Realiza então o seu primeiro movimento, deslocando-se desde o centro da primeira esfera conhecida até chegar a sua margem, membrana ou perímetro do espaço. Desde esse novo ponto central, se repetem os movimentos que já conhecemos, gerando-se assim outra esfera. Na interseção das duas esferas iguais, gera-se a forma mais importante das já existentes.

É a chamada Vescica Piscis, que simboliza o verbo divino, os egípcios acreditavam que do seu interior surgiram os números, os sete sons fundamentais, as letras e toda a sabedoria da criação. Tem a mesma forma do olho e da boca humanos. Em seu interior cabem exatamente dois triângulos equiláteros, que ao estarem contidos num retângulo são a base da proporção áurea, a divina proporção.

Essa proporção foi utilizada em todos os seus templos, como no Osirion, para relacionar as três dimensões entre si, e estas com a natureza. Dai derivam todas as relações matemáticas fundamentais e os números importantes, como phi e PI, simbolizam também a visão compartilhada, o entendimento mútuo entre indivíduos iguais, terra comum. O Vescica Piscis é o espaço compartilhado,  a interseção entre a esfera inicial e a nova, gerada da sua borda. A partir dessa nova esfera conhecida repetem-se sucessivamente os movimentos em direção a borda exterior, para gerar outra esfera. Cada uma delas é uma nova dimensão, um novo som na escala musical, uma nova cor na escala cromática. Assim vão se construindo 4 esferas, 5 esferas, 6 esferas e nesse momento se chega a sétima e ultima esfera, com a qual se encerra o primeiro ciclo e se completa a semente da vida.

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Sete esferas, sete dias da criação, seta notas musicais, sete cores espectrais, o coração tem sete capas de músculos, sete chakras, sete sistemas de glândulas endócrinas. Esse padrão geométrico se repete indefinidamente, é a base de tudo que existe e seguindo-o a natureza faz crescer as flores, constrói uma, duas, quatro, oito células primárias, o corpo humano ou as galáxias. Ao expandir-se como uma eterna espiral, vai gerando novas esferas e na terceira volta completam-se as 19 esferas que formam a flor da vida. Esse padrão geométrico toma a forma de uma flor e é ao mesmo tempo um processo eterno (Teoria Fractal), contem as harmonias musicais, as escalas de luz, os padrões de crescimento dos tecidos vivos.

Cada esfera tem a mesma potencia de desenvolvimento, que a esfera original, dando assim a flor da vida lugar ao fruto da vida que gera sua própria flor. Cada esfera guarda em seu interior, os cinco sólidos platônicos, a união da energia masculina e feminina, a reta e a curva, as duas matrizes geométricas, que são a base da realidade existente. Os sólidos platônicos equiangulares e equiláteros conectam o centro de todas as esferas, assim aparece o tetraedro, o cubo, o octaedro, o icosaedro e o dodecaedro. São símbolos da inseparável relação entre as partes e a totalidade. Formam um principio de unidade para toda a geometria das formas existentes, apesar de sua diversidade.

Padrões, formas, estruturas que existem na natureza, da menor partícula a expressões reconhecíveis ao olho humano até o imenso universo. Tudo segue um arquétipo geométrico que nos revela a natureza de cada forma. A Flor da vida revela que tudo esta conectado, é inseparável e único. Lembra-nos a nossa relação com a totalidade e nos permite compreender as bases sagradas de toda a criação. Com ela os Sacerdotes da Escola de Hórus ensinavam o respirar da totalidade, o que é Deus e como diversifica a sua consciência, através da nossa vida.

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Saqqara é a primeira manifestação do avançado conhecimento da escola de mistérios Olho de Hórus, cujas ruínas existem até hoje. Neste local foi construída a primeira pirâmide da Terra depois do Dilúvio. Também foram usados, pela primeira vez, blocos modulares de pedra para a construção de um edifício. Nas paredes se esculpiram hieróglifos com os primeiros textos religiosos da história. Nesse local foi construído um enorme complexo subterrâneo de 12 pavimentos com câmaras e galerias decoradas com os primeiros azulejos de cerâmica criados pelo homem. Nessas câmaras subterrâneas encontraram-se mais de 4.0000 urnas, tigelas e vasos de alabastro. Qual era a utilidade de tudo isso? Porque construir com tanto esforço, túneis, câmaras, salões, 30 metros abaixo do solo. Como Iluminaram esses espaços para fazerem os complexos desenhos cerâmicos nos muros?

Porque as construções são volumes maciços de pedra sem nenhuma utilidade aparente? O que uma sociedade de cerca de 4 milhões de pessoas podia ganhar ao cortar e deslocar mais de 1 milhão de toneladas de pedra para a construção desse complexo que surpreende pela sua refinada arquitetura? Qual o objetivo de um trabalho tão elaborado de esculturas em pedra, colunas, baixos relevos e detalhes arquitetônicos refinados num edifício que não tinha nada em seu interior?

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Como explicar a utilização de uma avançada tecnologia com algo tão Inexplicado racionalmente? Saqqara é um dos maiores mistérios do Egito, sua História nos revela as mais incríveis respostas. A começar pelo fabuloso personagem que a desenhou, e dirigiu sua construção. O arquiteto Imhotep, cujo nome significa "o sábio que vem em paz", sumo sacerdote da escola de mistérios do Olho de Hórus, tem um lugar de destaque na história da humanidade. Ele foi primeiro ministro, visir e chanceler do Faraó Djoser, que reinou na terceira dinastia em torno do ano 2.800 a.C..

Imhotep

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  Imhotep nasceu no dia 31 de maio, seu pai era o arquiteto Kanofeles e sua mãe Creduonk, algumas poucas estatuetas o retratam como uma pessoa simples usando roupas sóbrias como as de um monge. Ele foi o pai da arquitetura, passando de trabalhos com madeira e barro a trabalhos com blocos modulares de pedra. Desenhou também as primeiras colunas esculpidas no formato de flores de lótus nos capitéis. Os mais refinados detalhes arquitetônicos e a harmonia de Saqqara destacam a sua grande maestria.

Ele foi o primeiro filósofo da história da humanidade. Dedicou-se a analisar conceitos fundamentais como espaço, tempo, volume, a natureza das doenças, a existência de Deus e a imortalidade. Ele representa a base conceitual da civilização egípcia, como o movimento da consciência em direção a Maat, a justiça, ao correto, a harmonia e ao correto.

Segundo Platão, a história sobre Atlântida, que foi contada a Sólon pelos sacerdotes egípcios, é da época de Imhotep. Astrólogo e astrônomo ele criou o primeiro REGISTRO SISTEMÁTICO da abóbada celeste. Deixou-nos OS PRIMEIROS MAPAS DAS CONSTELAÇÕES. Demonstrou o seu conhecimento dos equinócios ao usar as mudanças de era para determinar as etapas da revelação do desenvolvimento espiritual da civilização egípcia.

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Mas foram as qualidades de Imhotep, como médico, que o converteram em um semi-deus. Após 50 anos após a sua morte, o faraó Mikerinos dedicou-lhe um templo, que se tornou um local de peregrinações e curas milagrosas. Os Gregos que estudaram o Egito e mudaram os nomes de todo mundo o chamaram de Asclépio ou Esculápio, para marcar os seus feitos como médico. Também o chamaram de Hermes Trismegistus, três vezes grande, por suas qualidades como filósofo e físico, já que revelou as bases de como o Universo funcionava.

Imhotep foi o primeiro a compilar informações sobre como diagnosticar e curar muitas doenças. O Caduceo, que hoje é símbolo da sociedade médica, era a vara de poder de Imhotep, com ela media a quantidade de energia vital que um ser humano processa em seu interior. Desta forma sabia qual dos centros energéticos ou chakras, utilizar para captar e processar a energia vital, bem como identificar onde existiam desequilíbrios celulares eletromagnéticos, Ele curava elevando a freqüência vibratória da aura ou campo eletromagnético da pessoa. Isso restabelecia o reequilíbrio dos chakras, permitindo que voltassem a fornecer a energia vital aos órgãos afetados, a verdadeira causa de todas as doenças.

O Caduceu

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O Caduceu tem duas serpentes que se cruzam sobre os 7 chakras, os centros nervosos sobre a coluna vertebral que captam e distribuem a energia. Simbolizam as duas polaridades de carga elétrica e movimentos opostos que dão lugar ao universo dual. Em seu centro há uma coluna formada por pares de partículas com cargas opostas que se neutralizam e equilibram a única maneira de se chegar a iluminação.

Representa a kundalini, a força vital que sobe através da coluna vertebral. Quando esse conhecimento desapareceu a sua forma se conservou como símbolo para a cura. Através de experiências que utilizam sua forma como uma bobina elétrica, tem se descoberto que ela possui características misteriosas.

Quando se aplica uma corrente elétrica não se detecta nenhum campo de força, embora os seus efeitos sejam comprovados, pois é gerada uma ressonância em todas as freqüências e longitudes de ondas. Pode ser usado como emissor e receptor de sinais radioelétricos como se emitisse raios laser.

Magia e Medicina

O papiro médico Ebers mostra a maneira como Imhotep misturava a magia com a medicina. Suas fórmulas e remédios estão cheios de rezas e encantamentos, pois ele acreditava que a medicina não curaria sem que recebesse poder através da energia da palavra. Seus textos e ensinamentos passaram SECRETAMENTE de geração em geração durante milênios. São a base dos conhecimentos GNÕSTICO, TEMPLÁRIO, ILUMINATTI, ROSA CRUZ E MAÇON.

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Os gregos os chamavam de princípios herméticos. Imhotep deixou para a posteridade vários papiros e textos, um deles, o Cabailion, fala dos 7 princípios fundamentais do universo. Neste texto afirma que o Universo existe na mente de Deus. Que cada homem é único com seus pensamentos, com a capacidade de pensar individualmente e que a realidade é um grande sistema onde todas as coisas tem consciência e estão interligadas.

Imhotep foi um mestre do conhecimento, ensinou a escrita hieroglífica e produziu vários textos em pedra, produzindo os primeiros textos religiosos da história. Por isso é associado com Thoth,o éter ou principio divino, simbolizado por um corpo humano com cabeça de íbis, que representa o verbo divino, o criador da palavra. Não há dúvidas de que Imhotep foi um ser especial. Com o passar dos anos ele se tornou um mito, associado ao divino. A ele foram atribuídos diversos nomes como Toth, Mercúrio, Quetzakoal, Esculápio e Hermes Trismegistus, o três vezes grande.

O termo "hermético" se converteu em sinônimo de Sabedoria Secreta, a mesma sabedoria que esteve nas mentes dos sacerdotes do Olho de Hórus, dos quais um dos primeiros sumos sacerdotes foi Imhotep, o sábio que vem em paz. Foi Imhotep que decidiu onde se construiria Saqqara para suas misteriosas finalidades. Esta situada na área entre 31º e 32º de longitude leste e 29º e 30º de latitude norte, a única área do Egito na qual se construiriam pirâmides nos 400 anos seguintes. Uma zona desértica a 14 km ao sul do Cairo, ao lado de Menphis, a desaparecida capital do Egito. Em Meidum, Hauara e El lahum, estão as que ficam mais ao sul e em Abuhauach, a pirâmide que fica mais ao norte.

Foram construídas sobre uma plataforma de pedra vai até Giza, 50 metros acima do nível do rio. Assim garantia que o nível das águas não inundasse os trabalhos subterrâneos que havia planejado, em uma zona onde existem 8 pirâmides menores construídas nas dinastias 4,5 e 6. Saqqara fica EXATAMENTE sobre um dos nódulos principais da rede eletromagnética do planeta, onde melhor se pode utilizar a força de sua energia telúrica para fazer vibrar uma grande massa de pedra. Nesta área ocorrem os efeitos eletromagnéticos naturais mais poderosos do planeta. Ai esta localizada um dos seus Chakras, ai também passa a corrente telúrica, a carga terra-negativa que leva sua energia vital. Este é o local de confluência maior das chamadas Linhas Ley, perfeito para que um grande volume de pedra, com alto conteúdo de cristais de quartzo ao vibrar produza energia estática negativa devido a fricção de suas moléculas.

A atmosfera esta carregada com 550 voltz de energia positiva por metro quadrado, 5 vezes o normal, é um ponto de poder do planeta que aumenta os efeitos energéticos da Pirâmide que Imhotep construiu. Essa localização de Saqqara era fundamental para poder utilizar a Pirâmide como um condensador elétrico que captava, como uma antena, a energia positiva da atmosfera nos cristais de quartzo das lousas de granito, que uma vez cobriram sua parte exterior.

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O que abre e guia no caminho - Saqqara significa "o que abre e guia no caminho". Seu símbolo é o Chacal, que guia os perdidos no deserto até levá-los as terras cultivadas, até as terras do homem civilizado. Ao longe a primeira que se via era a pirâmide branca, rodeada por uma grande muralha, a primeira construída em blocos de granito cortado em sofisticados baixos relevos e umbrais. Uma obra muito mais complicada que a própria pirâmide. 130.000 toneladas de granito formavam um muro de pedra alto e especial que rodeava os 15 hectares do complexo, protegendo-o do caos exterior e atribuindo-lhe uma forma retangular, ajustada exatamente na direção cardeal norte-sul, paralela ao curso do Nilo. O muro tinha 10 metros de altura, o que representa 4 andares de um edifício moderno, 550 metros de comprimento, 5 quarteirões e meio em linha reta de norte a sul e a metade exata desta distancia, 275 metros de largura de leste a oeste.

O Muro é o primeiro componente da máquina quântica desenhada por Imhotep em Saqqara. Todo o complexo era como um grande circuito eletrônico, só que em pedra e em maior escala. O muro funcionava como um portão eletromagnético que isolava o complexo, fechando e protegendo todo o circuito. Para cumprir esse objetivo NÃO SÃO necessários cabos elétricos apenas que as moléculas do material que lhe dão forma tenham UM ALTO CONTEÚDO DE CRISTAIS DE QUARTZO. O granito de Tura, local muito próximo de Saqqara, tem um grande conteúdo de quartzo.

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O quartzo organiza suas moléculas em tetraedros, uma das 5 formas básicas das quais a matéria é constituída, os chamados sólidos platônicos. Ao vibrar com o planeta os tetraedros se friccionam entre si, produzindo uma carga elétrica. Os 85 mil metros cúbicos do muro de granito continham uma enorme quantidade de cristais de quartzo, que geravam um poderoso campo de força, uma onda rádio elétrica constante. O muro é parte integral de um complexo captador de energia eletromagnética, cujo coração estava na pirâmide escalonada, que com os seus 66 metros de altura, dominava o complexo.

A forma do mura era surpreendente, entrava e saída de forma regular, gerando pórticos em intervalos constantes. Baixos relevos verticais marcavam os pórticos, embelezavam e regularizavam o conjunto, produzindo uma sensação de harmonia com um estilo arquitetônico quase ultra moderno. Desde a sua parte superior até as entradas, a qual se subia através de escadas, se via a paisagem de muitos quilômetros em todas as direções, bem como a impressionante vista da pirâmide escalonada.

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 Não só foi a primeira construção monumental construída em pedra talhada, pelo homem, mas tem uma série de detalhes arquitetônicos que indicam uma maestria e um conhecimento que nunca foram superados em todo o desenvolvimento posterior àquela civilização. 15 pórticos iguais escondiam o único que tinha uma porta verdadeira, localizada em uma esquina a sudeste do enorme retângulo. Constituía-se de um estreito corredor de acesso que só permitia o acesso de um visitante por vez. O caminho da perfeição espiritual é individual e intransferível. Ninguém pode evoluir por outra pessoa. Por isso em Saqqara só entrava uma pessoa de cada vez. 

Um muro tão alto, com 14 portões falsos e apenas um verdadeiro, numa entrada tão estreita que parecia haver sido construída com propostas de defesa. No entanto, Saqqara nunca teve uma porta em sua única entrada, a tecnologia aplicada restringia o acesso aos seres com mentes primárias, os que tinham um campo elétrico pessoal carregado negativamente. Desde o comprido corredor logo abaixo do muro e ao longo de toda a galeria das 48 colunas, existia um campo de força poderoso que ampliava os sentimentos do visitante. Se existisse medo, ódio, insegurança em seus corações, sua própria angustia ampliada impedia que penetrassem no complexo.

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Apenas os puros de coração podiam entrar em Saqqara quando o complexo e a escola de mistério Olho de Hórus funcionavam naquele local. A imponente galeria tinha 48 colunas, sua forma esotérica é a mesma do DNA humano, 20 pares de colunas estritamente unidas a seus muros dispostos no sentido em que caminha o sol, sobre o feixe de avanço da energia, a espiral da molécula. Quatro pares de colunas no salão transversal, ao final da seqüência, simbolizavam a capacidade adicional de armazenar, analisar e processar informações, o que diferencia o ser humano do animal.

As colunas, totalmente modulares e com sete metros de altura estavam dispostas seguindo uma série de princípios arquitetônicos que se repetiriam milhares de anos depois no Partenon. Cada coluna tinha a forma de um papiro e por dentro tinham uma ligeira convexidade que se estreitava na sua parte superior, acentuando a verticalidade para enganar a visão, Sem esse truque se veriam curvas sobre um angulo distante.

O restaurador de Saqqara, Jean Felipe Loe, também descobriu que na profundidade da galeria as colunas mais distantes estavam ligeiramente distanciadas entre si, aumentando a perspectiva e aumentando a sensação de que a galeria era maior. Ao atravessar a galeria chaga-se ao salão transversal das 8 colunas, unidas entre si por módulos de pedra que marcam a saída ao grande pátio da serpentes em cujo lado norte brilhava a esplendida pirâmide escalonada. O pátio estava, originalmente, delimitado por alguns muros com intrincados baixos relevos. Formava nichos com uma forma que simboliza uma porta e que posteriormente apareceria nos muros de todas as tumbas egípcias.

Cada porta continha um friso horizontal decorado por uma cobra. A serpente sagrada simbolizava a dualidade, devido a sua língua bifurcada e aos seus órgãos sexuais duplicados. A serpente simbolizava também a determinação para alterar a existência, para começar uma viagem evolutiva independente e tomar as suas próprias decisões era a fonte da origem do movimento.

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No pátio realizavam-se inúmeras cerimônias, a maioria com discípulos da escola. Ao menos uma vez por ano, o faraó vinha a este local para ser coroado novamente pelo sumo sacerdote da escola Olho de Hórus, com uma coroa branca e vermelha, que simbolizava o seu poder sobre todo o Egito. Quando o reinado do faraó completava 30 anos, realizavam uma cerimônia de renovação chamada Hel Heb-Sed. Nesta cerimônia, o faraó, adornado apenas com as insígnias do seu poder, corria ao redor do pátio das serpentes simbolizando o seu rejuvenescimento e demonstrando sua força para governar o plano físico.

O muro na parte sul do pátio formava a fachada da tumba sul, uma capela falsa feita de pedra maciça, cuja verdadeira função era dissimular um dos acessos ao complexo subterrâneo. A capela tem um pequeno espaço em seu interior onde havia um poço vertical que permitia chegar ao sistema subterrâneo longe do acesso que chega a pirâmide. Numa profunda escavação descobriu-se a escada original de acesso ao mundo subterrâneo. Os dois poços verticais de acesso, o da pirâmide e o da capela sul foram encontrados selados com tampa circulares de granito que pesavam mais de 10 toneladas. A capela na superfície era só uma fachada falsa para este acesso, a verdadeira vida de Saqqara estava abaixo da terra.

Do acesso da tumba sul se chega as galerias e câmaras subterrâneas e a um túnel que termina exatamente abaixo da galeria de acesso, A planta de todo o complexo parece um PROCESSADOR DE UM COMPUTADOR. Saqqara foi a primeira experiência com a forma piramidal para aplicar e aperfeiçoar uma TECNOLOGIA QUÂNTICA, cujo objetivo era acelerar o aperfeiçoamento espiritual dos discípulos da Escola de Mistérios do Olho de Hórus.

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Máquinas Quânticas - Durante 400 anos construíram cerca de 100 pirâmides com formas, tamanhos e materiais diferentes, até que o desenho foi aperfeiçoado na grande pirâmide de Keops. Esses conhecimentos foram herdados da civilização Atlante, tinham como objetivo converter grandes formas piramidais em MÁQUINAS QUÂNTICAS, para a produção de colunas estacionárias de energia que permitiam elevar a freqüência de vibração dos iniciados. Isso aumentava a energia vital, ampliava o poder mental, despertava novos sentidos como a telepatia, bem como a sensibilidade para perceber a aura de outras pessoas. Permitia que a consciência se posicionasse acima do tempo e percebesse a cadeia de reencarnações já vividas. No lado por onde se eleva o sol, no pátio da serpente, ainda permanecem erguidas três colunas. Elas formavam o centro do chamado Templo Real de Heb Sed, um pavilhão utilizado pelo faraó e pelos sacerdotes do Olho de Hórus durante as celebrações. A partir desse pavilhão seguindo um muro curvo chegava-se ao pátio retangular de Heb Sed, paralelo ao pátio central do complexo.

Seus lados estavam delimitados por duas séries paralelas de capelas falsas. É, sem dúvida, uma fachada elaborada sobre um bloco de pedra maciça. Cada série tinha três estranhas e misteriosas capelas de pedra maciça, seus muros não produziam nenhum espaço útil em seu interior. Eram apenas uma fachada bem elaborada com refinados detalhes arquitetônicos.

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 Sua forma disfarçava o verdadeiro propósito de todo o complexo. A intrincada rede de câmaras, túneis e galerias subterrâneas, desenhadas como um enorme CIRCUITO ELETRÔNICO produziam um VÓRTICE ELETROMAGNÉTICO. Na frente de cada capela falsa, através de uma estreita e tortuosa passagem chegava-se a um pequeno santuário exterior onde estariam as representações simbólicas da forças tutelares do Egito, os protetores divinos.

Os muros exteriores estavam decorados com os altos e baixos relevos de portas e janelas falsas, cercas falsas de madeira, séries de Djeds e colunas tipo flauta, enfim uma cenografia completa talhada em pedra. Ao norte do pátio das capelas falsas exatamente ao leste da pirâmide escalonada estão as chamadas casas sul e norte, duas construções muito maiores, mas igualmente falsas. A fachada da casa sul tem colunas cilíndricas com capitéis em forma de flor de lótus, símbolo do alto Egito. Em uma das paredes de um estreito corredor esta a pichação mais antiga do mundo, hierática (permitia aos escribas escrever rapidamente simplificando os hieróglifos quando o faziam em papiros) e com comentários que fazem referencia ao faraó Djoser. Foi feita por visitantes na 18ª dinastia.

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 A fachada da casa norte tem colunas com papiros, símbolo do baixo Egito, o delta ao norte do país. Este local, durante a cerimônia do Ed Sedh, o rei recebia a coroa vermelha, que simbolizava sua autoridade sobre este território. Entre a casa norte e o templo funerário de Djoser encontrou-se o chamado Serdab, uma capela com dois pequenos orifícios nos seus muros. Através desses orifícios podia-se observar no pátio uma estátua do faraó Djoser recebendo a brisa revigorante do norte. A figura impressionante, cujos olhos de cristal se perderam, é a primeira imagem tridimensional em tamanho natural de um monarca egípcio que se mantém até os dias de hoje. Ela observa há milênios, a surpresa que as construções falsas contidas em seus muros causam a todos os visitantes de Saqqara, o disfarce que esconde a poderosa MÁQUINA QUÂNTICA.

Daqui vêm as teorias que afirmam que Saqqara foi a sua tumba nunca utilizada. Ao seu lado encontram-se as ruínas do (templo Adosado) anexo à pirâmide, com seu único acesso no lado leste, através de intrincados labirintos de estreitos corredores, conduzia a dois pátios abertos, um dos quais escondia a verdadeira entrada de Saqqara nas profundezas da terra. Este pátio tinha como objetivo despistar o acesso principal as galerias subterrâneas. Este esquema de um templo anexo se repetiu em todas as 108 pirâmides que foram construídas nos anos seguintes.

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 Saqqara foi abandonada com a chegada da era de Ram, em torno do ano 2320 a.C., quando a pirâmide de Keops foi construída. O conhecimento do acesso as câmaras e as galeria subterrâneas se perdeu com o passar dos anos. As pedras do seu muro foram usadas com material de construção. Muitos nobres de períodos anteriores construíram suas tumbas neste lugar sagrado. Hoje se acredita que foi um cemitério e que o complexo original é a tumba do faraó Djoser.

Durante a 26ª dinastia, em plena decadência da civilização egípcia, ninguém sabia que o templo anexo escondia a entrada a câmara principal. Por ordem do faraó foi cavado um amplo túnel do lado sul embaixo da pirâmide, pois se acreditava que ali estava a entrada. A rocha foi perfurada e sendo mantidas muitas colunas em pedra para evitar que o túnel desabasse. Até que chegaram a câmara central, um espaço vazio de 12 andares de profundidade, poço vertical com a forma de obelisco virtual bem no coração da pirâmide. A partir dai descobriram que o acesso original estava, na realidade, no lado norte da pirâmide. Então puderam entrar em todo o complexo de galerias subterrâneas.

As três etapas da Construção de Saqqara


A Construção de Saqqara foi feita em três etapas, desde o início, planejadas por Imhotep. Essas etapas permitiam que o complexo fosse crescendo e que a pirâmide fosse se expandisse como o corpo de um ser humano. A primeira etapa começou com a construção da coluna vertebral do complexo, a escavação do poço vertical da pirâmide, que descia a uma profundidade de 30 metros. 12 andares de profundidade que equivaliam a 50% da altura total da pirâmide acabada. Nessa profundidade foram cavados centenas de metros de túneis, bem como uma série de câmaras e galerias, parte fundamental do sistema. 

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Na segunda etapa uma pequena pirâmide escalonada foi construída sobre o complexo subterrâneo, o seu peso era 50% do peso da pirâmide projetada, exatamente. Utilizava apenas metade dos recursos e do esforço total. Além disso, podiam utilizar as instalações durante a construção. A carga elétrica gerada pela pirâmide pequena era utilizada para produzir ondas eletromagnéticas que facilitavam o deslocamento de todo o material necessário para a construção do complexo.

A partir da parte central da pirâmide colocavam uma série de pilares chamados Djeds, a distâncias regulares. Estes transferiam de um para o outro a carga de íons negativos gerados por suas massas em vibração. Cada pilar tinha duas bobinas de arame de ouro enrolado sobre madeira verticalmente dispostas. A primeira na parte inferior a segunda na parte superior. O pilar era colocado sobre uma cavidade de fibra molhada em água salgada, o que produzia um excelente contato terra.

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 Era necessário que um sacerdote de um alto nível de consciência e vibração controlasse a energia da mente de modo a permitir a transferência do fluxo de íons ao primeiro pilar na frente da pirâmide. A partir dai a carga elétrica fluía de maneira regular de coluna em coluna, geravam uma avenida eletromagnética até chegar a Tura, a uma pequena distancia de Saqqara em frente ao Nilo, no âmbito de poder da pequena pirâmide onde se localizavam as pedras de granito de quartzo. As lousas de granito eram colocadas na frente do último Djed, então o sacerdote as golpeava com sua vara, induzindo nas moléculas de quartzo a mesma carga negativa das ondas eletromagnéticas, as duas cargas iguais se repeliam e o bloco levitava. Este é o mesmo principio utilizado atualmente no trem bala no Japão, que flutua sobre o poderoso campo eletromagnético dos trilhos que possuíssem a mesma polaridade do trem. 

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Dessa forma, com a primeira linha de transporte eletromagnético, eles puderam facilmente transportar todas as pedras que precisavam para a terceira etapa. As 420.000 toneladas de pedra para ampliar a pirâmide e as 135.000 toneladas de granito para o muro externo. As etapas permitiam usar parcialmente a energia gerada e aumentaria em 50% quando a pirâmide estivesse construída. A energia total garantiria uma onda eletromagnética que chegaria até Maidhum, o chamado ponto médio. Entre Saqqara e as pedreiras de granito vermelho do alto Egito. Essa tecnologia e conhecimento foram herdados dos Atlantes, que se baseiam nos princípios da mecânica quântica, que nossos cientistas hoje apenas começam a entender.

A seguir continuaremos nossa análise sobre Saqqara, entenderemos a distribuição física e o significado de todo o complexo subterrâneo que foi construído com o objetivo de dar forma a uma poderosa máquina quântica que acelerou a evolução dos iniciados. Ao examinar esse caminho, que chamaremos de "Caminho quântico em direção a luz da consciência". Veremos que esse processo evolutivo foi ensinado por diversos mestres superiores, um deles foi o mestre Jesus. Ele disse que se seguíssemos o caminho da luz e da vibração do amor, realizaríamos coisas ainda maiores do que as que Ele realizou. Ele se referia a utilização das partículas subatômicas da luz, a força criativa que deu forma a esse universo.  

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Milhares de anos antes da chegada de Jesus, os sábios sacerdotes do Olho de Hórus, utilizaram esse mesmo conhecimento para acelerar a evolução de seus discípulos em Saqqara. Construíram grandes formas piramidais, máquinas quânticas para a produção de colunas ondulatórias de energia, que usaram para elevar a freqüência de vibração dos iniciados. Criaram um centro de comunicações com dimensões superiores, que permitiram que os discípulos mais avançados verificar o caminho da luz. Receberam informações de seres mais evoluídos. De mestres superiores.

No plano físico, ao produzir essas ondas eletromagnéticas e efeitos de supercondutividade em diversos materiais facilitaram a construção de seus templos. Os livros vivos da Escola de Mistérios do Olho de Hórus.

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Saqqara, um dos lugares mais misteriosos no Egito, foi planejada pelo sumo sacerdote Imhotep, um gênio multifacetado, o primeiro filósofo da história, pai da medicina, da arquitetura, da física e da química. Os gregos que estudaram no Egito e que mudaram o nome de todo o mundo, o chamaram Asplégio ou Esculápio para marcar suas vitórias como médico. O chamaram também de Hermes Trismegistus, o três vezes grande, por seus dotes de filósofo, físico, tendo revelado as bases de funcionamento do Universo. Imhotep sumo sacerdote da Escola de Mistérios do Olho de Hórus, construiu Saqqara, com um enorme esforço de tempo, mão de obra e recursos, que trouxe benefícios espirituais e materiais a toda a sociedade. Sua tecnologia foi fundamental para aumentar a freqüência de vibração dos iniciados, acelerando sua evolução espiritual. Permitiu aos seus discípulos verificarem que existem outras dimensões, contatarem pessoas nessas dimensões e receber informações de mestres ascendidos.

No plano físico, permitiu criar avenidas eletromagnéticas que facilitaram a movimentação de materiais na construção de seus templos. Saqqara produzia ENERGIA TAQUIÔNICA, e energia de maior freqüência e vibração do universo. Essa energia é neutra e se compõe de pares de partículas, que por terem carga elétrica contrária, se anulam e se equilibram. Por ser neutra não gera resistência e se move 27 vezes mais rápido que a luz.

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 É a energia do pensamento quando vibra na alta freqüência do amor ou energia utilizada por Jesus para realizar os sucessos extraordinários que chamamos de milagres. Ele demonstrou que vibrando na elevada freqüência do amor a mente pode dirigir energia taquiônica, a energia do pensamento, para elevar a energia vital dos doentes, realizando curas fantásticas e mais ainda salvando-os da morte. Também para aumentar a freqüência própria da água, transformando-a em vinho. Todas as coisas e seres do universo vibram com freqüências diferentes. Dependendo do seu nível de evolução.

Sons e Campo Eletromagnético

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Saqqara gerava um campo eletromagnético elevado e sons que vibravam em diferentes freqüências. Sua forma e arquitetura produziam e captavam energia, emparelhava as partículas elétricas convertendo-as numa coluna ondulatória estacionária de energia taquiônica. A pirâmide produzia diversas freqüências, permitindo que discípulos com diversos graus de evolução, pudessem entrar em sintonia e vibrar com uma freqüência mais elevada que do que a que tinham no momento. Isso potencializava seus níveis de energia vital, sua aura ou campo eletromagnético pessoal. Simultaneamente recebiam uma reparação intensa, que após os seus 21 anos de vida permitia-lhes elevar a sua consciência as dimensões superiores da realidade. Ao manejar em seu interior níveis de energia vital na vibração do amor, surge a telepatia e se adquire a sensibilidade para perceber a música das esferas a dança das partículas subatômicas que formam a aura, o campo eletromagnético que cada ser humano produz em torno do corpo.

A máquina quântica de Saqqara acelerava esse processo de aperfeiçoamento espiritual, pois permitia que os iniciados que tinham diferentes níveis de consciência, experimentassem temporariamente um aumento gradual em sua freqüência vibratória. Através da meditação e da informação para viver em paz e harmonia, respeitando tudo que existe. Ao compreender que tudo esta vivo e interelacionado, a vibração experimentada se tornava PERMANENTE. Os discípulos mais adiantados, que mantinham altos níveis de vibração podiam movimentar sua consciência no tempo e no espaço, ver a corrente de encarnações que lhes permitiam chegar a seu nível atual. Podiam ver e perceber realidades além da terceira dimensão, na seqüência do nível evolutivo do ser humano, nos mundos dos irmãos superiores, super-homens iluminados, seres que já haviam passado por esse estágio para receber seu aprendizado.

Ao constatar essas realidades, Imhotep enunciar no Caibalion que como é em cima é embaixo, que existe uma correspondência entre os diversos planos da realidade. Ensinou que o plano físico, o mais evidente a nossos limitados sentidos, pode ser analisado para descobrir verdades sobre os outros planos da realidade que não percebemos. Os iniciados que podiam perceber o patamar seguinte no caminho do aperfeiçoamento, constatavam PESSOALMENTE a sua existência, voltando para irradiar amor e trazendo informações aos seus companheiros dos níveis mais baixos.

Realidades Elevadas

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Essa constatação IRREFUTÁVEL dava segurança a todo o sistema piramidal do Egito. Comprovava-se que o Universo tem muitos planos ou como disse Jesus: "A CASA DE MEU PAI TEM MUITAS MORADAS". Isto transformou o complexo de Saqqara num centro de comunicação das mais elevadas realidades do universo, fato que ficou registrado em seus textos religiosos e nos muros de algumas pirâmides das primeiras dinastias. O céu não se encontrava nessa dimensão física, pertence às dimensões superiores e permanecem na alta vibração do amor.

A Pirâmide permitia o acesso à dimensão dos super homens, dos irmãos superiores, homens iluminados que já passaram pela terra e se encontram agora numa escala mais alta da realidade. Outra utilidade produzida pelo complexo foi a utilização de cargas de íons para produzir ondas eletromagnéticas por onde moviam com facilidade blocos de granito necessários para a construção de seus templos. Uma energia eletromagnética baseada no fato de que cargas iguais se repelem, utilizadas atualmente para movimentar trens, como o chamado trem bala no Japão.

Amor e Medo

Em Saqqara ficou provado que, vibrando em tão alta freqüência, os objetos perdem peso, não são atingidos pela gravidade e os seres humanos LEVITAM. Os sacerdotes egípcios revelaram que o universo tem dois pólos energéticos: O AMOR E O MEDO. O amor tem uma elevadíssima freqüência de vibração e o medo tem uma baixíssima freqüência de vibração. Os seres com a consciência pouco evoluída, que não passaram por muitas reencarnações sobre a Terra, receberam pouca informação, vibram pouco e em suas vidas predominam a dor e o medo, se encontram ainda no "inferno" da vida. Os seres muitas vezes encarnados aprenderam com os resultados de suas decisões, elevaram paulatinamente sua freqüência de vibração, sua energia vital, aprendendo a respeitar, a não culpar, a viver em paz e harmonia. Por terem mais informação verificada, entendem o significado do amor, vibram em sua freqüência, chegando ao "céu" da vida.

Os sacerdotes se dedicaram a acelerar o caminho evolutivo em seus discípulos, com informação, treinamento para transcender o ego e sensibilização as altas freqüências vibratórias. Muitos anos de treinamento permitiam entender que a vida é um processo de verificação de informações, através de experiências na própria carne, para entender que o homem só se transforma em super homem por intermédio do AMOR. O amor é neutro, não tem polaridade, vibra em elevadíssima freqüência, sua energia, que não tem massa, pertence ao plano espiritual e mental onde existe de acordo com a vontade do observador.

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Anti-Matéria - Para entender esse lugar misterioso voltemos no tempo ao momento em que lá só existia um imenso deserto, quando Imhotep começou a primeira etapa de Saqqara, o complexo subterrâneo. Começou cavando um poço vertical na dura plataforma de granito, a coluna vertebral do complexo. O poço tem uma profundidade de 30 metros, a altura de um edifício de 12 andares e 10 x10 metros. Existe uma teoria que afirma que as pirâmides formam uma imagem espelhada delas mesmas, uma forma virtual que se projeta embaixo da terra em que foi construída. Ali se produziria uma série de efeitos relacionados com o conceito chamado ANTI-MATÉRIA.

Através de uma câmara situada embaixo da pirâmide entra-se numa REALIDADE PARALELA, oposta ao mundo físico, seria seu espelho eletromagnético. Aqui o tempo avançaria ao contrário, do futuro ao passado.

Por alguma razão o acontecimento físico ou metafísico que buscavam, o fato é que o poço é muito profundo e que apesar de ter suas paredes de pedra maciça, talhada numa plataforma de granito, as paredes foram forradas com os primeiros ladrilhos usados pelo homem. Pela primeira vez foi usado um módulo repetido uniformemente, um primeiro ladrilho de rocha para ser usado em grandes obras. O mais extraordinário é que NÃO ERAM de rocha cortada, mas FUNDIDA.

Fundir o Concreto

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No rio Nilo, perto das Cataratas de Assuan, na ilha de Serrel, foi descoberta uma lápide escrita com hieróglifos, talhada pelo sábio Imhotep. Contem uma fórmula química para FUNDIR O CONCRETO, que depois de seco adquire a aparência e a resistência de uma pedra. Uma equipe de cientistas franceses, dirigidas pelo químico Joseph Dalidovitz, PHD em polímeros, descobriu que a mistura um aglomerado com grandes numero de cristais de quartzo, elemento que tem a capacidade de produzir eletricidade, fazendo-se brilhar suas moléculas.

Os egípcios jogavam em moldes conchas trituradas de crustáceas e fósseis encontrados a vontade nas planícies de Gizé, areia com alto teor de quartzo e alumino pedras pome previamente queimadas, sais de natrão (carbonato de sódio, bicarbonato de sódio, sal e sulfato de sódio – Na2Co3 – 1OH2O) e água. A mistura produz uma soda cáustica que reage com o alumínio da areia do rio, produzindo o aluminato de sódio. Acrescentava-se isocola, um silício que a converte num silicato sódico de alumínio e finalmente aceniato de cobre como acelerador integral. Com essa combinação parcialmente decifrada fundiram os seus blocos de pedra para seus templos e pirâmides. Utilizaram os primeiros a ser fundidos como forma para os novos, conseguindo tal exatidão nas juntas que não deixa espaço se quer para passar uma carta de baralho.

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 Uma vez forrado o poço, a 30 metros abaixo da terra, perfuraram na rocha sólida um imenso complexo de corredores e câmaras. Escavaram um número progressivo de câmaras em direção aos 4 pontos cardeais. A primeira encostada no poço duas para o leste, três para o oeste, 4 para o norte e 5 pra o sul. Cada grupo de câmaras produzia em seu interior uma freqüência diferente de sons cada vez mais alta, e que estavam dentro do campo eletromagnético da pirâmide. Em cada câmara havia milhares de vasilhas de alabastro que vibravam em sintonia com a mesma nota da escala musical. A forma das vasilhas e dos líquidos determinava que nota musical ou freqüência de vibração se sintonizava a câmara.

A nota MI ressoava em 5 câmaras, nível de entrada para a maioria dos iniciados. Aqui vibravam por cima da nota RE, que era a freqüência com que chegavam. FA vibrava nas vasilhas de 4 câmaras. SOL em 3, A nota LA utilizava as 2 câmaras do lado oeste. Na Câmara principal da pirâmide em um sarcófago de apenas uma vasilha de alabastro os mais altos iniciados alcançavam a nota SI, e dali ascendiam a dimensões superiores. Estes espaços são chamados de Câmaras Azuis, pois seus muros estão decorados com os primeiros ladrilhos de cerâmica da história. Azulejos em diversos tons de azul turquesa. Em seu interior, uma dupla de iniciados, sempre um homem e uma mulher, levitavam sintonizando-se com níveis de vibração cada vez mais altos.

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 Imhotep escreveu no Caibalion que a sétima lei do universo diz que tudo tem gênero, tudo tem sua parte feminina e masculina. O Gênero se manifesta em todos os planos do universo. Ao entrar nas câmaras aos pares, os iniciados da escola de mistérios atingiam o equilíbrio, uma neutralização de seus campos eletromagnéticos pessoais, pois os do homem giram em sentido horário e o da mulher no sentido inverso. Descobriu-se que estes ladrilhos de cerâmica têm características de supercondução, não oferecem resistência a uma carga elétrica. Certamente quando todo o complexo entrou em operação a coluna ondulatória modificou suas moléculas e estas se tornaram neutras.

A tecnologia e a mistura química para produzir o azul da cerâmica foram inventadas por Imhotep. A famosa pasta egípcia, uma mistura de bicarbonato de sódio, bentonita argilosa, sílica, potássio e o bicarbonato de cobre que lhe da a característica cor azul turquesa egípcia, utilizada em inúmeros objetos cerâmicos até os dias de hoje. A cerâmica esta colocada formando uma série de arcos sustentados pela forma que simboliza a coluna vertebral de todos os seres vivos chamada de Djed. A forma transmite energia a todo o corpo e Ptah, deus criador do universo, a tinha em seu bastão de poder, a mesma forma utilizada nos pilares que transmitiam a energia das pirâmides pra utilizá-las nas ondas eletromagnéticas por onde levitavam os pesados blocos de pedra.

VARA D PTAH = WAS +ANKH + DJED

Conhecimentos tecnológicos avançados

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Os sacerdotes da Escola de Mistérios do Olho de Hórus tinham conhecimentos tecnológicos bem avançados para produzir esses fenômenos físicos ou para cozinhar o esmalte das peças de cerâmica em fornos capazes de atingir 1.000 graus centígrados. Em algumas salas foram encontradas imagens em alto relevo sobre pedra, como uma do faraó Djoser, correndo no ritual do Heb Sed, a cerimônia da renovação, usando a coroa branca, que simbolizava o seu poder sobre o alto Egito. Em Saqqara também foram encontradas esculturas que se destacam pela perfeição de seus olhos de cristal, uma forma de arte que só existiu nos primórdios da civilização e que nunca foi repetida em todo o desenvolvimento posterior.

Na direção norte construíram o acesso ao complexo subterraneo. Do fundo do poço saia uma longa escada ascendente, interrompida por passagens horizontais que chegavam até a superfície. Em volta do poço, exatamente sobre a área das obras subterrâneas, construíram uma plataforma maciças com os mesmos ladrilhos que forravam seus muros. Do lado leste escavaram 11 poços verticais que desciam 5 metros além das câmaras já construídas. Ali, a 35 metros de profundidade, a partir dos poços verticais dispostos de forma regular surgem 11 galerias que terminam nas câmaras por baixo de pontos chave das câmaras azuis, situadas 5 metros acima.

Nessas galerias foram encontrados mais de 40 mil vasos de cristal e alabastro, um dos títulos de Imhotep era o de fabricante de vasilhas.

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Nessas galerias milhares de vasos de alabastro vibravam gerando a nota FA, que é a freqüência de vibração própria do planeta. As galerias eram os ressonadores da pirâmide, nelas se produziam um ruído que invadia toda a pirâmide. O Alabastro é um material capaz de vibrar e produzir ressonância quando se exerce sobre ele uma força periódica que coincida com sua freqüência vibratória. A vibração produzida pelos vasos tinha uma elevada freqüência, dependendo do nível de vibração que fosse necessário. Pouco a pouco, por ressonância, nas câmaras dispostas para isso, enquanto que simultaneamente acontecia o mesmo com a freqüência eletromagnética.

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Meditação dos iniciados - Elevação vibracional - Os pares de iniciados adentravam as câmaras azuis para meditar com o poderoso campo de força da pirâmide, enquanto que o som de uma nota musical vibrava ao seu redor. Cada vez se fazia vibrar mais alto ascendendo nas notas da escala musical. Desta maneira iam se acostumando a freqüência cada vez mais elevadas de vibração e a campos de força com comprimento de onda menor, despertando novos sentidos e tornando-se mais sensíveis a luz. Ao meditar dentro das câmaras azuis, sintonizados com o som que vibrava em todos os vasos de alabastro e expostos ao poderoso campo eletromagnético da pirâmide, os iniciados elevavam sua freqüência de vibração. Isso potencializava sua energia vital, aumentava a sua aura e lhes permitia verificar a existência de outras realidades. As distintas notas e vibrações se sintonizavam com cada chakra, conduzindo pouco a pouco a consciência a freqüências mais elevadas e a experiências além desse plano físico.

Uma vez terminada a construção subterrânea fecharam a boca do poço com as plataformas escalonadas, convertendo-o num obelisco subterrâneo virtual, cuja ponta piramidal aparece na superfície. As plataformas se assemelhavam as mastabas (túmulo egípcio, capela, com forma de um tronco de pirâmide), o que veio a contribuir para que a pirâmide fosse confundida com um túmulo. Hoje se consegue ver a plataforma por ter ficado descoberta com a passagem do tempo, sob a capa de ladrilhos da pirâmide escalonada. Assim se completou a primeira etapa, a das obras subterrâneas. Foi construída a primeira parte de um processador tridimensional gigantesco para acelerar a evolução do ser humano e gerar energia taquiônica, utilizando-se uma energia baseada na física quântica.

 

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Começaram a segunda etapa com a construção da primeira pirâmide depois do Dilúvio. Um pirâmide escalonada com exatos 50% de volume e peso da que armaram com o projeto final. Sobre a plataforma inicial que cobria o poço vertical, contruiu-se com ladrilhos muito maiores, 4 níveis com 11 metros de altura cada um, dando-lhe a forma de uma pirâmide escalonada. A massa principal dessa primeira pirâmide tinha 44 metros de altura, uma grande massa de ladrilhos modulados de rocha fundida com um grande teor de cristais de quartzo.

As moléculas de quartzo tem a forma de um tetraedro, uma das 5 formas básicas da natureza, chamadas de sólidos platônicos. A vibração do planeta, sua batida regular em um dos lugares neurais da malha eletromagnética fazia vibrar os cristais de quartzo nos ladrilhos da pirâmide e os vasos de alabastro nas profundezas das galerias ressonantes, produzindo um efeito duplo de energia e som. A massa de quartzo quando submetida a essa tensão mecânica constante, produzia fricção sobre a superfície dos tetraedros de cristal, gerando uma carga elétrica negativa por um efeito hoje chamado de compressão elétrica. A massa de pedra se convertia num imenso condensador de energia negativa.

Existem dois tipos de quartzo, os que ao vibrar produzem uma carga elétrica negativa, chamados de Levogiro, e utilizados por Imhotep na grande massa de rocha fundida. E os que produzem uma carga elétrica positiva, chamados de Dextrogiro, também utilizados nas lousas de granito de Tura que cobriam a superfície da pirâmide.

Tudo é movimento

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Imhotep afirmou que a terceira lei do universo diz que tudo vibra, tudo se move, nada esta quieto, tudo esta em movimento. É a freqüência de vibração das partículas constitutivas da energia, que determinam os diversos estados da realidade, a densidade da matéria, a mente e a altíssima vibração do espírito. Quanto maior a freqüência de vibração, mais elevado o nível de consciência, de informação e respeito e mais avançado se esta no caminho evolutivo. TUDO vibra, desde a mais baixa e densa matéria até o espírito puro. Esta é a lei que determina a existência de diversos tipo de energia, dependendo de seu nível vibratório. Energia elétrica, química, magnética, gravitacional e energia taquiônica, produzida por Saqqara.

Revestindo a massa de ladrilhos de rocha formaram a superfície exterior com lousas de granito de Tura, que tinham cristais de quartzo Dextrogiro, que produz uma carga elétrica positiva. Cobrindo a massa de ladrilhos de rocha contra a superfície exterior de cada capa horizontal de pedra, colocaram blocos de pedra pomes, um material eletricamente isolante, nos quais colaram as lousas de granito de tura. Estavam cortados em planos inclinados para produzir planos verticais com uma inclinação de 73º e superfícies horizontais com uma inclinação de 22º. Esses blocos criavam um isolamento elétrico entre as duas cargas elétricas, a negativa da massa de rocha em vibração e a positiva das lousas de granito de Tura, que captavam como uma antena a carga elétrica positiva da atmosfera, muito forte nesse lugar de poder.

Então, a pirâmide armazena em sua forma duas cargas diferentes e opostas. A superfície de seus 4 lados externos, carregam seus cristais com energia positiva da atmosfera e a grande massa de rocha de quartzo em contato direto com a corrente telúrica, carregam as sua moléculas com o campo elétrico negativo. A quarta lei diz que tudo é dual, tudo tem polaridade, nesta realidade tudo tem o seu oposto que é idêntico em natureza porem diferente em grau, os extremos se tocam. Os dois pólos são os extremos da mesma coisa, calor e frio opostos são realmente o mesmo, os dois pólos de uma coisa chamada temperatura. Luz e escuridão, grande e pequeno, branco e preto, ruído e silêncio, alto e baixo.

A forma piramidal e a Energia Taquiônica

 

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A forma piramidal é determinante para o funcionamento da máquina quântica. As capas horizontais de pedra ao irem diminuindo sua área na parte superior da pirâmide acumulam no seu interior cargas elétricas com potencias diferentes. O mesmo acontece na superfície de granito de Tura. Este fato e os 11 poços verticais, o obelisco virtual subterrâneo descentrado do eixo da pirâmide, que por sua exata localização no sentido norte e sul sobre um ponto nevrálgico da malha eletromagnética esta sujeita ao giro do planeta sobre seu eixo, induzem a carga elétrica acumulada a um duplo movimento giratório. As partículas com carga positiva giram no sentido horário, e as partículas com cargas negativas ao contrário. Isto gera um vórtice eletromagnético, um redemoinho de partículas subatômicas que vão se acelerando pouco a pouco, pois sendo a freqüência constante, devido ao palpitar regular do planeta, produz-se uma ressonância.

As duas forças, centrípeta e centrífuga, ao atingirem certa velocidade e freqüência, fazem com que duas partículas de cargas opostas e movimentos contrários, se emparelhem neutralizando-se e encontram um novo eixo de giro a 90º do eixo da pirâmide, produzindo uma coluna ondulatória estacionária. A coluna ondulatória estacionária é formada por partículas subatômicas, neutralizadas quando se emparelham que se movem em altíssima freqüência. Essa coluna de energia desce ao núcleo cristalino do planeta e se eleva centenas de quilômetros sobre sua superfície até chegar a ionosfera. São essas partículas neutras e equilibradas que são chamadas de ENERGIA TAQUIÔNICA. Sua neutralidade não produz resistência na matéria por onde se movimentam. São a base dos fenômenos supercondutivos. Ao acelerar a freqüência de vibração da energia o vórtice energético na pirâmide a transformava num tipo superior, a energia taquiônica, hoje em dia estudada pela mecânica quântica. A energia Taquiônica tem a mais alta vibração e freqüência da realidade, é energia consciente, energia e informação, como a que gera e domina o homem em seu cérebro com o processo de seus pensamentos ao vibrar no amor.

 

 

 

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 A energia taquiônica e as colunas ondulatórias estacionárias foram estudadas por Nikola Tesla, baseou-se nelas para inventar a corrente alternada os motores elétricos, o rádio, a televisão, os raios X, o radar e mais de 1.600 patentes com inventos que formaram o século XX. O chamado Tesla Coil, usado para ligar motores dos carros cria esse tipo de vórtice para converter uma corrente de 12 voltz, aplicada a uma espiral de cobre, em milhares de voltz ao ser induzida até outra espiral. Em 1942, Tesla dirigiu a Experiência Filadélfia, que utilizou enormes campos eletromagnéticos para organizar a energia em pares e converte-la em energia taquiônica, usando-a para desaglomerar um objeto sólido, partícula a partícula, para armá-lo em outro lugar. O projeto INVISIBILIDADE desintegrou o navio USS Eldrich e o recompôs instantaneamente a 75 km, mas seus tripulantes estavam mortos ou espantosamente "integrados" as pranchas de aço do navio. Tesla conhecia um segredo hermético, ao reordenar as partículas que constituem a energia produzem-se mudanças na massa manifesta. Em seus estudos, tesla concluiu que a energia taquiônica se move 27 vezes mais rápida que a luz, é a energia do pensamento.

A teoria de Einstein em que a velocidade da luz é de 300 mil quilômetros por segundo aplica-se a somente um dos planos que constituem a realidade, ao plano físico, da densidade material, composto de átomos elétrons e prótons. Mas o universo esta em três planos: O FÍSICO, O MENTAL E O ESPIRITUAL. Os táquions, a base do universo dual, são pares de partículas subatômicas em movimento constante a altíssima vibração e freqüência, que por possuírem uma carga elétrica oposta se neutralizam. Os táquions são a base dos elementos supercondutores, sua neutralidade não produz resistência à carga, que avança pelas suas moléculas. Um elemento composto dessas partículas que vibram a altíssima freqüência torna-se sem peso, sua massa deixa de pesar é PURA ENERGIA.

 

 

 

 

 

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Mecânica Quântica - A mecânica quântica atual revela que essas partículas subatômicas não têm massa, são apenas uma tendência a existir que se mede em probabilidades e que depende da vontade do observador do plano mental do homem. Imhotep sabia disso e muitas coisas mais que nossos cientistas ainda não descobriram. A mecânica quântica e a supercondutividade são um avanço recente da física. A pirâmide com degraus de 4 níveis tinha o volume de 280.000 m3 de pedra que pesavam 450000 toneladas, 50% exatos do peso e volume da pirâmide final. A sua frente colocaram os pilares de energia para gerar a avenida eletromagnética que chegou até Tura. Desde lá transportaram os materiais necessários para terminar o projeto. Aumentaram as plataformas dos lados norte e oeste, deixando inalterados as faces sul e leste. Como o corpo humano, a pirâmide cresceu a partir da cabeça. Se isso não tivesse sido planejado com antecedência teria sido mais simples aumentá-la por igual como uma casca de cebola.

Com a ampliação, o obelisco virtual subterrâneo ficava localizado exatamente sobre o eixo norte sul da nova pirâmide, cuja base mede agora 140 x 100 metros. Foram acrescentados 2 níveis, passando a medir 65 metros de altura e isso duplicou o volume para 560.000 m3 de pedra pesando 900.000 mil toneladas. Os acessos também confirmam que as etapas de expansão foram planejadas por Imhotep desde o momento inicial. Um túnel é facilmente prolongado a partir da entrada original. Uma segunda escada levava a um dos pátios de um dos templos construídos do lado norte para disfarçar o acesso. O aumento exato do dobro do peso e volume da massa de pedra não pode ser casual. A produção de energia e o alcance da pirâmide se mediam dependendo da massa em vibração.

 

 

 

 

 

 

 

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As pirâmides posteriores foram cada vez mais volumosas e pesadas até chegar a pirâmide de Keops, que pesa 6.000.000 de toneladas. O peso determina a quantidade de energia produzida. Esse volume de pedra gira sobre o eixo da terra a uma velocidade constante. Dava-lhe a forma de pirâmide para extrair energia de sua massa, aproveitando os movimentos naturais do planeta, sua freqüência constante de vibração e giro.

Dentro do obelisco virtual na pirâmide, movia-se verticalmente uma bobina elétrica formada por um fio de ouro enrolada numa madeira isolante. Ao subir e descer gerava um efeito pulsante em todo o campo eletromagnético da pirâmide, podendo induzir mudanças na freqüência de vibração da coluna energética. O poço se convertia numa cavidade ressonante. Nos 4 cantos do obelisco virtual permanecem ainda grossas vigas de madeira dispostas a 45º para segurar a bobina e permitir-lhe mover-se em sentido vertical. Essa bobina elétrica podia controlar a longitude das ondas produzidas. A freqüência de vibração se elevava ao subir a bobina até chegar a máxima amplificação. A bobina controlava o momento de descarregar a energia acumulada nas moléculas de quartzo da pirâmide em cerimônias programadas,que por uma razão de equilíbrio, realizavam-se nos dias de equinócio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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 Os Sacerdotes egípcios provaram que as pirâmides são objetos em movimento perpétuo e todo o movimento pode transmutar-se em energia. O último passo foi construir um muro perimetral e as obras da superfície, as capelas falsas, o pátio das serpentes, enquanto a representação do faraó Djoser de seu lugar privilegiado. A essa máquina quântica inventada por Imhotep, foi dedicado muito tempo, esforço e recursos humanos e materiais, mas o retorno valeu o investimento.

O vórtice foi utilizado para acelerar o desenvolvimento do espiritual dos discípulos da escola de mistérios do Olho de Hórus, encarregados de dirigir o caminho que elevou o nível de consciência de todo um povo. A energia taquiônica da pirâmide elevava a freqüência de vibração e encurtava a longitude das ondas cerebrais amplificando o poder mental e o campo eletromagnético da pessoa, a sua aura. Isso permitiu que os iniciados chegassem a níveis superiores do universo podendo verificar a existência de novas realidades, dando segurança no caminho a toda sociedade. Ao sintonizar-se na freqüência de seres mais evoluídos podiam estabelecer comunicação e receber informação. Saqqara foi o primeiro centro de comunicação com as dimensões superiores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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As pirâmides têm uma tecnologia quântica que começamos a descobrir agora uma tecnologia herdada pelos egípcios da desaparecida civilização Atlante. Saqqara é uma amostra INCOMPREENDIDA de uma tecnologia com a qual NEM SEQUER SONHAMOS E QUE APENAS COMEÇAMOS A VISLUMBRAR. Uma tecnologia controlada pela consciência e dirigida ao aperfeiçoamento espiritual de todo o povo. O enorme circuito eletromagnético e acelerou as partículas de energia, converteu energia estática em energia em movimento, para depois transmuta-la em energia taquiônica. Em Saqqara usaram pela primeira vez, sons e campos eletromagnéticos de maneira simultânea para elevar a vibração dos iniciados com uma tecnologia aperfeiçoada na pirâmide de Keops.

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No plano físico usaram a energia produzida pela pirâmide para construir avenidas eletromagnéticas, fenômeno de supercondutividade. Assentaram as bases da arquitetura com a utilização de blocos modulados de pedra. Demonstraram a sua sensibilidade no elaborado muro externo, no muro do pátio arrematado por serpentes, nos refinados detalhes arquitetônicos da cenografia de pedra que escondia a máquina quântica. Desenvolveram fórmulas químicas para fundir rochas com alto teor de quartzo e ladrilhos de cerâmica com que forraram as sofisticadas galerias subterrâneas.

Usaram os hieróglifos para talhar na pedra sua maneira de ver o universo. Sua visão ficou plasmada nas leis enunciadas por Imhotep e que são a base dos conhecimentos herméticos dos Maçons, Rosa cruzes e Templários. Imhotep escreveu que toda a causa tem o seu efeito e todo o efeito tem a sua causa. Nada existe por acaso, pois o acaso destruiria o universo. Pensando nisso Einstein disse que Deus não joga dados.

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A cultura egípcia foi formada em torno de uma série de templos religiosos construídos especialmente escolhidos ao longo do Nilo. Para os sacerdotes egípcios qualquer forma no universo que cresça exteriormente necessita de um receptor que permita o seu desenvolvimento no tempo, os tempos foram os tais receptáculos que permitiram o desenvolvimento de sua civilização. Cada templo expressou uma tomada de consciência diferente sobre o universo. Seu objetivo era transmitir a sua sociedade os diversos princípios fundamentais, as verdades distintas. Isso permitiu que cada templo atuasse como órgão distinto no país, com funções diversificadas, dedicado a ensinar e explorar um tema religioso diferente.

 Assim eram vistas as casas de Deus. Durante milhares de anos as fronteiras do Reino dos Faraós, no Egito, discípulo da sabedoria dos sacerdotes do olho de Hórus, foram respeitadas por todos os impérios asiáticos. Nunca quiseram ampliá-las e no seu interior existia um lugar de paz, se comparado a anarquia universal.

 Declínio

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O declínio começou com o desaparecimento de seus mais altos sacerdotes, após Moisés, ultimo de seus grandes iniciados, ter atravessado o Mar Vermelho. E terminou com o caos, a destruição de seus templos e o extermínio realizado pelo persa Kamsés II. Após a morte de Ciro, o maior governante da Ásia, que manteve uma relação de paz e respeito com o Egito, seu filho Kamsés II assumiu o poder para comandar o exército mais poderoso da época. Era um déspota cruel e brutal que odiava a sabedoria, o poder e a estabilidade dos faraós. Obcecado em provar que seus deuses eram os mais poderosos, invadiu o Egito em 525 a.C..Assassinou o ultimo faraó nascido legitimamente nestas terras e a maioria dos sacerdotes da escola de mistérios do olho de Hórus.

Arrasou os templos e queimou os papiros que continham toda a sabedoria armazenada por gerações. O conhecimento se converteu em escuridão e a antiga sabedoria egípcia desapareceu junto com seus altos sacerdotes. Kamsés II estabeleceu uma cruel servidão que durariam 200 anos até a chegada de Alexandre o Grande e, 322 a.C., recebido como salvador pelos egípcios. Alexandre ordenou a reconstrução de seus templos e após a sua morte Ptolomeu I, um de seus generais, deu início às dinastias ptolemáicas que iriam governar por quase 300 anos.

O templo dedicado a Hathor, que já existia em Dêndera, desde 5.400 a.C., foi reconstruído pelos reis macedônios como um método piedoso de legitimar o seu poder. Hieróglifos encontrados em uma das suas galerias subterrâneas, afirmam que o tempo foi reconstruído seguindo fielmente os planos e desenhos originais feitos pelo sábio Imhotep. O complexo religioso de Dêndera esta localizado a 26º norte de latitude , dali partia o caminho antigo que leva ao Mar Vermelho. Posteriormente Tebas seria construída um pouco mais ao sul.

Put-Ser

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Nos primórdios de sua civilização, na noite estrelada de um solstício de verão num terreno sobre o Nilo cuidadosamente escolhido por sua relação com as estrelas, realizou-se uma cerimônia chamada Put-Ser. O faraó do Egito e o Sumo sacerdote da escola de mistérios do Olho de Hórus, rodeados por toda a população avistaram um grupo de estrelas sobre o Pólo Norte do planeta. Eles a chamaram constelação de Tuaret, e seu símbolo era uma hipopótoma vermelha.

Em nosso tempo esse grupo de estrelas de Draconis e seu símbolo é uma serpente dragão. A mais brilhante de todas era Alfa Draconis, a estrela que nessa época se localizava exatamente sobre o eixo de giro do planeta. E que 4.320 anos depois foi substituída por Polaris, a que atualmente guia nossos navegantes. O avanço do sistema solar em seu giro ao redor do centro da galáxia determina que durante esse ciclo de 25.920 anos, seis estrelas diferentes brilhem sobre o pólo. A estrela sobre o pólo representava a força materna fundamental, geradora da substancia que permitiu o desenvolvimento da vida no universo, o principio feminino que foi chamado de Hathor e a quem foi dedicado esse templo.

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O faraó e o sumo sacerdote estenderam uma corda entre duas estacas orientando-a exatamente pra Alfa Draconis. A sacerdotisa do templo pregou as estacas com um martelo de ouro, definindo assim o eixo do templo, a coluna vertebral que daria organização a seus santuários. Colocaram as pedras dos quatro cantos que determinaram os limites do muro protetor do complexo uma muralha elevada que mantinha afastado o inimigo da vida, o qual desejava perpetuar-se. Colocaram sua porta principal voltada para o norte, a última de uma série de pórticos que vinham do Santa Santatorum do templo de Hathor e demarcavam o segmento do céu por onde Alfa Draconis aparecia, facilitando a sua localização a noite para registrar sistematicamente os seus movimentos.

Nessa mesma noite, olhando na direção leste, encontraram também outra estrela a 90º da anterior, a que chamaram de Sirius, e que era o símbolo de Isis no céu. Assim localizaram o eixo de um segundo templo que determinou a segunda porta do complexo. A porta do templo de Isis demarcava o setor do céu por onde ascendia a estrela Sirio e onde aparecia o sol em 21 de junho, dia do solstício de verão.

O templo cresceu em seu interior, enquanto os sacerdotes registravam os movimentos da estrelas e estudavam os processos impulsionados pela sua energia, inscrevendo em seus muros, as conclusões a que chegaram sobre esse tema sagrado. Sirio, o símbolo de Isis era chamada de Estrela Cachorro, pois seguia a constelação de Orion, personificação de Osíris no Céu. Após estar escondida no céu por 120 dias, marcava com sua aparição o momento das cheias do Nilo. Então permanecia visível durante 40 dias, o mesmo tempo que duravam as inundações. Essa correlação fez com que Sirius se tornasse muito importante para a vida do país, que dividiu o ano em três estações chamadas de Tétramis que eram determinadas pelas enchentes do Nilo.

Eram três as estações do ano típicas do país: a inundação, a saída e a colheita.
A primeira , Akhet, estendia-se de julho a outubro e durante ela as águas elevavam-se, normalmente, até sete ou oito metros de altura; a segunda , Peret ,era marcada pelo reaparecimento das terras cultiváveis antes escondidas pelas águas, era a época da semeadura e ia de novembro a fevereiro; finalmente a colheita , Chemu ,realizava-se de março a junho.


Chemu - (primavera ) : época da colheita

Akhet - ( outono ) : época das cheias

Peret - ( inverno ) : época do plantio

Festividades

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As festividades do ano começavam com a cheia do Nilo e Sirio marcava com sua aparição no céu, esta importante data. Quando a estrela desaparecia o rio recuperava seus níveis normais. O calendário e a sincronização da via egípcia com o sol e as estrelas era tão importante que o faraó do Egito, ao assumir suas funções, deveria jurar que nunca alteraria as datas do calendário, No entanto o dia em que Sirius reaparecia no céu dependia da latitude do templo onde era esperada, pois na Elepandtine do sul se via a estrela 7 dias antes que na Bubastis do norte. Por essa razão os sacerdotes também usavam o sol como relógio para determinar a duração do ano, pois o solstício de verão coincida com a reaparição de Sirius.

Em Dêndera, frente ao horizonte do templo de Isis, primeiro Sirio ascendia no céu e depois o sol aparecia. Ao amanhecer do dia do solstício de verão, sirio e o sol marcavam em um relógio cósmico o início do ano novo egípcio. Em uma cerimônia no terraço do templo era aceso o fogo novo para todo o país.

Para entrar em Dêndera é necessário atravessar uma série de construções erguidas pelos romanos durante os reinados dos imperadores Trajano e Domiciano.

Umas séries de quiosques de cada lado demarcam o pórtico norte embutido nos muros que protegiam o lugar. Ao atravessar-se o pórtico aparece ao fundo com seu eixo principal orientado para o norte, a fachada com as seis colunas ardóricas do imponente Templo principal dedicado ao estudo das estrelas.

Muito perto da entrada do complexo encontra-se uma capela dedicada ao nascimento de Hórus, construída pelos romanos durante o reinado do Imperador Augusto. Ali era celebrado o momento da iluminação, quando Isis dava a luz simbolicamente, o filho de Osíris. Em seus muros estão talhadas as cenas de amor de Isis e Osíris. O nascimento e apresentação do menino e a cena deste na roda da olaria, quando deus lhe da sua forma material. Sobre o capitel de suas colunas esta representando o Deus Bes, protetor das grávidas e que favorece ao nascimento das crianças. Ao sul desta capela existem as ruínas de uma basílica cristã construída no século V depois de Cristo, época em que os rostos dos personagens sagrados foram cuidadosamente destruídos nos muros dos templos.

Mais próximo ao templo principal surgem as ruínas de um sanatório, onde se internavam os doentes que vinham ao Templo de Hathor em busca de cura. Os sacerdotes do Templo usavam seus conhecimentos de medicina para ajudar o povo no plano material. Hathor, a força feminina multiplicadora da vida, era reverenciada como uma figura compassiva, o povo percorria grande distancias para orar em seu templo, banhar-se em suas piscinas sagradas e receber os remédios e cuidados de que necessitavam.

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Milhares de pessoas - O Complexo de Dêndera podia abrigar milhares de pessoas e no interior dos seus muros existia uma outra série de construções, que reunia padarias, cervejarias, cozinhas, armazéns, silos, as dependências dos sacerdotes e iniciados, e centenas de abóbadas. Ao redor de seus muros externos, o povo construiu suas casas, dai subiu um pólo de desenvolvimento sob o cuidado dos guardiões do conhecimento, os sacerdotes do olho de Hórus. O desenho da fachada do Templo de Hathor é diferente do templo egípcio tradicional, pois suas colunas frontais estão unidas até meia altura por muros extremamente decorados.

Seu acesso se faz através das 18 colunas do salão da vida, que sustenta um elevadíssimo céu raso totalmente talhado com informações sobre os astros e seus movimentos, sendo a abóbada deste céu sustentada simbolicamente pelas colunas de Hathor.

Cada coluna tem a forma de um sistro, um instrumento sagrado que faz vibrar uma série de discos de metal, utilizado pela sacerdotisa de Hathor, padroeira da dança e da música, para produzir uma vibração que adormece a consciência. No alto o capitel esta formado por 4 rostos de Hathor talhados, cada um olhando a um ponto cardeal, simbolizando que sua força pode ser sentida em todas as partes do mundo. Seus olhos de serpente e suas orelhas de vaca, símbolo da maternidade e da nutrição, formam uma imagem quase extraterrestre, associada em inúmeras lendas ao planeta Vênus.

O Templo foi encontrado em excelente estado, pelas tropas de Napoleão, por ter ficado sepultado pela areia por milhares de anos. Converteu-se em refugio para as tribos nômades, que com suas fogueiras defumaram as cores do belo céu raso. No céu raso do grande salão os últimos sacerdotes de Dêndera talharam as ultimas tábuas astronômicas que ainda conservavam produzidas por várias gerações de sacerdotes de forma a impedir que esse conhecimento desaparecesse para sempre.

O Zodíaco e os salões especiais

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 Todas as constelações que formam os signos do zodíaco aparecem representadas em suas barcas simbólicas com imagens do Luth, símbolo dos céus que devorava os céus todas as noites para que renascesse ao amanhecer. Os sacerdotes decidiram transcrever nos muros desses templos alguns papiros importantes, como os registros astronômicos que foram salvos da destruição de Kamsés II, com o intuito de preservá-los para gerações futuras.

No salão chamado A Casa da Vida, os escribas trabalhavam nos papiros sagrados, nos tratados teológicos nas orações dos rituais, nas tabelas de registros astronômicos. A arte, a teologia, a magia, a astronomia e a medicina foram ensinadas aos discípulos da escola de mistérios neste grande salão. Neste salão foi registrada a mudança regular e sistemática das constelações circumpolares para acompanhar a precessão dos equinócios.

Atravessando-se o altíssimo salão chega-se ao salão das aparições, uma câmara mais baixa sustentada por 6 colunas de onde surgia da penumbra se seu santuário a brilhante estátua dourada da deusa Hathor ao sair para cerimônias religiosas e procissões. Na sua parte superior encontram-se as capelas dedicadas a Osíris, o símbolo do processo de aperfeiçoamento vivido por todo o ser humano através da reencarnação para transmutar, em muitas vidas, sua animalidade original e se converter num super homem. Uma das capelas tem o famoso zodíaco de Dêndera, que ilustra como ocorre este processo, enquanto o sistema solar da um giro ao redor da galáxia e a outra ilustra o mito de Osíris. Em Torno desse salão encontram-se os 6 salões dos rituais diários. O primeiro guardava os objetos dedicados a ao culto.

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 O salão da purificação, que tem uma porta que conduz ao lago sagrado, era utilizado ao amanhecer em sues rituais de limpeza, Os templos tinham um lago sagrado, escavado até chegar-se ao nível do lençol de água da região, forrado de pedras e com uma série de escadas que permitiam aos sacerdotes entrar na água para purificar-se antes do inicio de seu serviço no templo. No salão seguinte organizavam-se os ofícios, conduzia ao corredor de acesso a escada de caracol que chega ao terraço do templo, utilizada a noite no registro da abóbada celeste.

Do lado esquerdo o salão do fundo comunicava-se com o exterior para receber as oferendas que todos os dias o povo levava os seus guias espirituais. Os mantimentos de animais dedicados ao sacrifício eram armazenados e preparados nas duas outras câmaras. Pelo salão das aparições chega-se ao corredor das duas escadas do templo, a direita a escada de caracol simbólica, por onde subia a procissão por onde subia o santuário portátil, a barca de ouro com a imagem de Hathor, até o terraço para aguardar a aparição do sol no solstício de verão. Simboliza a escada da luz, cada degrau a vida mais acima na escala da consciência, a matéria que se eleva até o espírito. E a esquerda tem-se acesso a uma longa escada reta por onde descia a procissão trazendo o fogo novo. A escada reta representa o espírito que novamente baixa a terra para condensar-se na matéria, com o objetivo de viver experiência que lhe permitam compreender o universo.

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Atravessando-se este pórtico, chega-se a antecâmara do santuário, onde ardia o fogo, o instrumento dos deuses, a primeira substancia do universo, a forma mais elementar da matéria. Ali faziam as oferendas a Hathor, o principio feminino gerador da vida no universo. A esquerda deste salão estava a capela onde se guardava a barca de ouro, o santuário portátil, símbolo do movimento físico do sol. A barca da vida era usada para levar a imagem de Hathor no dia da lua nova, no terceiro mês do verão, durante o festival do belo encontro em uma procissão florida pelo Nilo até o templo de Hórus em Edfu. Um espaço aberto sem teto também se comunicava com a antecâmara do santuário. Frente a ele estava a chamada Capela Pura. As figuras simbólicas eram levadas a este espaço aberto para que renovassem suas forças ao serem recarregadas com a energia solar.

Na medida em que se adentra, o templo torna-se mais escuro, os tetos mais baixos e as porta mais estreitas, o chão se eleva claramente para demarcar o santuário até a estrela Alfa Draconis sobre as cabeças dos espectadores das cerimônias. E finalmente, no mais profundo do templo, sobre seu eixo principal, chega-se ao seu coração, o seu espaço mais sagrado, o lar de Hathor, sua figura de ouro, a carne simbólica dos deuses, com seus olhos de pedras semi-preciosas ficava encerrada num pequeno tabernáculo. Somente o faraó e os altos sacerdotes da escola de mistério do Olho de Hórus podiam entrar ali, apos uma intensa cerimônia de purificação com água.

A parte Masculina e a Parte Feminina de Deus

Os egípcios entenderam que como todos os seres no universo, deus tem uma parte masculina emissora da qual flui a informação e uma parte feminina que a recebe para gerar com sua substancia tudo que é criado. Ao deus masculino deram três nomes:

Chamaram-no Atum, quando ainda não havia criado o universo e permanecia não manifesto;

Chamaram-no Ptah, quando organizou e criou o universo, as estrelas, os planetas e os Reinos naturais;

Chamaram-no Amon-Ra, quando sobre toda a criação deu lugar a consciência do homem.

De forma similar também deram três nomes a sua parte feminina:

Chamaram-na de Nun, quando era apenas uma substancia homogênea, virginal, sem forma, em estado de perfeito equilíbrio, o líquido amniótico do universo não manifesto;

Chamaram-na Sekhmet, quando se polarizou em duas forças opostas, que a transformaram numa substancia radiante, um fogo, um principio multiplicador em movimento que gera Nefertum, o universo que reconcilia e harmoniza temporalmente as forças opostas. O fogo produz o movimento, o tempo e o espaço, sua intensidade que coagula produz os estados sucessivos da matéria, o ar, a água, a terra e por último a força da vida, representada por Hathor, a substancia que gera e multiplica as consciências que experimentam o espaço tempo;

Chamaram-na Mut, quando gerou as 4 forças que impulsionam a consciência evolutiva do homem. As 4 forças são: Osíris, Isis, Seth e Nephtis. Entendendo Hathor desta forma ela é a barca da vida, a barca da luz, representa o amor, a matriz das consciências do universo. A barca do norte que contem o principio de toda a natureza. No seu tabernáculo, Hathor, a força da vida recebia as preces dos que queriam prolongá-la ou curá-la. Em torno do seu “Santa santorum” um corredor perimetral aos muros dos templos dava acesso a uma série de capelas, espaços sagrados dedicados a todas estas forças fundamentais. Essas capelas eram reconhecidas desde fora pelos desenhos talhados de seus símbolos sagrados no muro exterior do templo e permitiam que o povo, que não podia entrar, pois só tinham acesso os sacerdotes e os iniciados, orasse e pedisse ajuda as forças fundamentais do universo.

À direita da capela do ouvido de Hathor, duas capelas que se comunicavam eram dedicadas à adoração do único deus, o criador da consciência do homem, o que esta em todas as partes, Amon-ra, com seus símbolos também talhados no muro externo. As duas capelas da esquerda continham as imagens que simbolizavam as forças fundamentais do baixo Egito, todas relacionadas com hathor e seu instrumento musical, o sistro. Quatro santuários a direita dedicados a Hórus, a Sokar, a Isis e por último ao Nomo de Dêndera, o patrono ou santo da região do Egito onde se localizava o templo. Havia outra capela que continha o colar de Menat, um colar utilizado pelo sumo sacerdote nas cerimônias e procissões com 4 imagens de Hathor, cada uma com um trono simbólico na parte de cima. Os quatro tronos representavam os poderes supremos do universo: o amor, a sabedoria, a força infinita da vontade divina e a harmonia.

Sob o piso desses espaços existia uma série de criptas onde eram guardados os elementos mais sagrados, as peles escritas e os papiros mais secretos relativos à revelação desse templo. Essas criptas têm uns misteriosos baixos relevos de hórus que sustentam uma espécie de flor com uma serpente em seu interior. Teorias cientificas afirmam que se trata das lâmpadas que utilizaram para iluminar suas câmaras e construções sobre o solo. Ao subir a escada reta chega-se ao terraço, o espaço dedicado ao registro da abóbada celeste. No canto sudoeste do terraço encontrava-se o quiosque onde os sacerdotes esperavam a aparição das estrelas e a saída do sol no ano novo que acendia com seus raios o novo fogo. Numa pequena cobertura do terraço os sacerdotes se reuniam a noite, dividindo a abóbada celeste em setores chamados nomos, com o objetivo de identificar os movimentos do firmamento e do planeta.

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Medidores do céu - Os Sacerdotes de Dêndera eram chamados de Kabirim, os medidores do céu. Eles registraram a primeira carta celestial, ao qual marcava as posições relativas dos Mazarots, os fogos do céu. A astronomia surgiu em Dêndera. Astro significa estrela, astronomia significa logos, ou conhecimento das estrelas. Por um terraço chegam-se as duas capelas dedicadas a Osíris, o principio divino que simboliza a evolução, através da reencarnação de todos os seres humanos. Nelas é descrita a lenda de que seu irmão Seth, para ficar com seu reino e com sua mulher Isis, o corta em 14 pedaços e espalhas as partes por todo o Egito. As talhas mostram o momento em que Isis, após recolher seus pedaços, suspensa no ar sob o falo de Osíris, sob a forma de um falcão fêmea, consegue em uma comunhão espiritual, engravidar e dar a luz a Hórus. No teto da segunda capela encontra-se o chamado Zodíaco de Dêndera, uma imensa lousa de pedra com uma talha da abóbada celeste em torno do pólo norte, como era visto em 700 a.C. , durante o solstício de verão a meia noite.

É uma cópia da lousa original que encantou Napoleão, ao entender o seu profundo significado, e que se encontra hoje no museu do Louvre, em Paris.

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 Em uma capela como esta, no mesmo lugar e durante milhares de anos os sacerdotes do Olho de Hórus estiveram atualizando, periodicamente sobre um papiro o mapa dos céus. A cada solstício de verão, ano após ano, por milhares de anos, marcavam a posição relativa do sistema solar e da Terra. Os Sacerdotes que sobreviveram ao peras Kamsés II, talharam na pedra, para a posteridade, um grafismo que se salvou da destruição, com uma das últimas atualizações do mapa celestial, tal como era visto em 700 a.C., durante o reinado do faraó Thararka, na 25º dinastia. A abóbada celeste é sustentada por 8 imagens de Hórus ajoelhado e quatro figuras femininas de Isis, um círculo de hieróglifos une essa disposição simétrica. Naquele momento a abóbada celeste estava pintada de azul, ressaltando as imagens simbólicas. As varas sagradas das 4 figuras marcam um ponto perto do centro da abóbada. Saturno, o pai dos planetas, Júpiter, Marte e Osíris que representa a constelação de Orion, com sua estrela companheira Sirio, personificação de Isis no céu. Apontam para os seios de Tuaret, a mãe hipopótoma, com rabo de crocodilo e patas de leão, que preside a abóbada e que representa a constelação que hoje é chamada de Draco, onde brilhava a estrela Alfa Draconis, exatamente sobre o eixo de rotação do planeta.

O eixo do templo está orientado 71,5º para nordeste, a fim de demarcar em seus pórticos o segmento de céu onde aparecia a estrela polar Alfa Draconis, que na abóbada aparece sobre o seio da hipopótoma. Ao seu lado encontra-se a constelação do chacal vermelho, com a estrela Mitzar em sua pata dianteira, a representação egípcia da constelação da Ursa Menor com a estrela que hoje chamamos de Polaris. Alfa Draconis sobre o seio de Tuaret, está fora do ponto central da abobada, marcando o desequilíbrio necessário para que exista o movimento elíptico do universo que fará com que a estrela Polaris, que se encontra no centro da abóbada, se situe sobre o eixo do planeta. A estrela polar, ao redor da qual parece girar a abóbada celeste, era muito importante para os egípcios, pois representava a energia sobre o eixo de rotação do planeta, sobre sua coluna vertebral, que organizam os órgãos de todo o ser vivo, desde um inseto a um homem ou um planeta.

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Além disso durante o reinado de Senephro, muito antes da construção da grande pirâmide, seus sacerdotes haviam profetizado que quando Alfa Draconis fosse substituída por Polaris, chegaria o fim de sua civilização, como descrito no papiro de Nepher Roru. O templo de Hathor estava orientado para registrar as constelações situadas em volta do eixo de rotação da Terra, as 6 constelações circumpolares,cuja energia atinge o planeta a muito mais tempo e de forma mais direta que as constelações zodiacais.

Em uma época em que o dia e a noite eram como a vida e a morte, o setor do céu sobre os pólos onde as estrelas eram sempre visíveis, contrastando com as que acendiam e desapareciam, representavam os poderes da escuridão que a luz nascente do sol fazia desaparecer. A escuridão inicial, a mãe escuridão, o espaço vazio, o caos, eram representados pela hipopótoma vermelha. Ao sair da água os hipopótamos transpiram um líquido vermelho, a água do Nilo ao transbordar e invadir a terra tornava-se vermelha devido ao oxido de ferro, o vermelho simbolizava a fonte materna. Ao seu lado se vêem também as outras constelações circumpolares, como a constelação da pata com sua estrela Mesket, hoje denominada constelação de Serpeus, com sua estrela Alfir e a constelação de Hércules.

A partir da estrela sobre o pólo, dividiram o céu a sua volta em 12 setores principais, com 30º cada um, as constelações de estrelas que continham os decanos, uma série de 36 estrelas muito brilhantes, pelas quais o sistema solar passa na sua viagem pela galáxia. O sistema solar e o homem ao atravessar cada um dos 12 setores em que as estrelas foram agrupadas, recebiam uma influencia energética diferente, que impulsionava nos espíritos encarnados, em cada momento, um processo diferente de aperfeiçoamento. Para explicar que processo impulsionava cada grupo de estrelas, usavam animais, que representavam um nível evolutivo diferente da consciência, em seu caminho de reencarnações, para a aquisição de sabedoria por meio da experimentação em um universo de polaridades contrastantes de luz e escuridão, o círculo de animais ou zodíaco.

O Simbolismo do Zodíaco

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O Caranguejo de Câncer simboliza o EU SINTO, o animal que se retira ao seu refugio de água para digerir o seu alimento espiritual quando a consciência se movimenta de maneira incerta e começa o seu processo evolutivo experimentando os sentidos pela primeira vez.​

 

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Os Gêmeos de Gemini simbolizam o EU PENSO, o desejo de aprender e explorar com a dualidade necessária para encontrar a verdade, o conhecimento, a experiência através dos opostos, das experiências contrastantes.

 

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O touro de Tauros desperta a maternidade das fêmeas, impulsiona os processos com o EU TENHO, as posses materiais, a raiz que permite a terra receber o poder da vida para dar fruto, a fertilidade.

 

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O Carneiro de Áries representa a tomada de consciência do seu ser, o EU SOU, a força que resiste às dificuldades da vida e converte a rocha em cristal. A matéria que domina a si própria e se torna transparente, é o poder de procriação que põem a vida em movimento, a primavera.

 

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Os peixes de Picis impulsionam os processos como EU CREIO, com o sistema de crenças adquiridas. É quando se submerge na inconsciência para buscar a origem de suas palavras e ações.

 

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Em aquário a consciência irradia os conhecimentos verificados e adquiridos por gemini. Leva a água das altas freqüências do livre espírito aos mundos mais remotos, simbolizando o EU SEI.

 

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Capricórnio utiliza esses conhecimentos adquiridos simbolizando o EU USO, para concentrar a matéria até tornar-se transparente.

 

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Na Era de Sagitário o EU VEJO, a consciência evolutiva já é um ser que cresceu além de sua natureza animal, o centauro com sua consciência dirigida ao divino, é o poder espiritual do pensamento, a sabedoria da idade.

 

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Escorpião simboliza o EU DESEJO, é o animal que pode se matar com seu próprio veneno. Uma era em que se vive em experiências, para entender que o universo é perfeito e que se tem tudo que é necessário para a felicidade, não há que se desejar nada.

 

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A balança de Libra simboliza o EU EQUILIBRO, aprende-se a ceder a ser flexível ante todas as situações da vida, para atingir a harmonia, todas as experiências são medidas, conserva-se apenas o que for valioso.

Virgem simboliza o EU ANALISO, é quando se colhe a safra, a maternidade do universo e se vive processos para aprender a não reagir, a pensar antes de falar.

 

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E por fim Leão, o símbolo do EU POSSO, o rei dos animais o grande pai do zodíaco, a força do fogo que verificou todas as verdades, experimentando na própria carne o resultado de suas decisões em milhões de situações em muitas reencarnações.

Neste ponto o homem deixa de se identificar com seus instintos animais, sua consciência deixa de ser um estábulo onde vivem suas paixões descontroladas, abandona o círculo dos animais. Leão se projeta sobre câncer, a porta para a escala seguinte do universo, onde como guia dos processos de outras consciências, serão experimentadas situações de mais responsabilidade, para seguir o seu caminho do aperfeiçoamento de volta a Deus.

O Amor e o Medo

O processo evolutivo está completo quando ao longo de muitas reencarnações, as 12 energias fundamentais são recebidas, e os diferentes processos que elas geram são experimentados. O signo zodiacal sob o qual o homem morre será o signo sob o qual ele nascera em sua próxima reencarnação. Em cada vida experimenta diversas personalidades, sob a influencia de forças diferentes, na medida em que o sol avança em seu giro pela abóbada celeste.

Hoje conhecemos esse giro como precessão dos equinócios, mas não entendemos o seu profundo significado em nosso próprio processo evolutivo. Para o ocidente não existe aperfeiçoamento espiritual como um processo de muitas reencarnações. Este mapa celestial comprova os conhecimentos astronômicos e filosóficos dos sacerdotes da Escola do Olho de Hórus, que entenderam a vida no universo como um processo desenhado por Deus para converter um animal ignorante em um super-homem sábio.

Subindo por uma escada com degraus semi-suspensos contra um muro talhado por hieróglifos, chega-se ao terraço superior do Templo. Ali ainda se conservam as fendas que sustentavam os instrumentos usados pelos sacerdotes para registrar, de forma adequada, os movimentos dos astros. O templo de Hathor registrava os movimentos das estrelas polaris, ali era acompanhada a troca de Alfa Draconis, que no ano 4.320 a.C. brilhava sob o pólo norte, por Polaris, estrela que hoje orienta os nossos navegantes. Neste terraço em muitos solstícios de verão, eram realizadas cerimônias para acolher o ano novo egípcio, quando a barca de hator, o principio multiplicador das consciências que vem experimentar o espaço tempo, subia ao terraço. Ali os primeiros raios de sol anunciados por Sirius, ao reaparecer no horizonte, ascendiam o fogo novo, a força que pos o universo em movimento, gerando um lugar onde a consciência aprendeu o significado do amor graças à existência do medo.

 

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A civilização egípcia, guiada pelos sacerdotes da Escola de Mistérios do Olho de Hórus, se baseava numa crença fundamental: a de que o homem encarna diversas vezes para viver um processo de aperfeiçoamento que o leva de sua animalidade original a sabedoria e a imortalidade. Esse caminho evolutivo tem sete fases, sete níveis determinados pela sabedoria que já acumulou, pela freqüência com que vibra e pela quantidade de energia vital que pode processar. A sabedoria alcançada em decorrência das verdades que comprovou em cada vida, permite-lhe passar cada vez mais tempo em um estado de paz interior e com isso, aumentar aos poucos a sua freqüência de vibração. De forma gradual vai aumentando a quantidade de energia vital que processar e distribuir em seu sistema nervoso. Cada vez usa um chakra mais alto, dentre os sete localizados em sua coluna vertebral para captá-la. E sua aura, como eletromagnético pessoal, vai crescendo proporcionalmente.

As circunstancias que o homem vive, os processos pelos quais deve passar, com o objetivo de evoluir e adquirir sabedoria, foram estabelecidos por Deus de forma perfeita. Os egípcios acreditavam que a energia que flui de Deus e que se manifesta de diversos modos, determina os processos a que cada espírito é submetido. O Universo seria como uma fábrica de consciências submetidas a uma série de processos lineares.

 

 

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O homem encarna sobre a Terra, que gira ao redor de uma radiosa fonte de energia, o Sol, e dele recebe a sua primeira energia. O sistema solar por sua vez gira em torno do sol central da galáxia, outra fonte radiante de energia. Eles descobriram que este giro, que leva 25920 anos, e ao qual chamaram de ano cósmico, o sistema solar recebe uma série de energias de astro radiantes, que produzem diferentes campos de força.

12 Forças Fundamentais

Dividiram esse percurso em 12 setores, 12 forças fundamentais que o planeta recebe, nos 2.160 anos de cada travessia. Cada um produzindo diferentes processos e circunstancias que o homem deve viver e que são parte de  uma linha de montagem da consciência. Chamaram de Neters, a essas energias dos céus. A cada uma que iam identificando davam um nome e uma figura simbólica, assim podiam reconhecer suas características e apresentar-lhes suas oferendas e reverencia. Em conseqüência sua civilização estava orientada para os céus e seus processos coletivos eram determinados pelos astros. 

Os sacerdotes sabiam que quanto mais energia de um dos fogos do céu, de uma das estrelas ou constelações, o homem recebesse, mais benefícios teria. Por isso, as estrelas que se situam sobre o eixo de giro do planeta, as estrelas polares que permanecem fixas no mesmo ponto durante milhares de noites, davam um tratamento especial. Além disso, numa época em que a noite era comparada a morte, ao perceber que tais estrelas sempre apareciam no mesmo lugar, sem circular pela abóbada celeste, o povo transformou-as no poder que reina na escuridão, a força nefasta que trazia as mortes e as desgraças. Essas séries de forças que impulsionavam os processos e eventos mais difíceis da vida eram comandadas por uma figura simbólica a que chamaram de Seth, raiz do satã atual.

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 Seth o senhor da escuridão, o poder que atravanca o avanço do homem e o submerge em paixões animais, fazendo com que permaneça estacionado na ignorância, tinha uma função importantíssima no Universo Egípcio. Levava o homem a cometer erros, induzia as condutas agressivas e desrespeitosas, que apenas produziam dor, sofrimento, angústia e medo. Os resultados dessas condutas erradas angustiavam ao homem, trazendo sofrimento e o impulsionando a procurar o caminho da paz e da felicidade. Compreendia que com seus atos agressivos para com os outros somente estava se machucando, então mudava e a força da luz iluminava sua consciência.

 

 

 

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 As forças que levavam o homem a mudar, a avançar em direção a cordialidade, a paz e ao entendimento, eram comandadas por oura figura simbólica ao qual chamaram de Osíris. Osíris é o senhor da luz, o poder que impulsiona o avanço do homem para a espiritualidade e a vibração no amor ao longo de muitas vidas e circunstancias difíceis. Nesse Universo de contrastes de pólos opostos, enfrentam-se Seth e Osíris, as forças da escuridão e da luz, para modelar a consciência do homem e leva-lo a entender a importância da neutralidade. A neutralidade não gera uma força oposta que faz perder energia, antes é a base da supercondutividade, um principio físico que ainda esta sendo descoberto.

A Neutralidade

A neutralidade implica em respeitar os demais, implica em ter consciência para não intervir nem impedir seus processos do destino, as situações difíceis que o homem precisa viver para aprender. A neutralidade implica na compreensão de como funciona o Universo, a aceitação de que tudo que acontece é perfeito e tem um propósito de amor, porque foi desenhado por Deus, que é amor. O ser humano atinge a neutralidade após o seu giro de reencarnações no momento que verificou, na própria pele, todas as verdades do Universo, quando renasce em espírito atingindo a iluminação. Este momento é simbolizado por Hórus, um falcão dourado que tudo ve, tudo sabe e voa sobre os contrastes e as limitações naturais do Universo. Isto porque não apresenta resistência.

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 Hórus é o símbolo da consciência permanente, imortal de um ser respeitoso em equilíbrio capaz de concordar com todos os seus poderes e a paz eterna. Esse momento de equilíbrio é experimentado no planeta quatro dias por ano, os dias do equinócio de inverno e de verão, quando o dia tem a mesma duração que a noite. Em Edifu construíram um templo para comemorar o nascimento de Hórus, venerar e estudar o momento final do caminho evolutivo. O templo tem o seu eixo e seus pórticos orientados para um ponto no horizonte por onde surge o sol no equinócio de verão.

 

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Quase todos os complexos religiosos egípcios tinham em seu interior dois templos, dois observatórios astronômicos, um solar e outro estelar com seus eixos e pórticos orientados a 90º um do outro. E com isso permitia enquadrar simultaneamente a estrela que personificava a estrela fundamental venerada no templo e a fonte de radiação mais próxima do homem, o sol. Isso nos dias que definiam as mudanças climáticas, as estações, os pontos em que mudavam o meio ambiente de todos os seres da terra. Em certos casos, como em Edifu e Dêndera, um mesmo templo enquadrava com seus pórticos uma estrela brilhante que anunciava a saída do sol por esse mesmo lugar um pouco mais tarde.

 

 

 

 

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Edifu e Dêndera - Edifu e Dêndera são dois templos irmãos, dois observatórios que se complementavam para registrar de forma precisa a abobada celeste sobre o pólo norte e o pólo sul do planeta. As estrelas polares eram o ponto de referência para registrar qualquer variação no eixo da terra com relação ao sol. Esse angulo é que causa as estações, os solstícios e os equinócios, o clima do planeta. O estudo e registro dessas estrelas fixas e sua relação com o sol e com as outras estrelas era muito importante, pois qualquer variação no seu movimento habitual antecipava grandes mudanças na vida do homem. Eram as estrelas nefastas, as das grandes mudanças.

Foram localizados a uma distancia precisa de forma a produzir uma diferença de um grau exato em sua latitude. Dêndera se localiza nos 26º e Edifu aos 25º de latitude ao norte do equador. Assim podiam registrar facilmente o movimento do sistema solar pela galáxia, o que era fundamental pelos sacerdotes, pois determinava a passagem por diversas constelações, pelas energias fundamentais que determinem o caminho evolutivo do homem. As mudanças de era, a mudança de uma constelação zodiacal a outra determinaram as etapas em que os sacerdotes revelaram os seus mistérios do universo a seu povo, mudaram a localização de sua capital imperial e até os nomes de seus faraós.

 

 

 

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Todos os templos que construíram enquadravam em seus pórticos um setor do céu por onde se movimentavam os Mazarots, os pólos do firmamento, permitindo-lhes registrar os seus movimentos com facilidade. O Templo de Hórus em Edifu estava virado para o pólo sul e enquadrava a estrela Canopus, enquanto que o templo de Hathor em Dêndera enquadrava a estrela Alfa Draconis no pólo norte. O templo de Hórus em Edifu festejava o seu nascimento no equinócio de verão, três meses depois. O templo de Hathor em Dêndera festejava a renovação da vida, a fertilidade trazida pela inundação do Nilo, no dia do solstício de verão.

O Templo secundário, dedicado a Isis em Dêndera, enquadrava a estrela Sirio, as noites sobre o horizonte, sua personificação no céu, e com sua reaparição anunciava a enchente do Nilo e ao amanhecer o surgimento do sol no dia do solstício de verão. Nesse dia a inundação marcava o fim do ano solar egípcio, celebrando-se em Dêndera as festas do ano novo em honra de Hathor, a força que renova a vida e de Isis a que trazia a água sustento do Egito. Três meses depois, no templo de Nephitys em Edifu, do qual só existe a base, enquadrava um ponto no horizonte por onde aparecia a estrela Procyon, que anunciava o tempo de semear e ao amanhecer o surgimento do sol no dia do equinócio de inverno.

 

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Os astros determinavam quando subia o rio, quando semear e quando colher, determinando assim o calendário do Egito. Como os dois templos as duas estrelas também tem uma estreita relação; Sirius pertence à constelação de Canis Maior e Procyon a Canis Menor. As duas são estrelas irmãs, como Isis e Neferts, as companheiras de Osíris e de Seth, o senhor da escuridão. Na mitologia grega são considerados “Os cães de Orion”, pois o seguem pelos céus, e assim dão nome as suas constelações.

 Nessas datas, se realizavam procissões que união os dois templos, em 21 de junho, no solstício de verão era festejado em Dêndera baixando desde seu topo o fogo para todo o Egito, a marca do ano novo. Em 21 de setembro, no equinócio de inverno, se celebrava em Edifu a concepção de Hórus, e em 21 de abril, no equinócio de verão, o seu nascimento. E por lá chegava a barca de ouro com a imagem de Hathor que vinha de Dêndera pelo Nilo. Essa cerimônia era chamada de "Festival do Belo encontro", quando Hathor a força da vida, festejava em Edifu, a culminação do processo que ela havia iniciado. As estrelas e os sóis viagem de um horizonte ao outro pelo céu em barcos simbólicos. As imagens que estas estrelas representavam como Hathor ou Isis em barcas de ouro em procissões pelo Nilo.

O antiqüíssimo templo dedicado a Hórus, em Edifu, chamado Apolinopolis Magna pelos gregos, começou a ser reconstruído em 237 a.C. durante o reinado do faraó Ptolomeu III, um dos reis macedônios que governaram o Egito como herdeiros de Alexandre Magno. A obra durou 180 anos terminando em 57 a.C. O povo de Edifu ocupou os terrenos que eram antes exclusivos do complexo religioso. Seus muros de proteção externos desapareceram há muito tempo e a maioria de suas construções foi destruída. O Templo principal, dedicado a Hórus, o falcão dourado, permanece ainda intacto. Foi reconstruído pelos Ptolomeus paralelo ao Nilo, no mesmo local onde existira um templo antigo.

Orientação dos Templos

Os templos no Egito que eram orientados para uma estrela em particular só eram úteis por aproximadamente 300 anos, uma vez que o movimento do sistema solar em torno da galáxia tirava do foco a estrela objeto do registro. Por isso eram desmontados e reconstruídos reajustados em aproximadamente 4 graus, por essa razão são encontradas pedras marcadas por faraós anteriores nas bases dos novos templos, era como girar o telescópio. O caso dos templos solares é diferente, pois o angulo entre o equador e a eclíptica por onde o sol se movimenta, muda somente 1 grau a cada 7.000 anos. Os templos solares enquadrados com o ponto do horizonte onde surge o sol em uma data especial, serviam por milhares de anos. O eixo do Templo esta orientado para os 86,5 graus sudoeste, ali sobre os 26 graus sobre o horizonte se localizava todas as noites, praticamente sobre o pólo sul, a estrela Canopus, a segunda mais brilhante dos céus depois de Sirio.

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Canopus, Alfa Cariani, situa-se há 74 anos luz da terra, e é a estrela mais brilhante da constelação de Carino, antes conhecida como Argonaves, guia do navio Argus, no qual Jasão e os Argonautas desembarcaram para encontrar o Velo Dourado. A fachada do templo com suas grandes torres enquadra a estrela do Pólo sul, cada torre é um espelho da outra até nas inscrições de baixo relevo dos muros, simbolizando a existência da simetria em um universo assimétrico, que permite o movimento. Na frente a figura do faraó esgrime uma espada para os inimigos do Egito com um gesto ameaçador. Sobre o pórtico há o disco alado com as duas serpentes, as duas torres produzem as imagens dos hieróglifos de um horizonte entre montanhas que enquadram o sol. A fachada de 35 metros de altura, equivalente a um edifício de 10 andares, sustentava 4 mastros altíssimos em cujas pontas tremulavam ao vento enormes bandeiras de cores brilhantes.

Atravessando o pórtico pelo eixo do templo, chega-se a um pátio aberto com galerias laterais, sustentadas com 32 colunas com tácteis floridos de diversos estilos e variadas formas. Na fachada interior, que se abre sobre o pátio inferior as imagens talhadas também estão dispostas simetricamente, como num espelho, variando apenas as formas simbólicas sobre suas cabeças. No muro interior, totalmente recuperado, e a colunata dão a forma perfeitamente simétrica ao pátio externo. O equilíbrio do conjunto enche de harmonia o espaço onde os iniciados recebiam suas lições. As diferentes cenas talhadas em baixo relevo explicam o processo evolutivo do homem, suas relações com as forças dos céus, a luta entre o espírito e a matéria, que permite que se encontre a verdade através dos opostos.

Nos tempos da Escola de Mistérios existia um lindo jardim nesse pátio interno, onde os iniciados faziam exercícios para constatar na própria pele as informações passadas pelos mestres. Recebiam conhecimentos correspondentes ao seu nível de consciência, trabalhavam sob a direção do mestre do misticismo, dedicando se ao objetivo principal de adquirir a neutralidade num mundo bipolar. Provaram que podiam levar sua consciência individual até a consciência universal, entenderam a necessidade de um universo de contrastes, que produzissem vivencias situações, processos, que permitissem uma decisão livre. Cada vida permite que se experimente um lugar diferente, uma família diferente, diferentes condições de saúde e riqueza, diversas situações nas quais se podem cometer erros diferentes.

 

 

 

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Seth é derrotado na consciência do homem graças aos erros cometidos por ele ao longo de muitas reencarnações. A comparação dos resultados obtidos com sua atuação produz à compreensão a luz na mente. Experimentaram o principio vital de outros seres e entenderam que existe apenas uma grande consciência no universo. Isso foi verificado diante de uma das palmeiras no jardim da galeria, onde se concentravam nesta até sentir o vento em suas folhas. Descobriram que somente mediante a entrega total se realiza uma fusão com o exterior. O tempo para de existir e a sua consciência e a da planta se fundem em apenas uma, ocupando o mesmo espaço.

Concentração

O mestre lhes ensinou que qualquer concentração começa com o exercício intelectual, dirigindo-se a atenção para a planta e trazendo a mente tudo que se conhece sobre ela. A razão clareia a mente, organiza, avalia, compara, analisa até que se definam as características que transformam um ser em uma planta. Descobriram que, uma vez que se conhece tudo sobre o objeto da concentração o trabalho intelectual termina. Neste momento passavam a segunda fase de concentração, usando a intuição e todos os sentidos como forma de percepção. A fim de sentir tudo que a palmeira é, apalpando sua forma, observando sua cor, seu cheiro, seu sabor, escutando seu som interior. Na ultima fase realizavam exercícios de concentração espiritual. Já não pensavam na palmeira, já não sentiam como ela era, mas como na consciência, o homem se converte em palmeira e consegue experimentar um estado de ser diferente do habitual. Nesse estado o ego desaparecia e o iniciado se encontrava com o seu eu superior. O tempo desaparecia, o silencio expandia a consciência, os braços se transformavam em galhos e uma paz interior inundava o nada. Desta maneira, no pátio puderam aumentar sua energia vital, sua freqüência de vibração, reunidos com outros companheiros, que tinham um nível de consciência similar, que se encontravam num estagio parecido no reino das reencarnações.

A fachada interior, desde o pátio até o templo, é muito parecida com a fachada principal do Templo de Dêndera, os planos e o desenho são muito parecidos. Os dois templos foram reconstruídos seguindo os planos de Imhotep, o arquiteto que construiu a pirâmide escalonada de Saqqara. O muro entre as colunas filtra a luz, permitindo que apenas um pouco desta entre no templo por sua parte superior aberta, facilitando a penumbra inferior, para a observação das estrelas. Duas grandes estátuas de Hórus, como falcão, com a dupla coroa do Egito marcavam a entrada no Salão da Vida, atualmente só resta uma das estatuas de granito. Ao entrar no grande salão que os egípcios chamavam de Casa da Vida, sente-se uma mudança de temperatura imediata, respira-se a paz nesse ambiente.

Doze colunas impressionantes sustentam o elevado teto que nunca pode ser decorado. Ao percorrer-se este salão, utilizado no trabalho diário pelos iniciados do Templo, as altas colunas com seus belos capitéis produzem uma sensação de equilíbrio e de permanência. Assim como em Dêndera, este salão tem uma pequena capela para guardar os papiros nos quais os escribas trabalhavam, e que eram necessários para as lições com os discípulos do templo.

 

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Níveis do caminho evolutivo - Os egípcios chamavam de Khabit ou tempo da sombra escura, ao primeiro nivel do caminho evolutivo, quando o homem é praticamente um animal, um desalmado sem sentimentos, sujeito a paixoes descontroladas e as reações automáticas dos seus instintos. Seus atos de ira, ódio, instintos desemfreados que conduzem a resultados insatisfatórios, angustia sofrimento, solidão e infelicidade. Depois de muitas vidas esta saturado de sofrer e compreende que ao ferir os outros somente produz sua própria infelicidade. Nesse momento seu espírito renasce no segundo nível de consciência, chamado de Ba ou tempo da sombra clara. Então descobre os seus sentimentos, aprende a querer, no entanto não controla suas emoções, encontra-se ainda no inferno da vida. Ao ascender ao terceiro nível, chamado tempo do coração que respira, o pendulo o leva ao extremo oposto, transforma-se num ser bom que vive preocupado com os outros tentando resolver os problemas deles e fazendo-os evitar as situações dolorosas da vida. Também não consegue ser feliz, pois sua paz depende de outras pessoas, no entanto não as respeita, quer mudar a vida dos outros conforme ele acredita que deveriam viver. Essa atitude leva-o a confrontar seu sistema de crenças com o dos outros, pois não respeita as decisões que estes tomam e quando se depara com situações difíceis para que aprenda considera-as injustas, pois se ve como um ser bom que somente vive para os outros.

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Atravessando-se a porta do fundo do templo chega-se aos salões das aparições, assim chamado porque nele via-se, na penumbra de seu santuário, a brilhante estátua de Hórus dentro de sua barca de ouro, usada nas procissões e cerimõnias. A relação estreita do templo de Horus com o de Hathor em Dendera fica clara na decoração das colunas que tem a imagem da deusa em seus capitéis. Do lado esquerdo esta o salão de recepção das oferendas do povo com usa porta externa e o salão onde se armazenava e preparava o insenso. Do lado direito encontra-se o Salão das Purificações usado pelos sacerdotes nos seus rituais diários de limpeza coma porta para sair para o lado e poço do templo.

A Escolha dos Discípulos

Os sacerdotes escolhiam os seus discípulos entre os seres que manifestavam maior respeito pelos outros, maior sensibilidade, os que demonstravam no mínimo ter um terceiro nível de consciência. Forneciam-lhes informações e a forma de verifica-las pessoalmente. Eram guiados para que aprendessem a elevar seu nível de vibração. O trabalho começava pelo controle dos instintos, do medo da morte, do instinto de defesa e a agressão, Eram submetidos a situações de extremo perigo, aprendiam a confiar nos outros. Anos depois o trabalho deles era controlar as emoções, os desejos e os prazeres. Compreender que o corpo é igual ao universo só que em outra proporção, para isso passavam por tempos como o de Luxor. Chegavam então ao quarto nível de consciência chamado de Sekhem, onde com outros seres nascidos nesse nível eram dirigidos pelo mestre das medidas. Este lhes ensinava como o nome e o número determinavam a forma de tudo que existe. Em templos como o de Dendera se transformavam nos "que registram os céus" e aprendem como o ciclo dos astros atingem o homem, as forças fundamentais, as frequências de vibração da proporção áurea e da flor da vida.

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 Depois do Salão das Aparições esta o corredor das escadas, que tem um esquema exatamente igual ao de Dendera, uma escada em carcol à direita e uma comprida escada reta junto à parede externa que levam ao terraço. Pela escada em caracol subia a prossiçao com a barca de Hórus até o terraço do templo para aguardar a aparição do sol nos dias de equinócio e pela escada reta ela descia. Durante milhares de anos registravam as noites os movimentos de Canopus a estrela sobre o Pólo, vibravam com a energia especial dos equinócios quando assistiam as cerimonias no terraço do templo em comemoração a chegada de todo o ser humano a neutralidade. Deste salão em diante já não podiam entrar os discipulos, somente os sacerdotes de Horus atravessavam o corredor exterior e chegavam ao salão da barca de ouro onde guardavam o santuário portátil usado nas procissões.

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 A antecâmara das oferendas também se comunica com a capela pura, um espaço aberto onde as imagens simbolicas das forças fundamentais do universo eram expostas aos raios de sol para que renovassem a sua energia. Os muros do Templo estao repletos de baixos relevos usados para explicar os mistérios do universo, a razão da reencarnação, a forma de chegar ao fim do caminho e converter-se em super homem. Num mural o faraó Ptolomeu IV cercado por um Sicamoro, a árvore da vida e outro símbolo de Hathor, recebe de Hórus a palma com a lista da sua vida, as lições que deve viver em muitas reencarnações até atingir a iluminação. Do outro lado do mural a imagem de Neknbet entrega o destino imediato, o que deve viver nessa vida como faraó.

Os egípcios e a reencarnação

A civilização egípcia estava baseada na reencarnação como processo de aquisição e verificação pessoal das verdades do universo. O espírito do homem encarna para aprender com os resultados de suas decisões, transformando-se aos poucos num ser flexível, sábio, até não ter mais nada a aprender nessa escala do universo e iluminar-se.

Da claridade exterior até a penumbra do Santa Sanctorum o nivel do chão vai subindo para permitir que a partir dali o sacerdote pudesse observar o céu enquadrado nos pórticos, sobre a cabeça dos discípulos participantes nas cerimonias. O Santuário é um lugar independente dentro do edificio do Templo. Os raios de sol entram do alto por uma das janelas quadradas no teto iluminando os coloridos muros de outrora.

O lugar mais escuro e profundo do Templo esta o santuário onde se encontrava o Naus, a capela de granito que continha a imagem de Horus, símbolo do renascimento espiritual, da maestria, do momento em que o homem se transforma em super homem. Esse momento é representado pelo nascimento de Horus. Do outro lado do santuário encontram-se cenas talhadas que fazem referencia ao momento da iluminação. A compreensão leva o pêndulo ao centro transformando o homem num ser justo, respeitoso, que aceita a perfeição de qualquer situação, mesmo as mais difíceis e dolorosas, pois produzem compreensão em quem as vive. O mal se converte em bom, o bom em justo e por último o justo em sábio. Nesse momento chega a iluminação representada por Horus, quando se renasce a partir do espírito, terminando a onda de reencarnações desta escala do universo para continuar o caminho do aperfeiçoamento numa hierarquia mais elevada.

Da animalidade a iluminação

O homem que nasce na carne, renasce no espírito, assim termina a sua transformação da animalidade original a espiritualidade eterna de sua consciência temporária a consciência permanente, da mortalidade à imortalidade. O amor permanente em pensamento, palavra e obra, fruto desses entendimentos faz com que o ego desapareça para sempre e com ele o ciclo de reencarnações.

Em volta do santuário encontra-se uma série de capelas dedicadas às forças e princípios fundamentais que intervém no processo evolutivo da consciência. Osiris tinha uma capela que era acessível ao povo que não podia entrar no templo. Pelos baixos relevos que enfeitavam o muro externo era possível aproximar-se e colocar suas oferendas em um lugar próximo. Khonsu tem outra capela, é o filho de Muth, a característica feminina do Deus único e de Amon-Rá, a característica masculina. Sua união cria a consciência do homem. Khonsu é o nome que davam a uma consciência recém nascida, quando começa o seu percurso evolutivo.

Amon-Rá o Deus criador da Consciência, tem uma capela com informações sobre o processo evolutivo e as 9 forças fundamentais tem outra. A capela central é dedicada a Horus. Em seus muros encontra-se o conhecimento adquirido sobre o significado da iluminação como momento final nessa escala da realidade. A este templo chegaram os iniciados no quarto nível de consciência outros poucos alcançaram o quinto nível, o chamado tempo dos Sharu. Aqui receberam informações sobre a meta do caminho de reencarnações e compreenderam o significado da neutralidade. Depois seguiram em seu caminho de aperfeiçoamento, embarcaram pelo rio para chegar a Karnak, o templo da consciência do homem, onde buscariam a sabedoria através da arte, do conhecimento de seu inconsciente, ao reviver a sua corrente de reencarnações. Foram vibrando em amor, certo de que todos os homens algum dia renasceriam espiritualmente e chegariam à iluminação, abrindo a porta para a escala seguinte do universo.

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Os egípcios entendiam que a realidade era manifesta por um único Deus, através de suas forças criadoras fundamentais, as divindades a que chamavam de Neters, o mundo físico era dirigido pelo faraó que representava o nível de consciência alcançada pelo homem durante o seu reinado. O faraó era a encarnação do KA-real, um único espírito que evoluía reencarnando de faraó em faraó, isso o transformava em uma divindade intermediária entre o homem e Deus encarregado de conservar e aperfeiçoar a ordem no mundo físico egípcio. Seu universo espiritual era guiado pelo hierofante sumo sacerdote da Escola de Mistérios do Olho de Hórus, primeiro servo de Deus, rei Netertep o grande vidente. Seu símbolo era uma serpente com duas pernas e o disco solar na cabeça, a imagem da eternidade, da sabedoria e da regeneração física. A organização sacerdotal sobre seus cuidados se dividia em três grupos: O primeiro se encarregava do conhecimento verificado e era dirigido pelo mais sábio dos sacerdotes, o segundo se encarregava da arte e dos rituais, e o terceiro era encarregado da administração dos templos.

Os sacerdotes do conhecimento eram os pedagogos incumbidos de preparar os herdeiros de sua casta. Eles transmitiam as verdades herdades deste as origens da escola de mistérios, na desaparecida civilização atlante, verdades já comprovadas sobre o funcionamento do universo. O conhecimento no mundo egípcio era transmitido com exclusividade aos iniciados da escola que demonstravam com provas de atitudes perante a vida, que podiam receber sabedoria e não fazer mau uso da mesma. A revelação é o verbo. Eram chamados de Hrj-Habet ou Sacerdotes do Conhecimento. Eles ensinavam a linguagem simbólica, a escrita, as matemáticas, a astronomia e o controle das forças fundamentais. A este grupo pertenciam os Kabirem, os medidores do céu, que registravam em todos os templos a abóboda celeste, fixando pelas estrelas o momento exato dos rituais diários, das festas anuais, e a mudança que anunciava o fim de uma era e o começo de outra. O segundo grupo se encarregava da produção de obras de arte, do desenho arquitetônico e da construção dos templos, da direção das oficinas onde os iniciados, ajudados pelos artesãos do povo fundiam as esculturas simbólicas.

Esses sacerdotes criadores desenhavam e supervisionavam as inscrições nos muros dos templos. Eles ensinavam a trabalhar a arte com a sabedoria do amor, a desfrutar do ofício, a dar sempre o seu melhor. Desenham os símbolos, ferramenta fundamental, dos rituais, os objetos e as figuras simbólicas e depois determinavam o que se devia fazer regularmente com eles nos momentos cósmicos, tais como os solstícios e os equinócios. Estabeleciam os rituais, o que deveria ser entendido através das sensações em um percurso espacial sem intervenção da razão e também as ações necessárias para criar a segurança no povo e gerar uma energia especial nos participantes. O ritual induzia os sacerdotes da Escola de Mistérios do Olho de Horus a ter autoridade perante o povo, utilizando o controle da intuição, da percepção do ser humano independente de seu preparo ou nível de consciência.

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Estabeleceram com cuidado o que os participantes percebiam os sons, as palavras, os aromas associados como incenso, suas cabeças raspadas e suas vestimentas brancas que denotavam limpeza, os colares de flores e as barcas douradas, nas que carregam o símbolo de sua relação com Deus. Usavam o ritual para transmitir ao povo a hierarquia e a ordem da sociedade que organizaram utilizando ferramentas singelas tais como a riqueza das vestimentas, sua visualização, a arrumação ou a quantidade dos participantes. O ritual renovava a relação entre os poderes: acima o Deus único, a seguir os Neters, os mortos, os sacerdotes, o faraó, seu exército e o povo. Os rituais aproximavam o homem do sagrado, induziam emoções intensas que impulsionavam suas ações de uma forma suave.

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O terceiro grupo administrava o cotidiano dos templos, organizava os cultivos, a recepção dos víveres, a preparação das refeições, a limpeza dos recintos, formando uma sociedade comunitária. Usava em sua base um grupo de sacerdotes temporários chamados de Wab, os puros, homens do povo que durante um mês por ano serviam nos templos executando as tarefas diárias inferiores para depois retornar as suas atividades habituais. Alguns viviam no campo, cultivando os terrenos cedidos pelo templo envolta de seus muros externos. Chegavam ao amanhecer para realizar os rituais de purificação para entrar no templo e continuar com suas atividades diárias. Outros vivam na aldeia próxima ao templo e trabalhavam o restante do tempo na administração estatal. Carpinteiros, operários e pedreiros consertavam e ampliavam o templo nessa modalidade de trabalho temporal-rotativo. Esse sistema de rotação permitia que muitos membros da sociedade participassem dos rituais e cultos desde o interior do templo, e fazia com que o povo entendesse que os trabalhos comunitários beneficiavam a todos.

Os três grupos convergiam nos templos, os lugares onde se organizava a ordem, Umaat, a busca do equilíbrio harmônico temporal. Ali o homem se submergia no espaço sagrado orientado para o cosmo, registrando seu permanente movimento. O templo era o instrumento de preservação da ordem e não um mundo criado para a salvação da alma. O espírito se aperfeiçoava e adquiria mais informações através da reencarnação ao compreender os erros cometidos. O erro era um instrumento de aprendizado, não era necessário ser salvo dele. O templo era o lugar onde se encontravam as duas forças fundamentais, a força do caos e a da ordem. Ali se atingia o equilíbrio necessário, a harmonia que leva o aperfeiçoamento de todos os indivíduos da sociedade. Este conceito é claramente expresso no Templo de Kom Ombo, dedicado simultaneamente a Sobek, a força do caos que induz ao erro e a Horus, o símbolo da consciência permanente e da sabedoria. Neste templo, os iniciados da escola começavam o seu aperfeiçoamento espiritual.

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Aqui chegavam a transcender o medo e os atos automáticos do instinto de defesa a controlar o chacra raiz. Neste templo lhes ensinavam a existência da lei da natureza, códigos divinos que produzem uma reação automática para defender a vida, necessários quando se está na animalidade, mas que devem ser controlados de forma a ascender aos níveis superiores de compreensão. Não se pode ser sábio tendo uma série de condutas automáticas ou reações agressivas descontroladas que ferem as relações que mantemos com todo o mundo. O primeiro nível de compreensão terminava quando entendiam que a vida é eterna, que a morte é uma porta no processo de reencarnações quando controlavam as reações automáticas de agredir para defender a vida. Isso era demonstrado ao sobreviverem a prova da morte no centro conceitual dos dois altares, demonstrando sua audácia, segurança e confiança ante a perfeição de tudo que ocorre no universo, como veremos neste programa.

O templo de Kom Ombo era onde se agradecia pela dualidade existente no universo, a qual permite ao homem enganar-se e aprender com os resultados de suas decisões, de forma a produzir compreensão e aperfeiçoamento espiritual. Por isso estava dedicado a duas forças opostas representadas por Sobek, simbolizado por um homem com cabeça de crocodilo e Horus, um homem com cabeça de falcão. O ignorante e o sábio, o ingênuo e o que tudo aprendeu de tanto enganar-se ao longo de 700 reencarnações. Situado as margens do Nilo, há 48 Km ao sul do templo de Edfu, a aproximadamente 25° de latitude norte e aos 34° de longitude leste, encontram-se as ruínas do templo ptolemaico de Kom Ombo, chamado antigamente PA-Sobek, O Domínio de Sobek, força simbólica representada por um crocodilo.

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Neste lugar não existe um grande complexo como em Edfu ou em Dendera. O templo era protegido por muros elevadíssimos e o povoado estava envolta de um forte do exercito imperial, onde os elefantes africanos eram treinados para a guerra. Ali, desde tempos muito remotos, ao lado do desaparecido forte, existia um templo dedicado a honrar a polaridade, a dualidade de tudo neste mundo. Durante as dinastias ptolemaicas o templo foi reconstruído, e são suas ruínas as que chegaram até os nossos dias. Kom Ombo estava voltado para os 43,5° sudeste, em direção a estrela Alfa Centauro, uma estrela do hemisfério sul que anunciava o surgir do sol no equinócio de outono. O templo dividido ao meio, é dedicado por igual a Sobek e a Horus, os dois extremos do caminho do aperfeiçoamento. Sobek, o começo do caminho, a ignorância e a animalidade. Horus, o fim do mesmo, a consciência permanente e o fim do ciclo de reencarnações.

A frente havia um pátio aberto formado pelas ruínas de 16 colunas de um corredor coberto. Até aqui o povo podia entrar, uma marca nas colunas dava a autorização, o símbolo da ave sobre a semicircunferência em honra ao faraó. Ao fundo vê-se uma das torres que ainda restam do muro externo. Talhado em seus muros vemos as duas figuras simbólicas frente a frente e o faraó Ptolomeu V que ordenou a reconstrução do templo. A fachada principal tem dois acessos simétricos sobre os quais um dintel decorado mostra o duplo disco alado rodeado pelas serpentes que simbolizam as luz em meio à dualidade. Um muro a meia altura, como os existentes em Edfu e em Dendera, une quatro altas colunas. Uma quinta coluna divide as duas portas. O pinulo fechava o pátio coberto e permitia aos visitantes deslumbrar a fachada interna a partir das portas simétricas. O pátio das colunas era menor que o do templo de Edfu, a sombra de suas desaparecidas galerias, os iniciados da escola de mistérios se refugiavam do sol. Do lado direito do templo estão as ruínas do que foi uma pequena capela dedicada a Hathor.

Em seu interior se conservam os restos mumificados de alguns do